Top 10 Ações: confira a seleção de ativos para aproveitar a alta da Bolsa em 2026
Carteira de execução automática Top 10 Ações troca JBS e Miltiplan por Aura Minerals e C&A e eleva peso do Bradesco; Banco Safra projeta o Ibovespa a 198 mil pontos no fim de 2026
02/01/2026 Atualizado em 05/01/2026 4 minutos
A Top 10 ações tem execução automática, o que significa que o investidor faz o aporte inicial e os ajustes são feitos mensalmente pelos especialistas da Safra Corretora | Foto: Getty Images
O Banco Safra ajustou a carteira recomendada Top 10 Ações para janeiro para o investidor que deseja aproveitar a alta do Ibovespa em 2026. O banco inicia o ano com otimismo em relação à Bolsa de Valores brasileira e projeta o Ibovespa em 198 mil pontos no fim de 2026 (o índice inicia o ano em 161 mil pontos).
A estimativa do Safra para o Ibovespa considera o início do ciclo de cortes na taxa de juros no Brasil, impulsionado pela atividade econômica moderada, somado a um cenário externo mais estável, que também deve permitir a continuidade da redução de juros pelo Federal Reserve (FED).
Foram excluídas da carteira recomendada as ações da JBS e da Multiplan. Também foram feitos ajustes pontuais de pesos nos demais papéis.
Os especialistas do Safra destacam que tanto a JBS quanto a Multiplan continuam atrativas. Porém avaliam que existem menos catalisadores positivos no curto prazo para o frigorífico JBS, e buscam reduzir a correlação da carteira com a curva de juros, explicando assim a saída da ação da gestora de shoppings Multiplan.
Em susbstituição, a Aura Minerals (AURA33) entrou na carteira por ser considerada uma alocação de elevada qualidade operacional e com elevado desconto em relação aos pares internacionais.
Também foi incluída a ação da C&A (CEAB3), com um viés de recuperação, após movimento de queda que os especialistas consideram exagerado. Do lado micro, a empresa apresenta eficiência maior que as pares, mas continua com desconto de valuation, segundo o Safra.
O banco reduziu marginalmente a alocação em Vale (VALE3) e Telefônica Brasil (VIVT3), a primeira visando diminuir exposição após performance da ação mais forte que a commodity e a segunda após performance superior à do setor no período.
O Safra deu mais espaço para um aumento marginal em Bradesco (BBDC4), pois acredita que a empresa continuará no processo de melhora de resultados e os dividendos devem permanecer robustos.
A Top 10 ações tem execução automática, o que significa que o investidor faz o aporte inicial e os ajustes são feitos mensalmente pelos especialistas da Safra Corretora.
Vantagens de investir na Carteira Top 10 Ações
A Carteira oferece:
- Comodidade: execução automática de especialistas
- Segurança: a experiência e credibilidade da Safra Corretora
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- Transparência: acompanhe os relatórios da Carteira Safra Top 10

Composição da Carteira Safra Top 10 Ações
Aura Minerals (AURA33) – Mineração & Siderurgia
Gostamos da tese por se beneficiar dos elevados preços do ouro e por negociar com grande desconto frente às pares internacionais, com múltiplo P/NAV de 0,7x contra mais de 1x para as pares. A geração de caixa e crescimento do EBITDA em 18% e 50% respectivamente dão suporte à tese, enquanto a questão da liquidez vem paulatinamente melhorando após a listagem na Nasdaq.
C&A (CEAB3) – Varejo
A companhia está bem-posicionada após ter realizado diversas melhorias na operação, trazendo um nível de assertividade de coleções e eficiência logística igual ou até acima do de seus pares. Porém, a companhia ainda apresenta uma grande oportunidade de crescimento por abertura de lojas. Além disso, no atual nível desconto vs. os pares (7,3x P/E 2026 vs. 8,7x para os players de vestuário), a companhia tem um grande potencial de valorização em um cenário de rerating em um ambiente de crescimento acelerado.
Direcional (DIRR3) – Construtoras
Vemos Direcional se beneficiando do forte dinamismo do segmento de baixa renda à medida que a empresa continua a escalar sua operação com forte execução acelerando os lançamentos. Adicionalmente, a nosso ver, a performance recente da ação não condiz com o resultado que gerou no ano e com o crescimento do lucro que vemos para os próximos anos.
Vale (VALE3) – Mineração & Siderurgia
Estamos reduzindo a exposição de Vale em nossa carteira. Além de proporcionar indexação do portfólio, vemos um cenário mais positivo para a produção e custos da empresa, juntamente com um preço de minério de ferro se sustentando acima de USD100/t. Acreditamos que a abordagem mais amigável aos acionistas em relação a dividendos ou recompra de ações deverá suportar o preço da ação.
Petrobras (PETR4) – Óleo & Gás
A empresa também proporciona indexação do portfólio ao índice, além disso, acreditamos que os resultados continuarão robustos no curto e médio prazo e a empresa
manterá uma boa capacidade de distribuição de dividendos. Adicionalmente, PETR oferece um valuation atrativo, vemos suas ações negociando com desconto em relação a suas pares internacionais e à sua média histórica.
Bradesco (BBDC4) – Serviços Financeiros
Estamos aumentando o peso do Bradesco na carteira Top 10. Acreditamos que o banco deverá continuar com a melhora de rentabilidade, principal indutor dos resultados da ação nos últimos tempos, o que, adicionado ao desconto de P/L 2026e de 17% em relação aos grandes bancos privados nacionais, mas com dividendos similares, nos deixa confortáveis com a alocação.
Itaúsa (ITSA4) – Serviços Financeiros
Estamos mantendo a exposição à Itaúsa em nossa carteira. Gostamos de ITSA por ela refletir o bom momento de resultados do Itaú e por seus múltiplos de negociação ainda estarem abaixo da média histórica. Vemos Itaú como o nome de maior qualidade dentro do setor bancário, por conta de sua maior resiliência em meio a ciclos monetários mais apertados, além de sua capacidade de inovar e aumentar a rentabilidade, tendo mostrado um melhor controle dos indicadores de qualidade de crédito frente a seus pares.
Tefônica Brasil (VIVT3) – Telecomunicação
Estamos reduzindo Telefônica Brasil em nossa carteira Top 10. Acreditamos que a empresa possui maior capacidade de cross-sell dada a capilaridade maior de outros produtos além da telefonia móvel. Em termos relativos a ação performou melhor que o restante do setor, o que nos deixa confortáveis em reduzir a exposição para manter o equilíbrio na carteira.
Copel (CPLE3) – Utilidades Básicas
Estamos mantendo Copel em nossa carteira recomendada. Continuamos enxergando boas perspectivas para o pagamento de dividendos. A recente migração para o Novo Mercado deve impulsionar a liquidez das ações, enquanto o desinvestimento de ativos não estratégicos se apresenta como outro fator positivo para a companhia.
Energisa (ENGI11) – Utilidades Básicas
Estamos mantendo Energisa à Top 10. Acreditamos que a empresa é uma melhor opção para a nova metodologia de custos operacionais do regulador, o que acreditamos ser um catalizador para o segmento. Ademais a empresa é eficiente quanto a controle de custos e negocia a uma TIR real de 11%a.a., prêmio de
3,75p.p. em relação ao título público de referência.
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