Telecom e tecnologia de IA pautam a J. Safra Conference 2026
Encontro do Banco Safra, nos dias 22 e 23 de setembro, deve discutir preços, inteligência artificial, reforma tributária, investimentos e margens em empresas dos setores de telecomunicações e tecnologia
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A J. Safra Investment Conference 2026 reunirá investidores, empresários, executivos e especialistas para debater mudanças estruturais na economia, nos negócios e no ambiente de investimentos | Foto: Getty Images
A J. Safra Investment Conference 2026, principal encontro anual do Banco Safra voltado a clientes e investidores, dará destaque a temas relacionados ao futuro das telecomunicações e da tecnologia de inteligência artificial.
A pauta dos debates converge para a capacidade de preservar crescimento, rentabilidade e geração de caixa das empresas em meio a mudanças regulatórias, novos modelos de consumo e avanço da inteligência artificial.
Os especialistas também devem abordar precificação, reforma tributária, competição, infraestrutura digital e novos serviços financeiros.
O evento anual do Banco Safra reúne empresários, executivos, gestores e especialistas para discutir transformações na economia, nos negócios e no cenário de investimentos no Brasil e no mundo.
J. Safra Investment Conference 2026
O J. Safra Investment Conference reúne as discussões que movem o mercado. Inscreva-se e acompanhe a cobertura completa ao vivo durante todo o evento.
Telecom busca espaço para reajustes
Para Telefônica Brasil (VIVT3) e TIM Brasil (TIMS3), o debate deve se concentrar na evolução das receitas de serviços e no espaço para novos reajustes de preços, sobretudo nos planos Controle e pré-pagos.
A Telefônica Brasil (VIVT3) chega ao encontro com questões relacionadas ao comportamento de cancelamentos após ajustes de preços, à estratégia comercial da Vivo Lite e à concorrência de provedores regionais. Também devem entrar na agenda os efeitos da consolidação da FiBrasil sobre investimentos em fibra óptica e as alternativas para monetizar essa infraestrutura.
Na TIM Brasil (TIMS3), os investidores devem buscar maior visibilidade sobre a trajetória da receita de serviços no segundo semestre, a qualidade das novas safras de clientes e o potencial de avanço em preços. A evolução da parceria com o PicPay também tende a ganhar atenção, especialmente pela possibilidade de ampliar receitas por meio de produtos financeiros e comissões de distribuição.
Reforma tributária testa modelos de negócio
A transição para o novo sistema tributário surge como tema transversal para empresas de telecomunicações e tecnologia. O ponto central será entender como cada companhia pretende adaptar sistemas, repassar custos, capturar créditos tributários e preservar a competitividade.
Para a Telefônica Brasil (VIVT3), a discussão envolve o impacto da Contribuição sobre Bens e Serviços, a CBS, sobre tarifas e investimentos. Já para a TOTVS (TOTS3), a reforma cria uma oportunidade operacional: empresas clientes precisarão atualizar sistemas de gestão e adequar processos fiscais à nova legislação.
A LWSA (LWSA3) também acompanha os efeitos da mudança, com atenção à demanda por soluções de conformidade tributária e aos impactos do split payment sobre serviços financeiros, especialmente na antecipação de recebíveis.
TOTVS mira nuvem e inteligência artificial
A TOTVS (TOTS3) deve concentrar a discussão na aceleração da migração de clientes para a nuvem, na monetização de ferramentas de inteligência artificial e na evolução de seu modelo comercial.
A companhia enfrenta o desafio de ampliar a receita por cliente em uma base extensa, enquanto incorpora soluções de automação, análise de dados e agentes de IA ao portfólio. A capacidade de transformar essas ferramentas em receita recorrente, sem pressionar margens, será uma das questões relevantes para investidores.
Outro ponto é a adaptação da rede de franquias. Com projetos de implantação mais curtos e soluções mais padronizadas, o mercado deve acompanhar como a TOTVS (TOTS3) pretende ajustar a remuneração e o papel dos parceiros na expansão comercial e no suporte aos clientes.
LWSA acompanha nova dinâmica do comércio digital
A LWSA (LWSA3) deve debater os efeitos da inteligência artificial sobre a jornada de compra e o futuro das plataformas de comércio eletrônico. A empresa reúne soluções de lojas virtuais, pagamentos, logística, cloud e gestão para pequenos e médios empreendedores.
A agenda inclui a capacidade de medir o tráfego originado por assistentes de IA, a conversão dessas visitas em vendas e o risco de que agentes digitais reduzam a relevância das lojas próprias.
Nesse cenário, a companhia busca preservar sua posição na infraestrutura de catálogo, pagamentos e checkout dos comerciantes.
Além disso, investidores devem acompanhar a recuperação do portfólio BeOnline, a expansão logística e o peso dos investimentos em nuvem, crédito e inteligência artificial sobre as margens consolidadas.
Bemobi avalia escala no Pix Automático
A Bemobi (BMOB3) deve discutir a expansão de sua plataforma de pagamentos recorrentes em setores como saúde, energia, saneamento, educação e condomínios. A companhia acompanha a maturação de novos contratos e a evolução do volume total processado, o TPV.
O avanço do Pix Automático abre espaço para ampliar o uso de pagamentos digitais recorrentes, mas também aumenta a atenção sobre concorrência e desintermediação. Bancos e adquirentes podem buscar uma participação maior nas camadas de conciliação, cobrança e recuperação de crédito.
Para a Bemobi (BMOB3), o desafio será sustentar a rentabilidade à medida que cresce em segmentos com diferentes taxas de monetização. A evolução da inadimplência dos clientes atendidos e a capacidade de preservar diferenciais tecnológicos também devem orientar as conversas.
Intelbras enfrenta custos e transição tecnológica
A Intelbras (INTB3) deve abordar o impacto da alta dos custos de memória sobre margens, preços e demanda. A empresa se beneficiou, no primeiro semestre, da defasagem entre o aumento dos preços de venda e o custo dos estoques. O mercado agora deve buscar sinais sobre a continuidade desse efeito.
A discussão também envolve a migração de soluções locais para a nuvem, a saída gradual do segmento GPON e os impactos da reforma tributária sobre a produção industrial. A expansão da fábrica em Manaus ganha relevância diante da possível redução de incentivos fiscais em outras regiões.
Além disso, a Intelbras (INTB3) deve detalhar como pretende incorporar inteligência artificial aos produtos. A questão central é se a tecnologia pode criar novas fontes de receita ou se passará a representar apenas um requisito competitivo para preservar preços e participação de mercado.
Este material foi preparado e distribuído pelo Banco Safra S.A. O conteúdo disponibilizado em O Especialista possui caráter meramente informativo e educacional, não constituindo oferta, solicitação, recomendação ou aconselhamento de investimento. Antes de investir, verifique seu perfil de investidor, os riscos envolvidos e consulte os documentos dos produtos.
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