CDI: como a taxa funciona e influencia os investimentos em renda fixa
Entenda por que a taxa CDI é a principal referência da renda fixa no Brasil, como ela se relaciona com a Selic e de que forma impacta diretamente os investimentos
4 minutos Publicado em Atualizado em
A taxa CDI serve como base para a remuneração da maior parte dos investimentos de renda fixa no Brasil e acompanha de perto os movimentos da taxa Selic | Foto: Getty Images
A taxa CDI é um dos indicadores mais importantes do mercado financeiro brasileiro e influencia diretamente o rendimento de milhões de investidores. Presente no dia a dia de quem aplica em renda fixa, ela funciona como referência para produtos como CDBs, LCIs, LCAs e fundos DI, além de refletir as condições de liquidez e juros da economia.
Compreender o que é, como ele é calculado e por que ele acompanha a taxa Selic ajuda o investidor a tomar decisões mais informadas e a comparar corretamente as alternativas disponíveis no mercado.
O que é o CDI?
CDI é a sigla para Certificado de Depósito Interbancário. Trata-se de um título utilizado em empréstimos de curtíssimo prazo entre bancos, geralmente com vencimento de um dia útil. Essas operações permitem que as instituições financeiras ajustem seus caixas diariamente, cumprindo exigências regulatórias e mantendo o equilíbrio do sistema financeiro.
A taxa CDI corresponde à média ponderada das taxas praticadas nesses empréstimos interbancários.
O cálculo é realizado pela B3, a bolsa brasileira, com base nas operações efetivamente registradas no mercado. Por refletir o custo do dinheiro entre os bancos, o CDI se tornou o principal benchmark da renda fixa no Brasil, sendo referência para cerca de 70% dos investimentos dessa categoria.
Invista no CDB Safra 110% do CDI
Aplique R$ 300 mil no Safra, aproveite a condição especial e invista com a rentabilidade e a segurança do Banco Safra. Uma oferta exclusiva para novos clientes.
Como o CDI é calculado?
O cálculo da taxa CDI ocorre a partir das operações interbancárias realizadas diariamente. Bancos que encerram o dia com falta de recursos tomam dinheiro emprestado de instituições com excesso de caixa, pagando uma taxa de juros por esse empréstimo de um dia.
A B3 coleta todas essas operações e calcula uma média ponderada, considerando volume e taxa de cada transação. O resultado é a taxa CDI diária. A partir dela, o mercado obtém o CDI mensal e o CDI anual, por meio do acúmulo das taxas diárias ao longo do período.
Relação entre CDI e Selic
A taxa CDI mantém uma relação muito próxima com a taxa Selic, que é o principal instrumento de política monetária do Banco Central do Brasil. A Selic define o custo básico do dinheiro na economia e serve como referência para todas as demais taxas de juros.
Historicamente, o CDI fica ligeiramente abaixo da Selic, com uma diferença que costuma variar entre 0,10 e 0,15 ponto percentual ao ano. Essa diferença ocorre porque o CDI reflete operações reais de mercado entre bancos, enquanto a Selic é uma taxa definida pelo Comitê de Política Monetária (Copom).
Essa relação explica por que mudanças na Selic impactam rapidamente os investimentos atrelados ao CDI. Quando o Banco Central eleva os juros, o CDI sobe quase na mesma proporção. Quando há cortes, o movimento também se reflete nos rendimentos da renda fixa.
Por que o CDB rende um percentual do CDI?
Os CDBs, ou Certificados de Depósito Bancário, representam empréstimos feitos pelo investidor ao banco. Ao aplicar em um CDB, o investidor está financiando a instituição financeira, que utiliza esses recursos para suas operações de crédito e tesouraria.
No mercado interbancário, os bancos emprestam dinheiro entre si e recebem a taxa CDI. Já no CDB, o banco toma dinheiro do investidor e paga um percentual do CDI como remuneração. A diferença entre o que o banco recebe no mercado interbancário e o que paga ao investidor compõe parte do spread bancário. Quanto maior o percentual do CDI oferecido em um CDB, menor tende a ser a margem de lucro do banco naquela operação.
Investimentos que seguem o CDI
Em junho de 2026, a taxa CDI está em 14,75% ao ano, tendo acumulado 6,45% no ano. Isso significa que um investimento atrelado a 100% do CDI renderia aproximadamente 1,07% ao mês antes do desconto do Imposto de Renda.
Os principais investimentos atrelados ao CDI são:
- CDBs, que representam a forma mais comum de aplicação atrelada ao CDI e estão disponíveis em diferentes prazos e percentuais.
- LCIs e LCAs, que seguem o CDI e contam com isenção de Imposto de Renda para pessoas físicas, desde que respeitado o prazo mínimo.
- Letras de Câmbio, emitidas por financeiras e também indexadas ao CDI.
- Debêntures pós-fixadas, emitidas por empresas, que podem pagar CDI mais um prêmio adicional.
- Fundos DI, que investem majoritariamente em títulos atrelados ao CDI e buscam acompanhar de perto o desempenho do índice.
Como calcular quanto você vai ganhar?
O cálculo do rendimento de um investimento atrelado ao CDI pode ser simplificado a partir de três elementos: valor aplicado, percentual do CDI e prazo.
