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Copasa e Equatorial concluem privatização e abrem novo ciclo de crescimento

Conclusão da privatização da Copasa marca nova fase da companhia, com a Equatorial como acionista de referência e expectativa de ganhos operacionais

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Copasa e Equatorial concluem privatização

Copasa inicia uma nova fase após a conclusão do processo de privatização | Foto: Divulgação

A privatização da Companhia de Saneamento de Minas Gerais, a Copasa (CSMG3), foi concluída em 11 de junho. Na data, o processo de bookbuilding foi finalizado e o follow-on precificado em R$ 49,03 por ação. O valor ficou alinhado à proposta apresentada pela Equatorial (EQTL3).

Com a operação, a Equatorial confirmou sua posição como acionista de referência. A companhia passou a deter 30% do capital da Copasa. O investimento totaliza aproximadamente R$ 5,6 bilhões. Dessa forma, encerra-se um processo acompanhado de perto pelo mercado.

Ganhos operacionais sustentam visão construtiva

Na avaliação dos especialistas do Safra, a privatização cria condições mais favoráveis para destravar valor na Copasa ao longo do tempo.

Em primeiro lugar, destaca-se o elevado potencial de redução de custos. Em algumas linhas, os ganhos podem chegar a até 60%.

Além disso, a expectativa é de queda da inadimplência, sobretudo quando comparada a outras utilities. Outro ponto relevante envolve a possível ampliação do escopo das concessões. Nesse caso, contratos hoje restritos ao fornecimento de água podem incluir serviços de esgoto.

Por fim, a nova estrutura societária tende a favorecer a melhora gradual da estrutura de capital. Considerando esses vetores, o Safra estima um preço de R$ 80 por ação para a Copasa em um cenário otimista.

Equatorial detalha fundamentos da operação

No mesmo dia da conclusão da oferta, a Equatorial realizou uma teleconferência com investidores. Na ocasião, a administração detalhou os principais fundamentos da transação. Entre eles, destacou a alavancagem atual da Copasa, de 2,4 vezes dívida líquida sobre Ebitda.

Segundo a companhia, não há restrições à distribuição de dividendos. Além disso, os ganhos de eficiência serão compartilhados de forma gradual até 2042. Outro ponto relevante é o WACC (custo médio ponderado de capital) pré-impostos, fixado em 13,7% por um período de quatro anos.

A Equatorial também ressaltou o reconhecimento anual de investimentos. Há, ainda, um potencial adicional de R$ 3,3 bilhões na Base de Ativos Regulatória.

Estrutura de financiamento reduz percepção de risco

O financiamento da aquisição deve ocorrer por meio de uma combinação de instrumentos. Entre eles, estão dívida no nível da holding e dividendos de subsidiárias. Eventualmente, a companhia pode emitir ações preferenciais para financiar ativos de transmissão e distribuição.

De acordo com a Equatorial, a alavancagem deve aumentar cerca de 0,3 vez. Com isso, a dívida líquida sobre Ebitda alcançaria 3,4 vezes. Ainda assim, não há previsão de aumento de capital, o que tende a ser bem recebido pelo mercado.

As estimativas da companhia diferem das projeções do Safra. Isso ocorre porque a Equatorial não considera outras obrigações em seu cálculo. No modelo do Safra, são incluídos compromissos de capex e ajustes relacionados ao IFRS (padrão internacional de contabilidade).

Impactos para Equatorial e perspectiva de retorno

Mesmo com as diferenças metodológicas, a expectativa de ausência de equity adicional reduz a percepção de risco da transação. Como resultado, o movimento tende a fortalecer a confiança dos investidores.

Para a Equatorial, o Safra estima uma taxa interna de retorno inicial entre 11% e 13%. A projeção considera os cenários base e otimista, tornando o investimento financeiramente atrativo.

Nova fase para Copasa e expansão estratégica

Na visão do Safra, a conclusão da privatização representa um avanço estrutural relevante. Para a Copasa, inicia-se uma nova fase, com maior disciplina financeira e foco em eficiência operacional.

Ao mesmo tempo, a Equatorial amplia sua atuação no segmento de saneamento. O movimento ocorre em um estado com elevado potencial de crescimento. Por isso, a confirmação da Equatorial como investidor de referência reforça a confiança no cenário otimista para a Copasa.

Esse entendimento ganha força diante do histórico consistente da Equatorial em processos de turnaround e geração de valor no setor de utilities.

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