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Renda fixa: crédito privado garante 88% das emisões no mercado de capitais

Mercado de crédito privado cresceu em 2025, com a emissão de R$ 737,7 bilhões em títulos de renda fixa, com destaque para os Certificados de Recebíveis Imobiliários (CRIs)

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Crédito privado

As empresas foram responsáveis por 62% das emissões, seguidas do Governo (27%) e instituições financeiras (12%) | Foto: Getty Images

O mercado de crédito privado registrou expansão em 2025. Foram emitidos R$ 737,7 bilhões em títulos de renda fixa. Foram R$ 24,1 bilhões a mais do que o resultado do ano anterior, quando as emissões foram de R$ 713,6 bilhões.

Considerando a renda fixa e variável, houve movimentação anual de R$ 838,8 bilhões em emissões primárias no mercado de capitais, 6% mais do que as emissões de 2024.

Crédito privado respondeu por 88% das emissões em 2025

Assim, o crédito privado respondeu por 88% das emissões no mercado de capitais em 2025. Os Certificados de Recebíveis Imobiliários (CRIs) apresentaram o segundo maior volume de emissão de sua série histórica com R$ 49 bilhões, mas recuaram 20% no comparativo a/a devido à base de comparação extraordinária com 2024.

Os outros instrumentos crédito privado avançaram no ano:

  • Notas Promissórias e Comerciais: R$ 52 bilhões (+19%)
  • CRAs: R$ 46 bilhões (+11%)
  • FIDCs: R$91 bilhões (+10%)


Emissão de debêntures incentivadas cresce 31% no ano

As debêntures incentivadas somaram R$ 177 bilhões em 2025 (representando 21% das emissões do mercado de capitais), enquanto as não incentivadas totalizaram R$ 316 bilhões (representando 38% do mercado de capitais), um recuo de -6,7% vs. 2024.

Isso resultou em um aumento consolidado de 4% a/a no mercado primário de debêntures.

Perfil das debêntures em 2025

A maior parte das debêntures estava indexada ao CDI+ (59%) e ao IPCA (31%), além de %CDI (1%) e Outros (9%).

Houve aumento de 6 p.p. a/a nas debêntures destinadas à infraestrutura (35%), e 3 p.p. nas destinadas a pagamento de dívidas (26%), com queda na participação de gestão ordinária (18%) e outros (21%).

Por fim, 79% das debêntures foram quirografárias (sem garantia real), enquanto 21% detinham garantia real.

Emissões externas encerram em R$177,7 bilhões com 34 operações realizadas em 2025. Integralmente composto por emissões de títulos de dívida, o montante representa um crescimento de 69% a/a.

As empresas foram responsáveis por 62% das emissões, seguidas do Governo (27%) e instituições financeiras (12%).

O mês de dez/2025 registrou apenas uma captação de US$ 500 milhões pela empresa Eldorado de papel e celulose.

As informações são da Anbima e Safra e consideram-se as emissões de debêntures, CPR-F, CRs, CRIs, CRAs, FIDCs, LFs, CDCAs, Notas Promissórias, Notas Comerciais.

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