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Renda fixa: o que é, como funciona e como investir?

Modalidade é a principal para quem busca baixo risco e retorno previsível e essencial para diversificar a carteira. Veja as opções

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renda fixa

Os prazos de aplicações financeiras em renda fixa são estipulados no momento da aquisição dos títulos | Foto: Getty Images

Renda fixa é uma categoria de investimentos em que a rentabilidade é conhecida ou previsível no momento da aplicação. São títulos de dívida emitidos por governos, bancos ou empresas, com regras de remuneração definidas antecipadamente. A modalidade é indicada principalmente para investidores que buscam baixo risco, previsibilidade de retorno e preservação de capital

Categoria de aplicações financeiras popular, a renda fixa é a principal indicação para pessoas que buscam baixo risco e retorno previsível. Em tempos de juros altos, os investimentos em renda fixa local aparecem no topo das principais recomendações.

O investimento nesta modalidade é indicado principalmente para investidores de perfil conservador. No entanto, as aplicações financeiras em renda fixa também são importantes para diversificar e dar solidez às carteiras de pessoas com perfil mais dinâmico.

Como funcionam as aplicações financeiras em renda fixa?

Prazos

Os prazos de aplicações financeiras em renda fixa são estipulados no momento da aquisição dos títulos. Portanto, o investidor sabe por quanto tempo o dinheiro ficará aplicado e quais as condições caso queira resgatá-lo antes do vencimento.

Indexadores

Os títulos de renda fixa têm a rentabilidade definida de acordo com alguns indexadores. São eles:

  • CDI (Certificado de Depósito Interbancário): títulos emitidos por instituições financeiras com o objetivo de emprestar dinheiro de uma instituição para outra, em operações que duram apenas um dia útil. A média das taxas diárias compõe esse indexador, que é referência para diversos investimentos do mercado;
  • IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo): é o índice oficial da inflação do país, medido mensalmente pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O IPCA verifica a variação dos preços em produtos e serviços como alimentação, moradia, educação, transporte, entre outros;
  • IGP-M (Índice Geral de Preços do Mercado): indicador de periodicidade mensal que verifica a variação dos preços aos produtores no atacado (60% da composição), ao consumidor final no varejo (30%) e na construção civil (10%). É medido pela Fundação Getúlio Vargas (IBRE/FGV);
  • Taxa Selic: é a taxa básica de juros da economia, definida a cada 45 dias nas reuniões do Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central.

Remuneração

  • Prefixada: no momento em que o investidor realiza o investimento, já lhe é informado qual será o rendimento exato do título;
  • Pós-fixada: o indexador é definido no momento da aplicação e a rentabilidade vai variar de acordo com seu desempenho. geralmente, o indexador escolhido nestes casos é CDI;
  • Mistos: quando este tipo de remuneração é escolhida, parte da remuneração é prefixada e outra parte é pós-fixada, geralmente atrelada ao IPCA ou ao IGP-M.

Tipos de aplicações financeiras em renda fixa

Tesouro Direto

É um programa desenvolvido pelo Tesouro Nacional em parceria com a B3 (bolsa de valores do Brasil), que permite que pessoas físicas invistam em títulos públicos. O Tesouro Direto tem como um de seus objetivos ser um investimento acessível para a população.

Os recursos captados são usados no desenvolvimento de projetos públicos como infraestrutura, educação e saúde. São cinco os tipos de títulos do Tesouro Direto:

  • Tesouro Prefixado (LTN): a taxa deste título é prefixada, com pagamento na data de vencimento;
  • Tesouro Prefixado com Juros Semestrais (NTN-F): também tem taxa prefixada, mas a cada semestre o investidor recebe pagamentos;
  • Tesouro Selic (LFT): título indexado à taxa Selic, com pagamento feito somente no vencimento;
  • Tesouro IPCA+ (NTN-B Principal): a taxa deste título é mista, com parte dela prefixada e outra parte é indexada ao IPCA (índice oficial da inflação no Brasil). O pagamento é feito no vencimento;
  • Tesouro IPCA+ com juros semestrais (NTN-B): a taxa também é mista, mas são feitos pagamentos semestrais aos investidores.

