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Carteira de dividendos troca Marcopolo por Telefônica Brasil

Portfólio recomendado para julho de 2026 mantém foco em ações defensivas e de geração de caixa, com dividend yield estimado em 8,7% e desempenho acima do IDIV desde 2020

3 minutos
Dividendos

Carteira Dividendos da Safra Corretora mantém exposição concentrada em setores defensivos, como serviços financeiros, utilities e telecomunicações | Foto: Getty Images

A Safra Corretora alterou a composição da Carteira Dividendos para julho de 2026: o papel da Marcopolo (POMO4) foi trocado pelo da Telefônica Brasil (VIVT3). Segundo a equipe de estratégia da instituição, o movimento busca reduzir a volatilidade do portfólio sem abrir mão do potencial de distribuição de proventos.

A Carteira Dividendos do Safra é revisada mensalmente pelos especialistas da Safra Corretora, permitindo ao investidor acompanhar mudanças táticas e estruturais do mercado sem necessidade de realizar sozinho o monitoramento contínuo dos ativos. A proposta é oferecer conveniência operacional, diversificação e alinhamento com tendências globais de crescimento.

A carteira segue estruturada em empresas consideradas resilientes, com forte geração de caixa, balanços sólidos e capacidade consistente de pagamento de dividendos. O dividend yield projetado do portfólio é de 8,7%.

A composição permanece diversificada entre setores defensivos e de fluxo previsível, com destaque para serviços financeiros, utilities, petróleo e telecomunicações.

Carteira supera IDIV e Ibovespa no acumulado de 2026

De acordo com os dados divulgados pela Safra Corretora, a carteira registrou valorização de 12,1% no acumulado de 2026 até junho, acima dos 11,1% do Índice de Dividendos (IDIV) e dos 6,8% do Ibovespa no mesmo período.

No horizonte de 12 meses, o portfólio acumula retorno de 30,1%, também superior aos principais benchmarks do mercado brasileiro.

Desde o início da estratégia, em janeiro de 2020, a carteira avançou 88,7%, ante 82,8% do IDIV e 44,8% do Ibovespa.

Desempenho histórico reforça tese defensiva

A carteira apresentou desempenho superior ao IDIV em 45 dos últimos 78 meses, equivalente a 58% do período analisado. O resultado reforça a proposta da estratégia, voltada a investidores que priorizam previsibilidade de fluxo e menor volatilidade relativa em Bolsa.

Segundo a Safra, o perfil do portfólio é direcionado principalmente a investidores conservadores ou moderados que operam via plataformas digitais ou assessoria especializada.

Telefônica é principal aposta em telecomunicações

A inclusão de Telefônica Brasil ocorre em um momento de maior previsibilidade operacional para o setor de telecomunicações. A Safra destacou a liderança da companhia em adições líquidas de clientes e ganho de participação de mercado.

Além disso, os estrategistas apontam que a empresa já realizou reajustes relevantes de preços na base de consumidores, fator que tende a sustentar crescimento de receita e rentabilidade ao longo de 2026.

“O yield próximo de 7% torna o carrego da ação mais positivo”, afirmou a equipe de Research no relatório.

A Telefônica Brasil passa a ocupar 10% da carteira, mesma participação dos demais ativos.

Marcopolo deixa carteira apesar de visão positiva

Apesar da retirada de Marcopolo, a Safra afirmou continuar com visão construtiva para a fabricante de carrocerias de ônibus.

A decisão, segundo o relatório, foi motivada por critérios de alocação de risco e controle de volatilidade da carteira, reduzindo a exposição a ativos mais cíclicos.

Serviços financeiros lideram exposição setorial

O setor financeiro continua como principal segmento da carteira, representando 30% do portfólio, distribuído entre Bradesco (BBDC4), Caixa Seguridade (CXSE3) e Itaúsa (ITSA4).

As utilities aparecem em seguida, com 20% de participação via CPFL Energia (CPFE3) e Copel (CPLE3).

Os demais setores possuem peso de 10% cada:

  • Telecomunicações
  • Petróleo e gás
  • Construção civil
  • Shopping centers
  • Mineração e siderurgia

Petrobras e Allos aparecem entre os maiores yields

Entre as ações da carteira, Petrobras (PETR4) segue com o maior dividend yield projetado, de 13%.

Na sequência aparecem:

  • Allos (ALOS3): 12,3%
  • Itaúsa (ITSA4): 8,9%
  • Bradesco (BBDC4): 8,7%
  • Cury (CURY3): 8,1%
  • Vale (VALE3): 8,0%

Segundo a Safra, a manutenção desses nomes reflete uma combinação de valuation descontado, geração robusta de caixa e potencial de valorização no médio e longo prazo.

