O que é e como investir no Tesouro Direto
Considerada segura, modalidade é favorecida em cenário de juro alto e pode ser uma porta de entrada para os investimentos
27/11/2025 3 minutos
Investimento no Tesouro Direto está entre os mais seguros, uma vez que o governo é quem assume o compromisso com o investidor | Foto: Getty Images
Modalidade acessível dentro da renda fixa, o Tesouro Direto pode ser uma porta de entrada para as aplicações financeiras. Este produto está entre os mais seguros do mercado, uma vez que o governo brasileiro é quem assume o compromisso com o investidor.
Lançado em 2002, o Tesouro Direto é um Programa do Tesouro Nacional desenvolvido em parceria com a B3 para disponibilizar investimentos em títulos públicos federais para todos os brasileiros, de forma acessível, democrática, segura e rentável.
Navegue pelo menu abaixo para saber mais sobre o Tesouro Direto:
- O que é
- Como funciona
- Rentabilidade
- Quais são os títulos
- Como escolher o título
- Taxas e custos
- Imposto de Renda
O que é Tesouro Direto?
O Tesouro Direto permite que pessoas físicas invistam em títulos públicos. Um dos objetivos desta modalidade é ser um investimento acessível para a população.
Por isso, há opção para começar a investir nesta categoria de aplicações financeiras com apenas R$ 30.
Diariamente, o Tesouro Nacional recompra títulos públicos para garantir liquidez para quem investe na modalidade. Nesse caso, o valor pode ser diferente do estipulado, já que a compra é feita a preços de mercado.
Como funciona o Tesouro Direto?
Toda vez que o investidor compra um título do Tesouro Direto, na prática ele está emprestando recursos ao governo federal.
Os recursos captados são usados no desenvolvimento de projetos públicos como infraestrutura, educação e saúde.
Uma vez efetuada a aplicação financeira em um título, o investidor se torna credor do governo, que se compromete a pagar o valor investidor mais uma remuneração.
Como é um título de renda fixa, antes de aplicar a pessoa sabe qual será a data de devolução do valor e o cálculo de sua rentabilidade.
Rentabilidade do Tesouro Direto
As taxas de rentabilidade dos títulos de Tesouro Direto podem ser prefixadas, pós-fixadas e mistas.
No primeiro caso, o investidor sabe o valor nominal exato que receberá no vencimento do título, sendo necessário posteriormente calcular apenas a inflação para saber o retorno real.
Já os títulos pós-fixados estão diretamente ligada a dois indexadores. O primeiro é a taxa básica de juros, a Selic, que é definida pelo Banco Central do Brasil.
O segundo é o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), indicador oficial da inflação no País e que é medido mensalmente pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, o IBGE.
No caso da taxa mista, o valor que será pago acompanha uma taxa previamente definida mais o IPCA.
Um ponto importante é que se o investidor pedir o resgate da aplicação financeira antes da data de vencimento – o que é permitido – a rentabilidade pode mudar, a depender das condições de mercado.
Em setembro de 2021, a B3 autorizou a liquidação dos resgates de títulos do Tesouro Direto no mesmo dia (D+0), desde que o pedido seja feito até as 13 horas.
Quais são os títulos de Tesouro Direito?
Conheça os principais tipos de títulos do Tesouro Direto:
- Tesouro Prefixado (LTN): a taxa deste título é prefixada, com pagamento na data de vencimento;
- Tesouro Prefixado com Juros Semestrais (NTN-F): também tem taxa prefixada, mas a cada seis meses o investidor recebe pagamento de juros;
- Tesouro Selic (LFT): título indexado à taxa Selic, com pagamento feito somente no vencimento;
- Tesouro IPCA+ (NTN-B Principal): a taxa deste título é mista, com parte dela prefixada e outra parte é indexada ao IPCA. O pagamento é feito no vencimento;
- Tesouro IPCA+ com juros semestrais (NTN-B): a taxa também é mista, mas são feitos pagamentos semestrais aos investidores.
Como escolher um título?
Assim como em todos os investimentos, a pessoa deve ter os objetivos bem definidos antes de aplicar nos títulos do Tesouro Direto.
Se a ideia for compor uma reserva de emergência, é recomendado que se invista no Tesouro Selic, que oferece mais estabilidade em relação ao retorno caso se antecipe o resgate.
Por outro lado, se a visão do investidor estiver no longo prazo, o título mais indicado é o IPCA+, que repõe a inflação no período do investimento.
Por fim, o título prefixado pode trazer retornos maiores que o indexado à Selic, a depender do mercado. É recomendado para quem tem um valor nominal definido como objetivo.
Taxas e custos do Tesouro Direto
Para investir no Tesouro Direto, é necessário abrir uma conta em uma corretora de valores.
Nesse sentido, as taxas que podem vir a ser cobradas pelas instituições financeiras são referentes à corretagem.
Não há outras cobranças sobre os títulos, como performance, por exemplo.
Porém, o investimento em títulos do Tesouro Nacional é sujeito à tributação pelo Imposto de Renda (IR).
Imposto de Renda
O Imposto de Renda de aplicações financeiras em renda fixa, como o Tesouro Direto, é cobrado de acordo com a tabela regressiva.
Portanto, quanto maior o tempo investido, menor é o imposto cobrado. Confira a relação entre o tempo e os percentuais:
| Prazo | IR (%) |
| De 0 até 180 dias | 22,5% |
| De 181 até 360 dias | 20% |
| De 361 até 720 dias | 17,5% |
| Acima de 721 dias | 15% |
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