Diariamente, o Tesouro Nacional recompra títulos públicos para garantir liquidez para quem investe na modalidade.

Nesse caso, o valor pode ser diferente do estipulado, já que a compra é feita a preços de mercado.

A garantia de pagamento é do próprio governo, o que torna a modalidade uma das mais seguras do mercado.

CDB

O Certificado de Depósito Bancário (CDB) é emitido por instituições financeiras para captação de recursos destinados ao financiamento das suas atividades.

É possível encontrar títulos com duas alternativas diferentes de liquidez: diária e com data de vencimento estipulada. Os CDBs contam com a cobertura do FGC (Fundo Garantidor de Créditos).

LCI e LCA

As Letras de Crédito Imobiliário (LCI) e as Letras de Crédito do Agronegócio (LCA) também são lançadas por instituições financeiras, com o intuito de estimular ambos os setores.

Esses títulos são isentos de Imposto de Renda e contam com a cobertura do FGC.

CRI e CRA

Os Certificados de Recebíveis Imobiliários (CRI) e os Certificados de Recebíveis do Agronegócio (CRA) são títulos emitidos por empresas securitizadoras.

Estas companhias securitizadoras são vinculadas a operações de crédito de ambos os setores. Os títulos são isentos de Imposto de Renda, mas não têm garantia do FCG.

Debêntures

São títulos de dívidas emitidos por empresas que buscam financiar projetos e outras aplicações. Quem investe em debêntures se torna credor da empresa emissora.

Existem também as debêntures incentivadas, que têm como objetivo o financiamento de projetos de infraestrutura como portos, estradas, aeroportos, pontes e outros.

Elas recebem esse nome porque contam com isenção de Imposto de Renda para pessoas físicas, diferentemente do que ocorre com as Debêntures comuns. As duas modalidades também não têm garantia do FGC.

Imposto de Renda na renda fixa

O Imposto de Renda de aplicações financeiras em renda fixa é cobrado de acordo com a tabela regressiva.

Portanto, quanto maior o tempo investido, menor é o imposto cobrado. Confira a relação entre o tempo e os percentuais:

PrazoIR (%)
De 0 até 180 dias22,5%
De 181 até 360 dias20%
De 361 até 720 dias17,5%
Acima de 721 dias15%

Análise do perfil de investidor

As aplicações financeiras em renda fixa devem constar na carteira de todos os investidores, proporcionalmente a cada perfil.

Por isso, antes realizar qualquer aplicação financeira, convém saber qual é o seu perfil de investidor. As instituições financeiras ajudam os clientes a fazer esta análise. A Comissão de Valores Mobiliários (CVM), que regula o mercado de capitais no Brasil, recomenda e orienta essa prática.

Como funciona o processo para comprar títulos de renda fixa online?

Confira como começar a investir em renda fixa.

1. Abra uma conta em uma instituição financeira

O primeiro passo é ter uma conta em um banco ou corretora de valores autorizada pela Comissão de Valores Mobiliários (CVM). Dependendo da instituição, a abertura pode ser feita totalmente online, com envio de documentos digitalizados.

2. Transfira recursos para sua conta de investimentos

Após a abertura da conta, transfira o valor que deseja investir da sua conta corrente para a conta de investimentos. A transferência pode ser feita por TED, DOC ou Pix.

3. Acesse a plataforma de investimentos

Entre na área de investimentos do banco ou corretora. Nela, você encontrará todas as opções de renda fixa disponíveis, com informações sobre rentabilidade, prazo de vencimento, valor mínimo e liquidez.

4. Escolha o título adequado ao seu perfil

Compare as opções considerando:

  • Rentabilidade: qual o retorno esperado (prefixado, pós-fixado ou misto);
  • Prazo: quando você poderá ou precisará resgatar o dinheiro;
  • Liquidez: se pode resgatar antes do vencimento e em quais condições;
  • Valor mínimo: quanto é necessário para começar a investir;
  • Garantias: se o título conta com cobertura do FGC ou outras garantias.

