BDRs: como investir em empresas globais sem sair do Brasil?
Entenda como os Brazilian Depositary Receipts ampliam a diversificação e simplificam o acesso aos mercados internacionais
23/12/2025 Atualizado em 23/01/2026 2 minutos
BDRs permitem investir em ações estrangeiras por meio da B3, sem necessidade de enviar recursos para fora do país | Foto: Getty Images
BDRs são a porta de entrada para os mercados estrangeiros, oferecendo ao investidor oportunidades de retorno financeiro e maior diversificação da carteira. Esse acesso amplia estratégias e contribui para um planejamento mais robusto dos investimentos.
Para muitos, investir fora do Brasil ainda parece complexo. No entanto, os Brazilian Depositary Receipts, conhecidos como BDRs, tornam esse processo simples e acessível, permitindo aproveitar as oportunidades das bolsas internacionais sem burocracia.
Conheça como os BDRs conectam você ao melhor dos mercados globais sem precisar enviar recursos para fora do país.
O que são BDRs?
Os BDRs são papéis que representam ações que são originalmente emitidas e negociadas em bolsas internacionais, como é o caso de ativos da Disney, da Microsoft e da Apple, por exemplo.
Na prática, os BDRs representam recibos dessas ações e funcionam como porções dos tickers originais, seguindo o caminho de valorização ou depreciação de seu referencial.
Além da diversificação que os BDRs trazem para o portfólio dos investidores, os grandes diferenciais desse produto são a redução da burocracia de investir no exterior e a possibilidade de acessar outros mercados com conta nacional e sem tirar o capital investido do Brasil.
Quais são os tipos de BDRs?
Antes de investir, é importante conhecer as duas modalidades de Brazilian Depositary Receipts disponíveis no mercado:
BDRs patrocinados
São emitidos por empresas estrangeiras que desejam ampliar sua presença no Brasil. Para isso, a companhia contrata uma instituição depositária responsável pela emissão dos certificados, garantindo maior proximidade com os investidores locais.
BDR não patrocinados
Representam a maioria dos ativos listados na B3. Nessa modalidade, não há envolvimento direto da empresa emissora. Todo o processo, desde a compra das ações no exterior até a emissão dos recibos, é conduzido pela instituição depositária de forma independente.
Quais são os níveis de BDRs?
Além da diferença de patrocínio, os Brazilian Depositary Receipts também são classificados por níveis, que indicam regras e exigências regulatórias.
Nível 1
Inclui BDRs patrocinados e não patrocinados. Esse nível é menos burocrático, não exige registro na Comissão de Valores Mobiliários (CVM) e permite negociação apenas no balcão não organizado. Há limitação de até 50 investidores institucionais.
Nível 2 e 3
São exclusivos para BDRs patrocinados. Para serem ofertados, a empresa estrangeira precisa ter registro na CVM, garantindo maior transparência e informações ao investidor. Diferentemente do nível 1, esses BDRs podem ser negociados no pregão da bolsa ou em balcão organizado.
Por exigirem mais governança, seguem normas rígidas da CVM.
A diferença entre os dois níveis está na emissão: o nível 2 é lastreado em ações já emitidas, enquanto o nível 3 pode ser lançado junto ao IPO da empresa.
Como investir em BDRs?
Para aplicar em BDRs, não é necessário abrir conta em corretora estrangeira nem converter moeda. Todo o processo pode ser realizado pela Safra Corretora.
Abra sua conta Safra, converse com seu gerente de investimentos, escolha os ativos mais adequados ao seu perfil e finalize a operação.
BDRs pagam dividendos?
Além da valorização dos papéis no mercado, os BDRs podem gerar ganhos por meio do pagamento de dividendos.
Os dividendos são parcelas do lucro distribuídas pelas empresas aos seus acionistas. No caso dos BDRs, o valor é creditado na conta do investidor em moeda local logo após a distribuição de resultados.
É importante lembrar que, diferentemente das ações de companhias brasileiras, os dividendos de BDRs estão sujeitos à tributação no país de origem da empresa.
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