Recursos Naturais em foco na J. Safra Brazil Conference 2026
Especialistas do Banco Safra apresentam análise abrangente sobre as perspectivas e desafios das principais companhias brasileiras do setor de recursos naturais
3 minutos Publicado em
Mining in Congonhas
Nos dias 22 e 23 de setembro, a J. Safra Brazil Conference 2026 reuniu investidores e executivos para discutir temas essenciais do setor de recursos naturais.
O evento abordou cenários operacionais, financeiros e estratégicos das principais companhias brasileiras, proporcionando um espaço para troca de informações e debates aprofundados.
Aura Minerals amplia capacidade e enfrenta riscos operacionais
A Aura Minerals (AURA33) destaca avanço em suas operações nos projetos Aranzazu e Apoena, com melhorias previstas nos teores de minério. A mina Almas busca atingir capacidade de 3,0 milhões de toneladas por ano até o fim de 2026, enquanto Borborema caminha para sua capacidade nominal de 2,0 Mtpa, com a instalação de dois filtros adicionais.
O principal desafio permanece no projeto MSG, com riscos operacionais e limitações no abastecimento de água para expansões mais significativas. A empresa conta com flexibilização financeira a partir de uma nova linha sindicalizada de US$ 200 milhões, direcionada a investimentos, retorno aos acionistas e aquisições seletivas.
Fonte: Safra on Aura Minerals: Earnings review, 2026-08-05.
Vale mantém proteção para 2027, foca no crescimento de cobre
Cerca de 75% dos volumes embarcados da Vale (VALE3) são protegidos por contratos de longo prazo, e 70% da exposição a combustíveis em 2027 está coberta por hedge com preço Brent aproximado de US$ 77 por barril.
Embora este hedge não se estenda a 2028, a Vale avalia a viabilidade econômica da oferta global diante dos preços atuais do minério de ferro e petróleo.
O cobre é prioridade no crescimento, com produção prevista de 700 mil toneladas até 2035, financiada internamente, enquanto o níquel concentra esforços na redução de custos e otimização do portfólio.
A companhia mantém cautela nos retornos adicionais aos acionistas, condicionados à geração de caixa e perspectiva de preços.
Fonte: Safra on Vale: Earnings review, 2026-07-31.
Gerdau segue robusta na América do Norte e ajusta estrutura no Brasil
Na América do Norte, a Gerdau (GGBR4) observa demanda saudável nos segmentos de infraestrutura e energia renovável, aliada a proteção comercial e mix premium, o que deve sustentar margens robustas.
Apesar de maior custo no 4T26 devido à parada programada na unidade de Midlothian, preços elevados e estoques antecipados devem minimizar impactos.
No Brasil, o cenário é desafiador, com elevada importação, demanda fraca e custos altos, demandando revisão estrutural da indústria local.
A expectativa é que liberação de capital de giro no segundo semestre de 2026 melhore o fluxo de caixa e permita dividendos e recompra de ações.
Fonte: Safra on Gerdau: Earnings review, 2026-08-04.
CSN/CSN Mineração busca desalavancagem e ajustes na produção
A CSN (CSNA3) avança na venda da unidade de cimentos, com recursos previstos para amortizar dívidas de curto prazo. A negociação de ativos de infraestrutura deve se concretizar em 2027.
Na CSN Mineração (CMIN3) , pressão de fretes elevados e preços menores do minério de ferro devem impactar resultados do terceiro trimestre de 2026, podendo levar à diminuição da produção de minérios de menor teor.
Entretanto, o projeto P15 permanece protegido e deve contribuir para maior volume e margens mais fortes a partir do final de 2027.
Fonte: Safra | CSN/CSN Mineracao: Company Update, 2026-07-22.
Suzano mantém atenção em custos e desalavancagem pós-aquisição
A Suzano (SUZB3) sustenta recentes aumentos de preços devido à recomposição de estoques na China e custos elevados entre produtores locais. A meta operacional para 2026 é reduzir o custo caixa da produção de celulose para R$ 800 por tonelada. A aquisição da Arbex amplia a capacidade e a presença global, embora traga impacto temporário na alavancagem devido a desembolso de US$ 1,3 bilhão em caixa e US$ 1 bilhão em dívida líquida. A desalavancagem segue como prioridade, com foco em elevar retornos aos acionistas conforme avanço na redução da alavancagem.
Fonte: Safra on Suzano: Flash Note, 2026-08-12.
Klabin reforça posição com demanda e desalavancagem
A demanda por caixas de papelão ondulado segue firme, especialmente nos setores alimentício e exportador, com máquina Figueira operando próximo da capacidade plena esperada para 2027.
Os preparativos para impactos climáticos como o El Niño podem elevar temporariamente custos florestais e necessidade de capital de giro, mas mitigam riscos operacionais.
Com alavancagem moderada, a Klabin (KLBN3) prevê redução dos investimentos a partir de 2027 e prioridade à desalavancagem para melhorar distribuição de dividendos e recompra de ações.
Fonte: Safra on Klabin: Earnings review, 2026-08-05.
Este material foi preparado e distribuído pelo Banco Safra S.A. O conteúdo disponibilizado em O Especialista possui caráter meramente informativo e educacional, não constituindo oferta, solicitação, recomendação ou aconselhamento de investimento. Antes de investir, verifique seu perfil de investidor, os riscos envolvidos e consulte os documentos dos produtos.
Leia também