Destaques da tese de investimento

Petrobras (PETR4)

A instituição vê continuidade da forte geração de caixa da estatal mesmo diante do atual plano de investimentos, sustentada pelo nível ainda elevado do petróleo no mercado internacional.

Vale (VALE3)

A mineradora permanece como instrumento de proteção e diversificação da carteira, beneficiada por custos operacionais mais eficientes e minério de ferro próximo de US$ 100 por tonelada.

Allos (ALOS3)

A tese da administradora de shopping centers combina geração recorrente de caixa, redução de alavancagem e política de dividendos considerada atrativa pela casa.

Cury (CURY3)

A construtora focada em baixa renda segue respaldada pelo crescimento operacional e elevada rentabilidade, com ROE próximo de 80%.

Estratégia privilegia previsibilidade e geração de caixa

A Carteira Dividendos da Safra mantém uma abordagem focada em empresas nacionais com histórico consistente de distribuição de proventos e resiliência operacional.

A estratégia busca superar o IDIV da B3 no longo prazo por meio de exposição balanceada entre setores defensivos e companhias negociadas a múltiplos considerados atrativos.

A Carteira Dividendos da Safra Corretora é uma estratégia de investimento revisada mensalmente que seleciona ações de empresas resilientes com forte geração de caixa, balanços sólidos e capacidade consistente de pagamento de dividendos. A carteira oferece conveniência operacional, diversificação e alinhamento com tendências globais, sendo especialmente direcionada a investidores conservadores ou moderados que buscam previsibilidade de fluxo e menor volatilidade.

A troca foi motivada por critérios de alocação de risco e controle de volatilidade da carteira, buscando reduzir a exposição a ativos mais cíclicos. Apesar de manter visão construtiva sobre Marcopolo, a Safra optou pela Telefônica Brasil devido à maior previsibilidade operacional do setor de telecomunicações, liderança em adições de clientes e reajustes de preços que sustentam crescimento de receita, além de um yield próximo de 7%.

O dividend yield projetado do portfólio é de 8,7%. Entre os ativos individuais, Petrobras lidera com 13%, seguida por Allos com 12,3%, Itaúsa com 8,9%, Bradesco com 8,7%, Cury com 8,1% e Vale com 8,0%, refletindo uma combinação de valuation descontado, geração robusta de caixa e potencial de valorização.

A carteira registrou valorização de 12,1% no acumulado de 2026 até junho, acima dos 11,1% do IDIV e dos 6,8% do Ibovespa. No horizonte de 12 meses, acumula retorno de 30,1%, e desde janeiro de 2020 avançou 88,7%, ante 82,8% do IDIV e 44,8% do Ibovespa, superando o IDIV em 45 dos últimos 78 meses (58% do período).

A carteira é diversificada entre setores defensivos e de fluxo previsível. Serviços financeiros lideram com 30% (Bradesco, Caixa Seguridade e Itaúsa), seguidos por utilities com 20% (CPFL Energia e Copel). Os demais setores possuem peso de 10% cada: Telecomunicações, Petróleo e gás, Construção civil, Shopping centers, e Mineração e siderurgia.

Petrobras é destaque pela continuidade de forte geração de caixa mesmo diante do atual plano de investimentos, sustentada pelo nível ainda elevado do petróleo no mercado internacional. A empresa apresenta o maior dividend yield projetado da carteira, de 13%, refletindo valuation descontado e potencial de valorização no médio e longo prazo.

A Carteira Dividendos é direcionada principalmente a investidores conservadores ou moderados que operam via plataformas digitais ou assessoria especializada. O perfil busca previsibilidade de fluxo, menor volatilidade relativa em Bolsa e geração consistente de proventos, priorizando empresas nacionais com histórico de distribuição de dividendos e resiliência operacional.

A Telefônica Brasil é a principal aposta da carteira em telecomunicações, liderando em adições líquidas de clientes e ganho de participação de mercado. A empresa já realizou reajustes relevantes de preços na base de consumidores, fator que tende a sustentar crescimento de receita e rentabilidade ao longo de 2026, com yield próximo de 7% e participação de 10% na carteira.

Cley Scholz

Jornalista formado pela PUC-PR com pós em gestão de empresas jornalísticas na ESPM. Trabalhou como repórter e editor nos jornais O Estado de S.Paulo, Valor Econômico, O Globo, JT, Agência Estado, revista Veja e portal de Economia do Estadão. LinkedIn

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