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Direcional e Cury são hoje o porto seguro no setor de construção

Analista do Banco Safra projeta crescimento das duas construtoras que investem na faixa mais alta do mercado de habitação popular, menos dependente de subsídios

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Luiz Peçanha

As construtoras Direcional e Cury foram destaques nas carteiras do Banco Safra e continuaram crescendo com rentabilidade, afirma Luiz Peçanha | Foto: Reprodução

O setor de construção civil vem enfrentando dificuldades com o aumento das taxas de juros, mas as perspectivas para 2023 são mais animadoras, segundo a análise dos especialistas que participaram do Safra Trends, promovido pelo Banco Safra. Os dois principais destaques entre as empresas do setor com ações na Bolsa estão a Direcional e a Cury.

Luiz Peçanha, analista do Safra, explica que o segmento da construção voltado para de média e alta renda depende mais de juros de mercado e foi mais afetado, perdendo força e velocidade de vendas. Já o segmento de baixa renda, que depende mais de subsídio do governo tanto para financiamento quanto para crédito de produção, trabalha com juros reduzidos e conseguiu sobreviver melhor à situação de aperto monetário que o País enfrenta.

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No atual cenário de incerteza e com taxa de juros se mantendo em um patamar mais alto por mais tempo, o Safra prefere atualmente ficar posicionado no setor de habitação para a baixa renda. Mas, as empresas que trabalham com o nível mais baixo da baixa renda enfrentaram um outro tipo de problema, que é a inflação de custos. “Essas empresas trabalham com margem mais apertada, sem espaço para aumentar preços, e com a inflação esse problema se agravou”, explica Peçanha.

Ele destaca que empresas como a MRV e Tenda sofreram muito, mas o Safra vê perspectiva de melhora daqui para a frente. “Essa situação preocupa, porque as empresas dependem de uma ação do governo para garantir a recomposição das margens”. Segundo ele, se houver repique da inflação, as empresas podem enfrentar dificuldades.

No segmento da faixa três do programa de habitação do governo federal, onde o subsídio é menor, as empresas conseguiram repassar aumentos de custos e sobreviveram com mais facilidade às dificuldades do aperto de juros.

“Essas empresas, como a Direcional e Cury, foram destaques nas carteiras do Banco Safra e continuaram crescendo fortemente com rentabilidade, pois o mercado é muito grande e tem muito espaço ainda para expansão”, comenta Peçanha. “Continuamos apostando nessas duas companhas, que são um porto seguro para quem deseja investir no setor”.

Sobre a Direcional

A Direcional Engenharia está entre as cinco maiores construtoras do Brasil, com foco no desenvolvimento de empreendimentos populares de grande porte e atuação primordial nas regiões norte, centro-oeste e sudeste do Brasil. Durante seus 35 anos de experiência em incorporação e construção de empreendimentos populares, desenvolveu uma estrutura verticalizada e um processo construtivo padronizado industrializado, o que tem viabilizado a construção de empreendimentos em grande porte. Seu processo construtivo permite operar em níveis de eficiência superior à média de seus concorrentes, o que se comprova pela margem líquida e retorno sobre o patrimônio.  A direcional tem suas ações negociadas sob o ticker DIRR3.

Sobre a Cury

A Cury é uma das maiores construtoras de baixa renda do país. Sua principal atividade é o desenvolvimento de empreendimentos residenciais voltados para famílias de baixa e média renda nas regiões metropolitanas de São Paulo e Rio de Janeiro. 

Embora a empresa tenha uma presença tradicional no programa “Casa Verde e Amarela”, a Cury também conta com taxas de juros baixas recorde para acelerar sua expansão para o SBPE, que será sustentada por seu robusto banco de terrenos de R$ 8,8 bilhões em potencial VGV. Listada na B3, a Cury tem suas ações negociadas sob o ticker CURY3. 

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