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Nvidia estreia cobertura no Safra com recomendação outperform e preço-alvo de US$ 300

Banco vê a fabricante de chips como uma das principais beneficiárias da expansão da infraestrutura de inteligência artificial, com potencial de valorização de cerca de 40% e mudança estrutural em seu modelo de negócios

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Nvidia divulgacao

A Nvidia é descrita pelo Safra como líder global em computação acelerada, combinando chips, rede e software na base da expansão da infraestrutura de inteligência artificial | Foto: Divulgação

Safra vê Nvidia como líder estrutural da expansão da IA

O Safra iniciou a cobertura da Nvidia, negociada na Nasdaq sob o código NVDA e representada no Brasil pelo BDR NVDC34, com recomendação outperform e preço-alvo de US$ 300 por ação até o fim de 2026, o que implica potencial de valorização de cerca de 40% em relação ao preço de mercado de US$ 213,13 considerado no relatório.

Na avaliação do banco, a Nvidia ocupa uma posição central na atual expansão da inteligência artificial por ser a principal fornecedora da infraestrutura computacional que sustenta esse ciclo.

O Safra define a companhia como líder global em computação acelerada, com atuação em toda a pilha tecnológica que dá suporte ao avanço da IA, incluindo processadores, rede e software.

Para o banco, a relevância da Nvidia decorre do fato de que a inteligência artificial se consolidou como a principal megatendência tecnológica desde a internet, e os chips gráficos da companhia se tornaram a base material sobre a qual esse ecossistema vem sendo construído.

De fabricante de chips a plataforma de infraestrutura

Fundada em 1993 e comandada desde então por Jensen Huang, a Nvidia, segundo o Safra, deixou de ser apenas uma empresa de chips gráficos para se transformar em uma plataforma de infraestrutura para inteligência artificial.

Essa transição, na leitura do banco, é um dos pontos centrais da tese de investimento. O Safra avalia que o modelo de negócios da companhia está migrando de uma dinâmica mais cíclica, típica da indústria de semicondutores, para uma estrutura mais recorrente, apoiada por ciclos constantes de atualização tecnológica e por maior fidelização dos clientes a cada nova geração de arquitetura.

Os quatro pilares da tese do Safra

A recomendação positiva do banco está ancorada em quatro vetores principais:

  • O primeiro é a existência de uma vantagem competitiva de plataforma, sustentada pela combinação entre arquitetura de chips, soluções proprietárias de conectividade, acesso privilegiado à capacidade escassa de manufatura e o ecossistema de software CUDA.
  • O segundo é o que o Safra chama de framework de fábrica de IA, no qual cada nova geração de hardware melhora de forma relevante a economia dos operadores de data centers, elevando a eficiência por unidade de energia e reforçando ciclos recorrentes de atualização.
  • O terceiro vetor é a chamada inflexão da IA agêntica, vista pelo banco como uma nova frente de crescimento. Nessa etapa, a demanda computacional deixa de depender apenas do treinamento inicial dos modelos e passa a ser impulsionada também por cargas crescentes de inferência.
  • O quarto pilar é a resiliência da demanda, que o Safra considera superior àquela hoje embutida pelo mercado nos preços, com expansão do mercado endereçável em hyperscalers, programas de IA soberana e migração de cargas de trabalho de CPUs para GPUs.

Crescimento projetado reforça visão positiva

Nas estimativas do Safra, a receita da Nvidia deve avançar a uma taxa composta anual de aproximadamente 29,5% entre os anos fiscais de 2026 e 2031, puxada sobretudo pela divisão de data center.

O banco projeta ainda margens médias elevadas ao longo do período, com margem bruta de cerca de 74%, margem EBIT de 64% e margem líquida de 56%. Essa combinação, segundo o relatório, deve se traduzir em aproximadamente US$ 1,67 trilhão de geração acumulada de caixa operacional nos próximos cinco exercícios fiscais.

Com baixa necessidade de reinvestimento, o Safra estima que a companhia poderá devolver aos acionistas algo equivalente a cerca de 20% do atual valor de mercado por meio de recompras de ações e dividendos no período.

Valuation ainda é considerado atrativo

Apesar da forte valorização acumulada da empresa, o Safra argumenta que a ação ainda negocia em patamares considerados atrativos. Pelas contas do banco, a Nvidia está sendo negociada a cerca de 24 vezes o lucro estimado para o ano fiscal de 2027 e a 18 vezes o lucro projetado para 2028, múltiplos abaixo das medianas de pares de tecnologia de grande capitalização e de semicondutores.

O preço-alvo de US$ 300 foi calculado com base em modelo de fluxo de caixa descontado para a firma.

A importância da Nvidia no ciclo atual da inteligência artificial

Na contextualização apresentada pelo Safra, a importância da Nvidia no momento atual decorre do fato de que a expansão da inteligência artificial exige não apenas chips mais potentes, mas uma arquitetura integrada de infraestrutura.