De forma aproximada, a conta considera o valor investido multiplicado pela taxa CDI do período ajustada pelo percentual do título. Em aplicações tributadas, é necessário descontar o Imposto de Renda, cuja alíquota segue a tabela regressiva, que varia de 22,5% a 15% conforme o prazo.
Invista em CDB no Safra
O Safra oferece CDB com rentabilidade de 110% do CDI, uma opção para quem busca rentabilidade superior à poupança com a segurança da renda fixa.
Com investimento a partir de R$ 300 mil e prazo de 12 meses, o produto é protegido pelo FGC e conta com suporte de assessoria especializada para ajudar você a tomar decisões alinhadas ao seu perfil e objetivos financeiros.
Características do CDB Safra 110% do CDI
- Taxa bruta: 110% do CDI
- Valor de aplicação: R$ 300 mil
- Prazo de vencimento: 12 meses
- Validade da campanha: 09/03 até 29/07/2026
- Validade da campanha: válido para novos clientes que abrirem conta no Safra no período da campanha
Abra sua conta e invista no CDB 110% do Safra.
O CDB 110% do CDI é uma oferta exclusiva para novos clientes, com valor inicial de aplicação de R$ 300 mil.
Abra sua contaDúvidas comuns
-
-
CDI é a sigla para Certificado de Depósito Interbancário, um título utilizado em empréstimos de curtíssimo prazo entre bancos, geralmente com vencimento de um dia útil. A taxa CDI corresponde à média ponderada das taxas praticadas nesses empréstimos interbancários e é calculada pela B3 com base nas operações efetivamente registradas no mercado. Por refletir o custo do dinheiro entre os bancos, o CDI se tornou o principal benchmark da renda fixa no Brasil, sendo referência para cerca de 70% dos investimentos dessa categoria.
-
-
O cálculo da taxa CDI ocorre a partir das operações interbancárias realizadas diariamente. Bancos que encerram o dia com falta de recursos tomam dinheiro emprestado de instituições com excesso de caixa, pagando uma taxa de juros por esse empréstimo de um dia. A B3 coleta todas essas operações e calcula uma média ponderada, considerando volume e taxa de cada transação. A partir da taxa CDI diária, o mercado obtém o CDI mensal e o CDI anual por meio do acúmulo das taxas diárias ao longo do período.
-
-
A taxa CDI mantém uma relação muito próxima com a taxa Selic, que é o principal instrumento de política monetária do Banco Central do Brasil. Historicamente, o CDI fica ligeiramente abaixo da Selic, com uma diferença que costuma variar entre 0,10 e 0,15 ponto percentual ao ano. Essa diferença ocorre porque o CDI reflete operações reais de mercado entre bancos, enquanto a Selic é uma taxa definida pelo Comitê de Política Monetária. Mudanças na Selic impactam rapidamente os investimentos atrelados ao CDI, pois quando o Banco Central eleva ou reduz os juros, o CDI sobe ou cai quase na mesma proporção.
-
-
Os CDBs (Certificados de Depósito Bancário) representam empréstimos feitos pelo investidor ao banco. Ao aplicar em um CDB, o investidor está financiando a instituição financeira, que utiliza esses recursos para suas operações de crédito e tesouraria. No mercado interbancário, os bancos emprestam dinheiro entre si e recebem a taxa CDI. Já no CDB, o banco toma dinheiro do investidor e paga um percentual do CDI como remuneração. A diferença entre o que o banco recebe no mercado interbancário e o que paga ao investidor compõe parte do spread bancário.
-
-
Diversos produtos de renda fixa utilizam o CDI como referência de rentabilidade. Os principais são: CDBs, que representam a forma mais comum de aplicação atrelada ao CDI e estão disponíveis em diferentes prazos e percentuais; LCIs e LCAs, que seguem o CDI e contam com isenção de Imposto de Renda para pessoas físicas; Letras de Câmbio, emitidas por financeiras e também indexadas ao CDI; Debêntures pós-fixadas, emitidas por empresas, que podem pagar CDI mais um prêmio adicional; e Fundos DI, que investem majoritariamente em títulos atrelados ao CDI.
-
-
O cálculo do rendimento de um investimento atrelado ao CDI considera três elementos principais: valor aplicado, percentual do CDI e prazo. De forma aproximada, a conta multiplica o valor investido pela taxa CDI do período ajustada pelo percentual do título. Em aplicações tributadas, é necessário descontar o Imposto de Renda, cuja alíquota segue a tabela regressiva, que varia de 22,5% a 15% conforme o prazo. Quanto maior o prazo da aplicação, menor é a alíquota de imposto incidente sobre o rendimento.
-
-
Quando o Banco Central eleva a taxa Selic, o CDI sobe quase na mesma proporção, o que resulta em maiores rendimentos para investimentos atrelados ao CDI, como CDBs, LCIs e LCAs. Inversamente, quando há cortes na Selic, o CDI também cai, reduzindo os rendimentos desses produtos. Essa relação direta ocorre porque o CDI reflete as condições de liquidez e juros da economia, que são diretamente influenciadas pela política monetária do Banco Central.
Leia também