Carteira Top 10 BDRs tem ajuste tático e foco em diversificação internacional
Carteira automática de BFRs recomendada pelo Safra oferece acesso simplificado ao mercado internacional, com rebalanceamento mensal automático e seleção de ativos globais com potencial de valorização
01/04/2026 5 minutos
Composição da Carteira Top 10 BDRs tem mudanças táticas em meio ao aumento da volatilidade global | Foto: Getty Images
A Safra Corretora divulgou a Carteira Top 10 BDRs para abril de 2026, com ajustes pontuais na alocação e manutenção da estratégia de oferecer ao investidor uma exposição diversificada a ativos internacionais por meio de uma estrutura simplificada de investimento.
A principal proposta do portfólio é combinar acesso ao mercado global, curadoria especializada e gestão recorrente, em uma carteira que passa por atualização mensal realizada pelos especialistas em investimentos do Safra. Na prática, o investidor conta com um portfólio revisado periodicamente, calibrado de acordo com o cenário macroeconômico e com as perspectivas para cada ativo.
Os BDRs (Brazilian Depositary Receipts) são títulos emitidos e negociados no Brasil que representam outro título negociado no exterior. Na prática, permitem investir indiretamente em ativos internacionais de forma descomplicada, sem a necessidade de abrir conta fora do país ou operar diretamente em outra bolsa.

Execução automática e acesso a ativos internacionais
A Safra Corretora enfatiza atributos que ajudam a sustentar o apelo comercial e estratégico da carteira. Entre eles, estão a comodidade da execução automática, o pioneirismo no mercado de BDRs, a expertise em ativos internacionais e a ausência de taxa de performance.
Esse conjunto de características posiciona a Carteira Top 10 BDRs como uma solução voltada ao investidor que busca internacionalização do portfólio com acompanhamento profissional.
Um dos principais diferenciais destacados pela instituição é o fato de que a gestão e o rebalanceamento ficam a cargo dos especialistas, reduzindo o esforço operacional do cliente e permitindo resposta mais ágil às mudanças de mercado.
Além disso, o Safra ressalta que o portfólio oferece exposição a temas que extrapolam a bolsa brasileira, favorecendo a diversificação setorial e geográfica. Entre as vantagens associadas ao investimento internacional, o Safra cita proteção cambial, acesso a novas oportunidades e participação no crescimento global, com redução da concentração no risco doméstico.
Carteira Top 10 BDRs supera o S&P 500 em horizontes mais longos
Os números apresentados pelo Safra mostram que a carteira atravessou um período recente mais desafiador, mas preserva desempenho expressivo no horizonte de longo prazo.
Em fevereiro de 2026, a Carteira Top 10 BDRs recuou 3,10%, ante queda de 4,05% do S&P 500, alta de 1,16% do CDI e baixa de 0,70% do Ibovespa. No acumulado do ano, porém, a carteira mostrava perda de 12,85%, contra recuo de 10,67% do índice americano, alta de 3,36% do CDI e avanço de 16,35% do Ibovespa.
O retrato muda quando a análise se alonga. Em 36 meses, a carteira acumulava 82,85%, acima dos 57,84% do S&P 500 e dos 43,04% do CDI, embora ligeiramente abaixo dos 83,97% do Ibovespa. Em 48 meses, o portfólio avançava 86,25%, superando com folga os 56,61% do S&P 500, os 61,89% do CDI e os 56,25% do Ibovespa.
Desde o início da série, em junho de 2015, o desempenho acumulado era de 647,78%, contra 451,00% do S&P 500, 156,09% do CDI e 266,18% do Ibovespa. O relatório também informa que a carteira teve performance superior ao S&P 500 em 79 de 132 meses, o equivalente a 59,85% das observações.
Comparação sugere proposta de valor centrada em gestão ativa
Os dados reforçam uma leitura importante: a Carteira Top 10 BDRs busca se diferenciar não apenas por oferecer exposição internacional, mas por fazê-lo com gestão ativa e seleção concentrada, em vez de mera replicação passiva de índice.
Ainda que o desempenho recente tenha sido pressionado pela correção dos mercados globais, o histórico mais amplo sugere que a estratégia conseguiu capturar ciclos de valorização relevantes e, em várias janelas, entregar retorno superior ao principal índice acionário dos Estados Unidos.
Para o investidor, isso ajuda a sustentar a proposta de valor da carteira como alternativa entre a alocação puramente indexada e a seleção individual de ativos no exterior.
