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O que é e como investir no Tesouro Direto

Considerada segura, modalidade é favorecida em cenário de juro alto e pode ser uma porta de entrada para os investimentos

3 minutos
Close de nota de 100 reais em azul com moedas de 1 real do lado esquerdo, alusivo ao investimentos nos títulos do Tesouro Direto

Investimento no Tesouro Direto está entre os mais seguros, uma vez que o governo é quem assume o compromisso com o investidor | Foto: Getty Images

Modalidade acessível dentro da renda fixa, o Tesouro Direto pode ser uma porta de entrada para as aplicações financeiras. Este produto está entre os mais seguros do mercado, uma vez que o governo brasileiro é quem assume o compromisso com o investidor.

Lançado em 2002, o Tesouro Direto é um Programa do Tesouro Nacional desenvolvido em parceria com a B3 para disponibilizar investimentos em títulos públicos federais para todos os brasileiros, de forma acessível, democrática, segura e rentável.

Navegue pelo menu abaixo para saber mais sobre o Tesouro Direto:

O que é Tesouro Direto?

O Tesouro Direto permite que pessoas físicas invistam em títulos públicos. Um dos objetivos desta modalidade é ser um investimento acessível para a população.

Por isso, há opção para começar a investir nesta categoria de aplicações financeiras com apenas R$ 30.

Diariamente, o Tesouro Nacional recompra títulos públicos para garantir liquidez para quem investe na modalidade. Nesse caso, o valor pode ser diferente do estipulado, já que a compra é feita a preços de mercado.

Como funciona o Tesouro Direto?

Toda vez que o investidor compra um título do Tesouro Direto, na prática ele está emprestando recursos ao governo federal.

Os recursos captados são usados no desenvolvimento de projetos públicos como infraestrutura, educação e saúde.

Uma vez efetuada a aplicação financeira em um título, o investidor se torna credor do governo, que se compromete a pagar o valor investidor mais uma remuneração.

Como é um título de renda fixa, antes de aplicar a pessoa sabe qual será a data de devolução do valor e o cálculo de sua rentabilidade.

Rentabilidade do Tesouro Direto

As taxas de rentabilidade dos títulos de Tesouro Direto podem ser prefixadas, pós-fixadas e mistas.

No primeiro caso, o investidor sabe o valor nominal exato que receberá no vencimento do título, sendo necessário posteriormente calcular apenas a inflação para saber o retorno real.

Já os títulos pós-fixados estão diretamente ligada a dois indexadores. O primeiro é a taxa básica de juros, a Selic, que é definida pelo Banco Central do Brasil.

O segundo é o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), indicador oficial da inflação no País e que é medido mensalmente pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, o IBGE.

No caso da taxa mista, o valor que será pago acompanha uma taxa previamente definida mais o IPCA.

Um ponto importante é que se o investidor pedir o resgate da aplicação financeira antes da data de vencimento – o que é permitido – a rentabilidade pode mudar, a depender das condições de mercado.

Em setembro de 2021, a B3 autorizou a liquidação dos resgates de títulos do Tesouro Direto no mesmo dia (D+0), desde que o pedido seja feito até as 13 horas.

Quais são os títulos de Tesouro Direito?

Conheça os principais tipos de títulos do Tesouro Direto:

  • Tesouro Prefixado (LTN): a taxa deste título é prefixada, com pagamento na data de vencimento;
  • Tesouro Prefixado com Juros Semestrais (NTN-F): também tem taxa prefixada, mas a cada seis meses o investidor recebe pagamento de juros;
  • Tesouro Selic (LFT): título indexado à taxa Selic, com pagamento feito somente no vencimento;
  • Tesouro IPCA+ (NTN-B Principal): a taxa deste título é mista, com parte dela prefixada e outra parte é indexada ao IPCA. O pagamento é feito no vencimento;
  • Tesouro IPCA+ com juros semestrais (NTN-B): a taxa também é mista, mas são feitos pagamentos semestrais aos investidores.

Como escolher um título?

Assim como em todos os investimentos, a pessoa deve ter os objetivos bem definidos antes de aplicar nos títulos do Tesouro Direto.

