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Pix fica mais seguro e movimenta valor recorde de R$ 166 bilhões em um dia

Banco Central cria regra que facilita a devolução de transferências indevidas de forma a dificultar a ação de golpistas usando o Pix

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Pix

O Pix completou cinco anos em novembro como o principal meio de pagamento do Brasil | Foto: Agência Brasil

O Pix, sistema de pagamento utilizado por mais de 90% dos brasileiros, ganhou um mecanismo para tornar as operações mais seguras. O Banco Central criou uma regra que facilita a devolução de transferências indevidas de forma a dificultar a ação de golpistas.

O volume de operações feitas pelo Pix no Brasil atingiu um novo recorde no último dia útil de novembro, registrando 297,4 milhões de transações em um único dia. O valor total movimentado também foi o maior já registrado, somando R$ 166,2 bilhões no dia 28 de novembro (Black Friday).

Pix fica mais seguro com o Mecanismo Especial de Devolução

O Mecanismo Especial de Devolução (MED) permite rastrear o dinheiro caso outras transferências sejam feitas para mascarar a origem do valor.

Por enquanto, o serviço é opcional aos bancos e instituições de pagamento. A partir de 2 de fevereiro de 2026, vai se tornar obrigatório para todos.

Com a nova regra em vigor, será possível fazer a devolução do dinheiro a partir de outras contas, e não apenas daquela utilizada na fraude.

As informações serão compartilhadas com os participantes envolvidos nas transações e permitirão a devolução de recursos em até 11 dias após a contestação, de acordo com o Banco Central.

Antes, a devolução dos recursos era feita apenas a partir da conta originalmente utilizada na fraude. O problema é que os fraudadores, em geral, retiram rapidamente os recursos da conta que recebeu o dinheiro e os transferem para outras.

Dessa forma, quando o cliente fazia a reclamação e pedia a devolução, em geral a conta já estava esvaziada.

Criado em 2021, o Mecanismo Especial de Devolução só pode ser usado em caso comprovado de fraudes ou de erros operacionais da instituição financeira.

A ferramenta não pode ser usada para desacordos comerciais, casos entre terceiros de boa-fé e envio de Pix para a pessoa errada por erro do próprio usuário pagador (como erro de digitação de uma chave).

Pix completa cinco anos com mais de 170 milhões de usuários

O Pix completou cinco anos em novembro como o principal meio de pagamento do Brasil. Lançado pelo Banco Central em novembro de 2020, o meio de pagamentos digital movimentou R$ 26,4 trilhões em 2024. Isso equivale a quase duas vezes o produto interno bruto (PIB) do Brasil em 2024. Em 2025, foram R$ 28 trilhões em transações via Pix até outubro.

O Pix foi criado primeiramente para facilitar transações entre pessoas com transferências instantâneas. Com o tempo novas funcionalidades foram adicionadas. O Pix, cobrança, que faz o papel do boleto, e o Pix automático, que equivale ao débito automático, são alguns dos exemplos. Dados recentes mostram que 170 milhões de adultos e mais de 20 milhões de empresas usam o Pix (Com informações da Agência Brasil)

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