Ajustes de abril refletem cenário geopolítico e busca por resiliência
Para abril, a Safra promoveu uma redução da exposição à Amazon, citando o maior vínculo da companhia com a economia real e sua maior sensibilidade aos custos de frete, em um contexto de agravamento da crise geopolítica global associada ao conflito no Irã e à alta do petróleo.
Em contrapartida, a instituição informou aumento de posição em Charles Schwab, sob a avaliação de que a empresa tende a se beneficiar de um ambiente de maior volatilidade nos mercados globais.
Também houve elevação da exposição à Visa, apoiada na percepção de maior proteção do negócio em um cenário inflacionário mais estressado. Para acomodar parte das mudanças, a Safra promoveu ainda uma redução marginal no peso do ETF do S&P 500.
Composição da Carteira Top 10 BDRs do Safra em abril

A carteira recomendada para abril reúne empresas de tecnologia, serviços financeiros, consumo, saúde, entretenimento e um ETF atrelado ao mercado americano. A distribuição busca equilibrar crescimento estrutural, resiliência operacional e diversificação temática.
Ativos da carteira e resumo das teses
Amazon (AMZO34) – O Safra reduziu a participação do papel, mas mantém visão positiva para a companhia. A tese está apoiada na expansão de negócios de maior margem, como AWS, publicidade e logística para terceiros, além do ganho de eficiência no e-commerce com automação e inteligência artificial. O projeto Kuiper também aparece como opcionalidade de longo prazo.
Charles Schwab (SCHW34) – A exposição foi ampliada em abril. O Safra avalia que a companhia segue bem posicionada por sua liderança em ativos de clientes, força na custódia para consultores e presença no varejo. A casa também enxerga melhora potencial de margem financeira, redução de pressão sobre captação e benefícios estruturais ligados à transferência de riqueza entre gerações.
Netflix (NFLX34) – O banco manteve a posição no papel. A leitura é de que a empresa continua ampliando sua vantagem competitiva global no streaming, com estrutura mais madura de geração de resultados e menor pressão recente após o abandono da potencial aquisição da Warner.
Goldman Sachs (GSGI34) – A instituição permaneceu na carteira com base na expectativa de continuidade do bom momento do investment banking nos Estados Unidos, combinada ao dinamismo do mercado de capitais e à diversificação crescente para linhas de receita mais recorrentes.
Visa (VISA34) – A Safra elevou a posição no ativo. A tese destaca margens elevadas, forte geração de caixa, escala global e vantagens competitivas derivadas dos efeitos de rede. O avanço em liquidação com stablecoins é tratado como oportunidade estratégica, e não como ameaça ao modelo de negócios.
Microsoft (MSFT34) – A empresa segue entre as principais apostas da carteira. O Safra sustenta visão positiva com base na liderança em inteligência artificial, na integração entre infraestrutura, desenvolvimento e aplicações, e nas múltiplas avenidas de monetização via Azure AI, Copilot, OpenAI e busca.
NVIDIA (NVDC34) – O peso foi mantido. A recomendação reflete a visão construtiva para a companhia diante da expansão do mercado de IA, da força do portfólio de chips, da crescente relevância da camada de software e da elevada visibilidade de demanda para plataformas como Blackwell e Rubin.
Alphabet (GOGL34) – A posição foi mantida na carteira. A tese combina valuation considerado atrativo, geração robusta de caixa e capacidade de capturar valor com inteligência artificial em Search, YouTube e Google Cloud, este último visto como vetor importante de crescimento.
Eli Lilly (LILY34) – A farmacêutica permanece no portfólio ancorada na forte demanda por medicamentos da classe GLP-1, como Mounjaro e Zepbound, além do avanço de novos produtos e do potencial de expansão do mercado com maior acesso a tratamentos contra obesidade.
iShares S&P 500 ETF (IVVB11) – O ETF teve peso reduzido, mas segue como componente relevante da carteira. Seu papel é garantir exposição eficiente ao mercado acionário americano, funcionando como instrumento de indexação e diversificação dentro da estratégia recomendada.
Carteira mira conveniência e exposição global para o investidor local
Em um ambiente de maior incerteza internacional, a Carteira Top 10 BDRs do Safra procura se apresentar como uma alternativa de diversificação internacional com gestão profissional, apoiada em revisão mensal e execução automática.
O histórico de performance de longo prazo e a seleção de empresas líderes em seus segmentos reforçam a narrativa de um produto voltado ao investidor que busca combinar conveniência, acesso global e acompanhamento especializado.
Leia também: