close

Abra sua conta

5 maiores riscos de investir em IA e como evitá-los

A inteligência artificial segue como uma das principais teses de crescimento global, mas envolve riscos que precisam ser compreendidos antes da alocação em investimentos

3 minutos
Riscos de investir em inteligência artificial

Investimentos em inteligência artificial combinam potencial de crescimento elevado com volatilidade, competição intensa e riscos regulatórios | Foto: Getty Images

Entender os riscos de investir em inteligência artificial é fundamental para tomar decisões bem fundamentadas, alinhar expectativas e construir uma estratégia de longo prazo compatível com o perfil de risco desejado.

O Banco Safra avalia que a transparência sobre riscos é parte central de qualquer tese de investimento consistente. A inteligência artificial apresenta fundamentos estruturais sólidos, mas também carrega incertezas relevantes, destacam os especialistas do banco.

Conhecer os dois lados da tese reduz a probabilidade de decisões emocionais, especialmente em períodos de forte oscilação de mercado. Isso garante que o investidor incorpore o tema de forma estratégica, e não especulativa.

Risco 1: volatilidade de mercado em ativos de tecnologia

Ativos ligados à inteligência artificial tendem a apresentar volatilidade superior à média do mercado. Empresas de tecnologia, em especial as associadas a crescimento acelerado, são mais sensíveis a mudanças nas expectativas de lucro e ao cenário macroeconômico.

Quando o mercado revisa projeções de crescimento ou enfrenta ciclos de aperto monetário, essas ações costumam sofrer correções relevantes. Em 2022, por exemplo, o índice Nasdaq acumulou queda de cerca de 33% em um ambiente de alta de juros. Movimentos desse tipo mostram que oscilações de 20% a 30% em períodos relativamente curtos fazem parte da dinâmica do setor.

Risco 2: competitivo e tecnológico

A competição no universo de inteligência artificial é intensa e dinâmica. Lideranças consolidadas podem ser desafiadas rapidamente por novas tecnologias ou modelos de negócio mais eficientes, alterando o equilíbrio do mercado em poucos anos.

Um exemplo emblemático ocorreu em fevereiro de 2023, quando avanços do ChatGPT colocaram em xeque o domínio do Google em buscas online, resultando em uma perda aproximada de US$ 100 bilhões em valor de mercado em um único dia. O episódio reforça que o risco tecnológico é real e que ciclos de inovação cada vez mais curtos aumentam a incerteza sobre vencedores de longo prazo.

Risco 3: concentração setorial

A exposição excessiva à inteligência artificial pode amplificar perdas em momentos de correção. Alocações muito elevadas, acima de 40% ou 50% do portfólio, tornam o investidor excessivamente dependente de um único tema.

O Safra avalia que a inteligência artificial deve atuar como um componente satélite da carteira, geralmente entre 5% e 15%, e não como núcleo principal. A diversificação continua sendo uma das ferramentas mais eficazes para reduzir riscos sem abrir mão de oportunidades estruturais de crescimento.

Risco 4: regulatório

A regulação representa um fator de risco crescente para empresas de inteligência artificial. Leis de proteção de dados, como a LGPD no Brasil e o GDPR na Europa, impõem limites ao uso de informações sensíveis, com impacto direto sobre modelos de negócio baseados em dados.

Além disso, a União Europeia aprovou o AI Act, que estabelece exigências de transparência, governança e mitigação de vieses algorítmicos. Medidas antitruste também permanecem no radar, podendo limitar práticas comerciais ou exigir ajustes estruturais de grandes empresas de tecnologia.

Risco 5: cambial para exposições internacionais

Investimentos em inteligência artificial no exterior adicionam o risco cambial à equação. Fundos sem proteção contra variação do dólar têm seus retornos em reais influenciados diretamente pelo comportamento da moeda.

A oscilação cambial pode atuar de forma positiva ou negativa, dependendo do cenário. Por isso, compreender a política de hedge do fundo e o papel do dólar na estratégia de investimento é essencial para uma avaliação adequada do risco total da carteira.