Se a ideia for compor uma reserva de emergência, é recomendado que se invista no Tesouro Selic, que oferece mais estabilidade em relação ao retorno caso se antecipe o resgate.

Por outro lado, se a visão do investidor estiver no longo prazo, o título mais indicado é o IPCA+, que repõe a inflação no período do investimento.

Por fim, o título prefixado pode trazer retornos maiores que o indexado à Selic, a depender do mercado. É recomendado para quem tem um valor nominal definido como objetivo.

Taxas e custos do Tesouro Direto

Para investir no Tesouro Direto, é necessário abrir uma conta em uma corretora de valores.

Nesse sentido, as taxas que podem vir a ser cobradas pelas instituições financeiras são referentes à corretagem.

Não há outras cobranças sobre os títulos, como performance, por exemplo.

Porém, o investimento em títulos do Tesouro Nacional é sujeito à tributação pelo Imposto de Renda (IR).

O Tesouro Direto é um programa do Tesouro Nacional desenvolvido em parceria com a B3 que permite que pessoas físicas invistam em títulos públicos federais. Lançado em 2002, é uma modalidade acessível de renda fixa que oferece segurança, pois o governo brasileiro assume o compromisso com o investidor. É possível começar a investir com apenas R$ 30, tornando-o uma porta de entrada democrática para aplicações financeiras.

Quando você compra um título do Tesouro Direto, está emprestando recursos ao governo federal, que utiliza esses recursos em projetos públicos como infraestrutura, educação e saúde. Você se torna credor do governo, que se compromete a devolver o valor investido acrescido de uma remuneração. Como é um investimento de renda fixa, você conhece antecipadamente a data de vencimento e pode calcular a rentabilidade esperada.

Os principais títulos são: Tesouro Prefixado (LTN), com taxa prefixada e pagamento no vencimento; Tesouro Prefixado com Juros Semestrais (NTN-F), com pagamento de juros a cada seis meses; Tesouro Selic (LFT), indexado à taxa Selic; Tesouro IPCA+ (NTN-B Principal), com taxa mista prefixada mais IPCA; e Tesouro IPCA+ com Juros Semestrais (NTN-B), também com taxa mista e pagamentos semestrais.

A escolha depende de seus objetivos financeiros. Para uma reserva de emergência, o Tesouro Selic é recomendado por oferecer mais estabilidade. Para investimentos de longo prazo, o IPCA+ é mais indicado pois repõe a inflação no período. O título prefixado pode trazer retornos maiores, sendo recomendado para quem tem um valor nominal definido como objetivo.

O Imposto de Renda segue uma tabela regressiva: de 0 a 180 dias (22,5%), de 181 a 360 dias (20%), de 361 a 720 dias (17,5%), e acima de 721 dias (15%). Quanto maior o tempo investido, menor é o percentual de imposto cobrado, incentivando investimentos de longo prazo.

Para investir, é necessário abrir uma conta em uma corretora de valores. As únicas taxas que podem ser cobradas são referentes à corretagem pela instituição financeira. Não há cobranças de performance ou outras taxas sobre os títulos. O investimento é sujeito apenas à tributação pelo Imposto de Renda conforme a tabela regressiva.

Sim, é permitido resgatar a aplicação antes da data de vencimento. O Tesouro Nacional recompra títulos diariamente para garantir liquidez aos investidores. Desde setembro de 2021, a B3 autoriza a liquidação dos resgates no mesmo dia (D+0), desde que o pedido seja feito até as 13 horas. Porém, a rentabilidade pode mudar dependendo das condições de mercado no momento do resgate.

A rentabilidade do Tesouro Direto varia conforme o tipo de título escolhido. Os títulos podem ser prefixados (com taxa fixa conhecida), pós-fixados (ligados à Selic ou IPCA) ou mistos (taxa prefixada mais IPCA). O retorno real depende também do tempo de investimento, das condições de mercado e do imposto de renda cobrado, que é menor para investimentos de longo prazo.

Este material foi preparado e distribuído pelo Banco Safra S.A. O conteúdo disponibilizado em O Especialista possui caráter meramente informativo e educacional, não constituindo oferta, solicitação, recomendação ou aconselhamento de investimento. Antes de investir, verifique seu perfil de investidor, os riscos envolvidos e consulte os documentos dos produtos.

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