Como avaliar a taxa de administração da previdência privada
A taxa de administração reduz a rentabilidade do plano de previdência complementar, mas pode ser justificável quando o desempenho e os serviços compensam o custo
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A taxa de administração incide sobre o patrimônio investido e pode afetar de forma significativa o resultado acumulado da previdência privada no longo prazo | Foto: Getty Images
A taxa de administração da previdência privada é um percentual anual cobrado sobre os recursos acumulados no plano. Ela remunera serviços relacionados à administração e à gestão dos investimentos.
O custo é descontado do patrimônio do plano ou incorporado ao valor das cotas do fundo vinculado. Por isso, o investidor não precisa realizar um pagamento separado, mas o efeito da cobrança aparece no resultado da aplicação.
A taxa merece atenção especialmente em planos de longo prazo. Quanto maior o período de investimento, maior pode ser o impacto acumulado de custos recorrentes sobre o patrimônio.
Não existe uma taxa ideal
Não há um percentual único definido como adequado para todos os planos de previdência. A avaliação depende de fatores como a estratégia de investimento, o nível de risco, a composição da carteira e a qualidade da gestão.
Um plano com uma carteira simples pode ter uma estrutura de custos diferente de um fundo com estratégias mais complexas. Por esse motivo, a comparação deve ser feita entre produtos com objetivos e níveis de risco semelhantes.
Também é importante analisar o desempenho líquido, já descontadas as taxas. A menor cobrança não garante, isoladamente, a melhor alternativa. Da mesma forma, uma taxa mais alta exige uma justificativa clara na estratégia e nos serviços oferecidos.
Quais custos devem ser analisados
A taxa de administração não é o único custo que pode estar presente em uma previdência privada. Dependendo do plano, também podem ser cobradas taxas de carregamento e de performance.
A taxa de carregamento pode incidir sobre os aportes ou os resgates, conforme as regras do contrato. Já a taxa de performance está relacionada ao desempenho do fundo e pode ser cobrada quando o resultado supera determinado parâmetro, desde que essa previsão esteja no regulamento.
A Superintendência de Seguros Privados, Susep, orienta que o investidor observe informações como carregamento, taxa de administração, taxa de performance, política de investimentos, rentabilidade, prazos de carência e regras de portabilidade.
Como comparar os planos
Antes de contratar uma previdência ou transferir os recursos para outro plano, o investidor deve verificar alguns pontos.
- Qual é a taxa de administração anual
- Existe cobrança de taxa de carregamento
- Há taxa de performance e quais são os critérios para sua cobrança
- Qual é a política de investimento do fundo
- Como o fundo se comportou em diferentes períodos
- Qual é o nível de risco da carteira
- Quais são as regras para resgate e portabilidade
- Qual é o prazo de carência
A comparação deve considerar o custo total do produto. Um plano com taxa de administração mais baixa pode ter outras cobranças que aumentam a despesa final.
PGBL e VGBL têm a mesma cobrança
A taxa de administração não é determinada apenas pela modalidade do plano. Tanto o PGBL, quanto o VGBL, podem apresentar diferentes estruturas de custos.
A principal diferença entre os produtos está no tratamento tributário. No PGBL, as contribuições podem ser deduzidas da base de cálculo do Imposto de Renda, dentro das regras aplicáveis. No VGBL, essa dedução não ocorre, e a tributação no resgate incide sobre os rendimentos.
A escolha entre PGBL e VGBL deve considerar a situação fiscal, o modelo de declaração do Imposto de Renda e os objetivos do investidor. A modalidade do plano, entretanto, não elimina a necessidade de avaliar as taxas e as condições do contrato.
O que é uma taxa de administração aceitável
Uma taxa de administração aceitável é aquela que está de acordo com a estratégia do plano e com os serviços oferecidos. Não existe uma resposta válida para todos os investidores.
Para tomar uma decisão, é recomendável analisar o custo total, a política de investimentos, o risco, o histórico do fundo e as regras de portabilidade. A taxa deve ser observada em conjunto com esses fatores, e não de forma isolada.
A previdência privada é um produto voltado à formação de reserva de longo prazo. Por isso, entender todos os custos antes da contratação ajuda o investidor a comparar as alternativas disponíveis com mais clareza.
Este material foi preparado e distribuído pelo Banco Safra S.A. O conteúdo disponibilizado em O Especialista possui caráter meramente informativo e educacional, não constituindo oferta, solicitação, recomendação ou aconselhamento de investimento. Antes de investir, verifique seu perfil de investidor, os riscos envolvidos e consulte os documentos dos produtos.
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