Carteira de Small Caps fica mais defensiva com Auren e Odontoprev
Banco retira Qualicorp e Aura Minerals e inclui Odontoprev e Auren na seleção recomendada; portfólio acumula retorno de 30,48% em 12 meses e amplia vantagem sobre o SMLL
23/03/2026 Atualizado em 31/03/2026 4 minutosA carteira de Small Caps do Banco Safra passou a privilegiar nomes mais defensivos e com potencial de geração de valor no médio e longo prazo, em um ambiente de maior incerteza para o mercado | Foto: Getty Images
O Banco Safra promoveu ajustes em sua carteira sugerida de Small Caps para o período de março e abril, em um movimento que reforça o viés defensivo da seleção em meio a um cenário de maior incerteza nos mercados. Saíram da composição os papéis de Qualicorp (QUAL3) e Aura Minerals (AURA33), enquanto passaram a integrar o portfólio Odontoprev (ODPV3) e Auren (AURE3).
A mudança ocorre após um desempenho expressivo da carteira elaborada pelos especialistas de Research da Safra Corretora. Em 12 meses, a seleção acumula valorização de 30,48%, patamar quase duas vezes superior ao avanço de 17,76% registrado pelo Índice Small Caps (SMLL), referência do segmento na B3.
Desde o lançamento da estratégia, em outubro de 2022, o desempenho acumulado chega a 89,77%, contra 9,07% do SMLL no mesmo intervalo. O resultado reforça a proposta do portfólio, voltado a ações de empresas brasileiras com capitalização de mercado de até R$ 15 bilhões e potencial elevado de crescimento.
Mudanças refletem busca por menor volatilidade
A retirada de Qualicorp foi justificada menos por uma revisão negativa da tese e mais por uma recalibração tática da carteira. Segundo a avaliação do banco, a companhia continua sendo um nome de interesse, mas, neste momento, a preferência recai sobre ativos com características mais defensivas, capazes de contribuir para o controle da volatilidade do portfólio.
No caso de Aura Minerals, o Safra optou por realizar lucros após a forte valorização acumulada desde a entrada do papel na carteira, em novembro de 2025. Desde então, o ativo entregou ganho de 68,3%, enquanto o índice de small caps permaneceu praticamente estável no mesmo período. A saída, portanto, reflete uma decisão de captura de retorno em uma posição já amadurecida.

Odontoprev entra com tese defensiva e apelo de dividendos
A inclusão de Odontoprev responde à busca por previsibilidade operacional em um ambiente de mercado mais sensível a oscilações macroeconômicas. Na visão do Safra, a empresa reúne atributos de estabilidade e boa distribuição de dividendos, características valorizadas em momentos de maior aversão a risco.
Além disso, a eventual combinação com a BradSaúde, caso aprovada, é vista como um vetor adicional de criação de valor. A operação pode ampliar a base de resultados da companhia, fortalecer sua posição de capital e diversificar a exposição para outros segmentos de saúde, como seguros, hospitais e diagnósticos.
Outro ponto destacado pelo banco é o valuation. A ação negocia a cerca de 11 vezes o lucro projetado para o ano, abaixo dos múltiplos observados em pares mais defensivos do setor, o que sugere espaço para reprecificação, na leitura dos analistas.
Auren amplia exposição a valor de longo prazo no setor elétrico
Já a entrada de Auren adiciona à carteira uma tese ligada à reprecificação de ativos e à melhora gradual dos fundamentos financeiros. O Safra avalia que a companhia possui um portfólio de energia mais equilibrado, com menor exposição de curto prazo nos anos de 2026 e 2027 e maior capacidade de capturar a tendência de alta dos preços de energia no horizonte de 2028 e 2029.
A casa também incorpora em seu valuation cerca de R$ 1,8 bilhão em recebíveis associados a ativos não depreciados das antigas usinas da Cesp, além da recuperação parcial de despesas passadas com curtailment. Esses fatores, segundo o banco, elevam o valor justo da companhia.
Embora a alavancagem siga elevada no curto prazo, a expectativa é de melhora gradual da geração de caixa e de redução do endividamento até 2028. Em termos de precificação, o Safra vê a ação negociando a uma taxa interna de retorno real de 13% ao ano, acima da média de pares do setor.
Carteira mantém diversificação setorial
A carteira sugerida de Small Caps do Banco Safra permanece estruturada de forma diversificada entre setores da economia. A composição está distribuída entre construção civil (20%), consumo e varejo (20%), saúde (10%), shoppings (10%), mineração (10%), bens de capital (10%), serviços básicos (10%) e farmácia (10%).
A estratégia é desenhada para superar o desempenho do SMLL, índice que reúne small caps listadas na Bolsa brasileira. O trabalho é conduzido pela equipe de Research da Safra Corretora, com foco em companhias nacionais de menor capitalização, mas com potencial relevante de expansão e valorização no longo prazo.
Para quem a carteira é indicada
A carteira de Small Caps é voltada a investidores com perfil mais dinâmico e arrojado, especialmente aqueles que executam ordens por meio de trader exclusivo ou operam diretamente em canais digitais.
Vantagens destacadas pelo Safra
- Transparência e solidez como pilares de atuação;
- Potencial de valorização no longo prazo em empresas com valor de mercado de até R$ 15 bilhões;
- Gestão baseada em análise especializada, conduzida pela equipe de Research;
- Perfil mais dinâmico, adequado a investidores dispostos a assumir maior risco em busca de retorno.
Como investir
Para investir na carteira Small Caps e em outras carteiras recomendadas do banco, o investidor deve abrir conta no Banco Safra. Depois, pode executar as operações com apoio de seu trader ou por meio do Home Broker no aplicativo da Safra Corretora ou no site da instituição.