O banco sustenta que o centro de gravidade desse mercado não é mais o chip isolado, mas o data center como unidade de infraestrutura. Nesse ambiente, a Nvidia captura valor em várias camadas: no processamento, na rede e no software que integra todo o sistema.

Essa posição é especialmente relevante porque, segundo o relatório, os modelos de IA modernos dependem de processamento paralelo em grande escala, alta largura de banda de memória e interconexão eficiente entre sistemas. É nesse conjunto que a Nvidia, na visão do Safra, consolidou sua liderança.

Além disso, o banco argumenta que o avanço da IA amplia a necessidade de capacidade computacional em vez de reduzi-la. A melhora de eficiência entre gerações de hardware tende, nessa leitura, a expandir o mercado total endereçável, ao tornar viáveis novos usos e aplicações.

Riscos no horizonte

O Safra também destaca fatores de risco para a tese. Entre os principais, estão a concentração de clientes em grandes companhias de tecnologia, uma eventual desaceleração dos investimentos em IA, a pressão competitiva de chips dedicados, além de riscos ligados à cadeia de suprimentos e ao ambiente geopolítico.

O banco também menciona riscos secundários, como limitações de energia para expansão da infraestrutura, transições entre arquiteturas e dependência da liderança executiva de Jensen Huang.

Conclusão

A leitura do Safra é que a Nvidia permanece em posição privilegiada no centro da expansão da inteligência artificial, com vantagem competitiva difícil de replicar e potencial de crescimento ainda relevante. Mais do que uma fabricante de semicondutores, a companhia é tratada pelo banco como uma plataforma de infraestrutura crítica para a nova etapa da computação.

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O Safra inicia a cobertura da Nvidia com recomendação outperform (acima da média) porque a empresa ocupa uma posição central na expansão da inteligência artificial como principal fornecedora de infraestrutura computacional. A tese de investimento é sustentada por quatro pilares: vantagem competitiva de plataforma, framework de fábrica de IA com ciclos recorrentes de atualização, inflexão da IA agêntica como nova frente de crescimento, e resiliência de demanda superior à precificada pelo mercado.

O Safra estabeleceu um preço-alvo de US$ 300 por ação até o fim de 2026, o que implica um potencial de valorização de cerca de 40% em relação ao preço de mercado de US$ 213,13 considerado no relatório. Este preço-alvo foi calculado com base em modelo de fluxo de caixa descontado para a firma.

A Nvidia deixou de ser apenas uma empresa de chips gráficos para se transformar em uma plataforma de infraestrutura para inteligência artificial. Seu modelo de negócios migrou de uma dinâmica mais cíclica, típica da indústria de semicondutores, para uma estrutura mais recorrente, apoiada por ciclos constantes de atualização tecnológica e maior fidelização de clientes a cada nova geração de arquitetura.

O Safra projeta que a receita da Nvidia deve avançar a uma taxa composta anual de aproximadamente 29,5% entre os anos fiscais de 2026 e 2031, puxada sobretudo pela divisão de data center. O banco projeta margens bruta de cerca de 74%, margem EBIT de 64% e margem líquida de 56%, resultando em aproximadamente US$ 1,67 trilhão de geração acumulada de caixa operacional nos próximos cinco exercícios fiscais.

Apesar da forte valorização acumulada, o Safra argumenta que a ação ainda negocia em patamares atrativos. A Nvidia está sendo negociada a cerca de 24 vezes o lucro estimado para 2027 e a 18 vezes o lucro projetado para 2028, múltiplos abaixo das medianas de pares de tecnologia de grande capitalização e de semicondutores.

A Nvidia é importante porque a expansão da IA exige não apenas chips mais potentes, mas uma arquitetura integrada de infraestrutura. A empresa captura valor em várias camadas: no processamento, na rede e no software que integra todo o sistema. Os modelos de IA modernos dependem de processamento paralelo em grande escala, alta largura de banda de memória e interconexão eficiente entre sistemas, áreas onde a Nvidia consolidou sua liderança.

O Safra destaca como principais riscos a concentração de clientes em grandes companhias de tecnologia, uma eventual desaceleração dos investimentos em IA, pressão competitiva de chips dedicados, riscos ligados à cadeia de suprimentos e ao ambiente geopolítico. Também menciona riscos secundários como limitações de energia para expansão da infraestrutura, transições entre arquiteturas e dependência da liderança executiva de Jensen Huang.

Com baixa necessidade de reinvestimento, o Safra estima que a Nvidia poderá devolver aos acionistas algo equivalente a cerca de 20% do atual valor de mercado por meio de recompras de ações e dividendos no período de cinco anos, demonstrando a solidez do modelo de negócios e a capacidade de geração de caixa da empresa.
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