5. Confirme a aplicação

Depois de escolher o título, informe o valor que deseja aplicar e confirme a operação. O processo é rápido e você recebe um comprovante da aplicação.

6. Acompanhe seus investimentos

Pela plataforma, você pode acompanhar a rentabilidade dos seus títulos, verificar os prazos de vencimento e fazer novos aportes sempre que desejar.

Dúvidas comuns

Renda fixa é uma categoria de investimentos em que a rentabilidade é conhecida ou previsível no momento da aplicação. São títulos de dívida emitidos por governos, bancos ou empresas, com regras de remuneração definidas antecipadamente. O investidor sabe por quanto tempo o dinheiro ficará aplicado e quais as condições caso queira resgatá-lo antes do vencimento, tornando essa modalidade ideal para quem busca baixo risco e preservação de capital.

O Tesouro Direto é um dos investimentos mais seguros do país, com liquidez diária e possibilidade de negociar os papéis diariamente se necessário. Outras excelentes opções incluem CDB (Certificado de Depósito Bancário) e fundos com baixo risco. A escolha do melhor investimento depende do seu perfil, rentabilidade esperada, prazo necessário e liquidez desejada. Recomenda-se comparar as opções considerando esses fatores antes de investir.

Os principais tipos de renda fixa incluem: Tesouro Direto (títulos públicos com cinco modalidades diferentes), CDB (emitido por instituições financeiras), LCI e LCA (isentas de Imposto de Renda), CRI e CRA (títulos de recebíveis), e Debêntures (títulos emitidos por empresas). Cada um possui características distintas quanto à liquidez, garantias, tributação e rentabilidade, permitindo diversificar a carteira de investimentos.

A remuneração em renda fixa pode ser de três tipos: prefixada (rentabilidade conhecida no momento da aplicação), pós-fixada (rentabilidade varia de acordo com um indexador como CDI) ou mista (parte prefixada e parte pós-fixada, geralmente atrelada ao IPCA ou IGP-M). Os indexadores mais comuns são CDI, IPCA, IGP-M e Taxa Selic, que determinam como o investimento renderá ao longo do tempo.

O rendimento em renda fixa varia conforme o tipo de título, o indexador escolhido e as condições de mercado. Por exemplo, com uma Taxa DI de 11,15% ao ano, um investimento de R$ 100 mil renderia aproximadamente R$ 876,00 brutos por mês. O rendimento exato depende se o título é prefixado (rentabilidade fixa conhecida), pós-fixado (varia com o indexador) ou misto, além do prazo de investimento.

Para começar a investir em renda fixa, abra uma conta em um banco ou corretora autorizada pela CVM, transfira recursos para sua conta de investimentos, acesse a plataforma de investimentos e escolha o título adequado ao seu perfil considerando rentabilidade, prazo, liquidez, valor mínimo e garantias. Após confirmar a aplicação, você receberá um comprovante e poderá acompanhar seus investimentos pela plataforma.

O Imposto de Renda em renda fixa segue uma tabela regressiva: 22,5% para aplicações de 0 a 180 dias, 20% de 181 a 360 dias, 17,5% de 361 a 720 dias, e 15% acima de 721 dias. Quanto maior o tempo investido, menor é o imposto cobrado. Algumas aplicações como LCI, LCA, CRI e CRA são isentas de Imposto de Renda, oferecendo vantagem fiscal para investidores.

Renda fixa é indicada principalmente para investidores de perfil conservador que buscam baixo risco, previsibilidade de retorno e preservação de capital. No entanto, as aplicações em renda fixa também são importantes para diversificar e dar solidez às carteiras de pessoas com perfil mais dinâmico. Recomenda-se que todos os investidores tenham renda fixa em sua carteira, proporcionalmente a cada perfil, e façam uma análise de perfil antes de investir.

Este material foi preparado e distribuído pelo Banco Safra S.A. O conteúdo disponibilizado em O Especialista possui caráter meramente informativo e educacional, não constituindo oferta, solicitação, recomendação ou aconselhamento de investimento. Antes de investir, verifique seu perfil de investidor, os riscos envolvidos e consulte os documentos dos produtos.

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