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Principais recados do Copom sobre os rumos da taxa Selic

Comitê de Política Monetária do Banco Central alerta sobre riscos diante da guerra no Oriente Médio e fala em serenidade e cautela no rumo da taxa básica de juros

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Recados do Copom

Copom reforça que os próximos passos dependerão de novos dados, especialmente sobre os desdobramentos dos conflitos geopolíticos e seus efeitos inflacionários | Foto: Getty Images

Confira os principais recados do comunicado do Comitê de Política Monetária do Banco Central (Copom) sobre o corte da taxa básica de juros (taxa Selic). Nesta superquarta, o Copom anunciou a redução da Selic de 15% para 14,75% ao ano.

  • Ambiente externo mais adverso e incerto
    O Copom destaca o aumento da incerteza global, sobretudo devido aos conflitos geopolíticos no Oriente Médio, com impactos sobre mercados financeiros, volatilidade de ativos e preços de commodities, exigindo cautela dos países emergentes.
  • Atividade doméstica em desaceleração gradual
    A economia brasileira mostra moderação no crescimento, como esperado, enquanto o mercado de trabalho segue resiliente. A inflação corrente e os núcleos arrefeceram, mas ainda permanecem acima da meta.
  • Expectativas de inflação seguem desancoradas
    As expectativas do Focus para 2026 (4,1%) e 2027 (3,8%) continuam acima da meta. A projeção do Copom para o 3º trimestre de 2027 é de 3,3%, ainda distante do centro da meta no horizonte relevante.
  • Balanço de riscos inflacionários piorou
    Os riscos, já elevados, se intensificaram com os conflitos no Oriente Médio.
    • Riscos de alta: desancoragem prolongada das expectativas, inflação de serviços mais persistente e efeitos inflacionários de políticas econômicas e de um câmbio mais depreciado.
    • Riscos de baixa: desaceleração mais forte da atividade doméstica ou global e queda nos preços das commodities.
  • Atenção à política fiscal e às condições internas
    O Comitê reforça que acompanha os efeitos da política fiscal sobre a política monetária e os ativos financeiros, em um contexto de expectativas desancoradas, inflação projetada elevada e pressões no mercado de trabalho.
  • Conflitos no Oriente Médio elevam a incerteza das projeções
    O Copom avalia os impactos de forma prospectiva, especialmente sobre cadeias globais e commodities. A incerteza aumentou significativamente devido à imprevisibilidade da duração e dos efeitos dos conflitos.
  • Início cauteloso da calibração da política monetária
    Após longo período com juros em nível contracionista, o Comitê entende que há evidências de transmissão da política monetária para a desaceleração da atividade, permitindo iniciar um ajuste gradual, com flexibilidade para mudanças conforme novas informações.
  • Decisão e sinalização
    O corte para 14,75% a.a. é considerado compatível com a convergência da inflação à meta no horizonte relevante, preservando a estabilidade de preços e contribuindo para suavizar o ciclo econômico e favorecer o pleno emprego.
  • Mensagem final: serenidade e cautela
    Diante da elevada incerteza, o Copom reforça que os próximos passos dependerão de novos dados, especialmente sobre os desdobramentos dos conflitos geopolíticos e seus efeitos inflacionários.

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