Como mitigar esses riscos

A mitigação dos riscos associados à inteligência artificial passa por um conjunto de práticas consolidadas na gestão de investimentos. Um horizonte de longo prazo tende a suavizar a volatilidade de curto prazo e aumentar a probabilidade de capturar o crescimento estrutural da tecnologia.

A diversificação entre classes de ativos e setores reduz o impacto de movimentos adversos específicos, enquanto o rebalanceamento periódico mantém a carteira alinhada ao perfil de risco do investidor. A disciplina emocional também desempenha papel central, evitando decisões precipitadas em momentos de estresse.

Nesse contexto, o apoio de assessoria profissional do Banco Safra contribui para uma condução mais consistente da estratégia ao longo do tempo. Entenda seu perfil de risco e construa uma estratégia equilibrada que captura o potencial da IA com consciência.

Os cinco maiores riscos incluem: volatilidade de mercado em ativos de tecnologia (oscilações de 20% a 30% em períodos curtos), risco competitivo e tecnológico (lideranças podem ser desafiadas rapidamente por novas tecnologias), concentração setorial (exposição excessiva amplifica perdas), risco regulatório (leis como LGPD, GDPR e AI Act impõem limites ao uso de dados) e risco cambial para exposições internacionais (variação do dólar afeta retornos em reais).

Ativos ligados à inteligência artificial apresentam volatilidade superior à média do mercado, especialmente em empresas de tecnologia com crescimento acelerado. Essas ações são mais sensíveis a mudanças nas expectativas de lucro e ao cenário macroeconômico. Em 2022, por exemplo, o índice Nasdaq acumulou queda de cerca de 33% em um ambiente de alta de juros, demonstrando que oscilações significativas fazem parte da dinâmica do setor.

A competição no universo de inteligência artificial é intensa e dinâmica, com lideranças consolidadas podendo ser desafiadas rapidamente por novas tecnologias ou modelos de negócio mais eficientes. Um exemplo emblemático ocorreu em fevereiro de 2023, quando avanços do ChatGPT colocaram em xeque o domínio do Google em buscas online, resultando em perda de aproximadamente US$ 100 bilhões em valor de mercado em um único dia.

Alocações muito elevadas em IA, acima de 40% ou 50% do portfólio, tornam o investidor excessivamente dependente de um único tema. O Banco Safra recomenda que a inteligência artificial atue como um componente satélite da carteira, geralmente entre 5% e 15%, e não como núcleo principal. A diversificação continua sendo uma das ferramentas mais eficazes para reduzir riscos sem abrir mão de oportunidades estruturais de crescimento.

A regulação representa um fator de risco crescente, incluindo leis de proteção de dados como LGPD no Brasil e GDPR na Europa, que impõem limites ao uso de informações sensíveis. A União Europeia aprovou o AI Act, estabelecendo exigências de transparência, governança e mitigação de vieses algorítmicos. Medidas antitruste também permanecem no radar, podendo limitar práticas comerciais ou exigir ajustes estruturais de grandes empresas de tecnologia.

A mitigação passa por práticas consolidadas: adotar um horizonte de longo prazo para suavizar volatilidade de curto prazo, diversificar entre classes de ativos e setores para reduzir impacto de movimentos adversos, realizar rebalanceamento periódico para manter a carteira alinhada ao perfil de risco, e manter disciplina emocional para evitar decisões precipitadas em momentos de estresse.

Investimentos em inteligência artificial no exterior adicionam o risco cambial à equação. Fundos sem proteção contra variação do dólar têm seus retornos em reais influenciados diretamente pelo comportamento da moeda. A oscilação cambial pode atuar de forma positiva ou negativa, dependendo do cenário, tornando essencial compreender a política de hedge do fundo e o papel do dólar na estratégia de investimento.

As principais opções incluem a compra de ações de empresas ligadas à tecnologia, investimentos em fundos temáticos, ETFs internacionais focados em IA e exposição indireta por meio de grandes conglomerados globais que utilizam inteligência artificial em seus modelos de negócio. A escolha depende do perfil de risco e objetivos do investidor.

Isabella Zanelli

Estudante de jornalismo na Escola de Comunicações e Artes da Universidade de São Paulo (USP). LinkedIn

Abra sua conta