Tesouro Direto bate recorde e atrai R$ 8,25 bilhões em fevereiro
Com a Selic em 14,75% ao ano, vendas a pessoas físicas alcançam o maior volume da história para meses de fevereiro
24/03/2026 < 1 minutos
Investidores concentraram aportes em títulos atrelados à Selic e em papéis com vencimentos mais curtos | Getty Images
As vendas do Tesouro Direto a pessoas físicas somaram R$ 8,25 bilhões em fevereiro, no maior volume já registrado para o mês desde a criação do programa, em 2002, informou o Tesouro Nacional nesta terça-feira (24).
O resultado representa alta de 43,2% em relação a fevereiro de 2025, quando o volume foi de R$ 5,76 bilhões. Na comparação com janeiro, porém, houve queda de 31,4%, após o recorde histórico registrado no início do ano.
Os títulos atrelados à Selic lideraram a procura e responderam por 49% das vendas. Os papéis corrigidos pelo IPCA ficaram com 29,8%, enquanto os prefixados representaram 13%.
O movimento ocorre em um ambiente de juros elevados. Com a Selic em 14,75% ao ano, os títulos pós-fixados seguem entre os mais atrativos para o investidor pessoa física.
Cresce o estoque de investimentos em Tesouro Direto
O estoque do Tesouro Direto chegou a R$ 226,93 bilhões no fim de fevereiro, alta de 3,03% ante janeiro e de 38,36% em 12 meses. No mês, as vendas superaram os resgates em R$ 4,65 bilhões.
O número de investidores cadastrados subiu para 34,8 milhões, com entrada de 222,2 mil novos participantes em fevereiro. Já a base de investidores ativos alcançou 3,46 milhões.
As operações de até R$ 5 mil responderam por 75,3% das vendas, o que reforça o perfil de varejo do programa. Papéis com prazo de até cinco anos concentraram 52,6% das aplicações. (Com informações da Agência Brasil)
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