Petróleo fica estável após intervenção dos Estados Unidos na Venezuela
Ativos defensivos, como ouro e dólar, se valorizam em resposta à intervenção dos EUA na Venezuela; petróleo fica estável
05/01/2026 3 minutos
O petróleo negocia próximo da estabilidade e o minério de ferro sobe após ataque dos Estados Unidos à Venezuela | Foto: Getty Images
As bolsas na Europa e futuros nos EUA negociam em alta puxadas pelo otimismo com as empresas de Inteligência Artificial e na expectativa de coletiva do CEO da Nvidia, agendada para hoje. Ativos defensivos, como ouro e dólar, se valorizam em resposta à intervenção dos EUA na Venezuela. A nova líder da Venezuela adota com conciliador com os EUA após protesto inicial. O petróleo negocia próximo da estabilidade e o minério de ferro sobe.
Do lado doméstico, o destaque da agenda fica para a Pesquisa Focus. O BC fará rolagem de contratos de swaps que vencem no início de fevereiro.
Ibovespa encerra primeira semana do ano em queda de 0,22%
Na semana passada, o Ibovespa registrou queda de -0,22% (-1,93% em US$) ante +2,30% das bolsas emergentes, +1,81% na Europa e -1,03% do S&P 500. Em uma semana mais curta e de menor volume de negociação devido ao feriado de Ano Novo – com exceção dos Estados Unidos –, os mercados acionários internacionais apresentaram desempenho positivo, impulsionados pelo renovado otimismo em torno da inteligência artificial, reforçado pela estreia da Biren em Hong Kong e pelo pedido confidencial de IPO da unidade de chips da Baidu.
Nos EUA, a Tesla se destacou entre as maiores quedas após anunciar retração de 15,6% nas entregas de veículos no terceiro trimestre de 2025, acima do esperado pelo mercado, abrindo espaço para que a chinesa BYD superasse a montadora americana em vendas pela primeira vez, beneficiada pelo rápido crescimento na Europa.
Entre as commodities, o petróleo encerrou a semana estável, cotado a US$ 60,3/barril, apoiado por negociações sobre o possível fim da guerra na Ucrânia e pela sinalização da China de estímulos ao crescimento.
Já o minério de ferro recuou 1,16%, fechando a USD 105,7/t. No mercado brasileiro, os frigoríficos lideraram as quedas em resposta à nova política de importação de carne bovina da China, que passa a adotar tarifas de 55% e cotas anuais de 1,1 milhão de toneladas sobre carnes brasileiras.
No campo positivo, as ações do Grupo Pão de Açúcar estiveram entre as maiores altas da semana após a Bonsucex Holding e Silvio Tini elevarem sua participação para 10,31% no capital da companhia.
Além disso, após um desempenho fraco nos últimos 12 meses, o setor de petróleo iniciou 2026 entre os destaques positivos.
▪ A estimativa de lucro por ação (LPA) do Ibovespa para 2026 subiu para 17.846 pontos na última semana, patamar abaixo da
estimativa atualizada do Banco Safra de 18.278 pontos.
▪ Os especialistas do banco Safra enxergam os maiores descontos de valuation em Varejo, Educação e Saúde.
▪ O short na bolsa caiu -0,1% para BRL 159,9 bi na última semana. As maiores quedas nas posições alugadas foram em CPLE, ISAE e AZUL.
▪ Os especialistas do Banco Safra destacam as carteiras recomendadas para janeiro: TOP 10 ações, Carteira Top 10 BDRs e Carteira Dividendos.
Perspectivas para os mercados globais
Mercados globais operaram de forma mista em uma semana de liquidez reduzida pelos feriados de fim de ano, com as bolsas americanas e europeias sustentando leves altas diante de expectativas de “pouso suave” e recuperação gradual da economia alemã projetada pelo Bundesbank para 2026.
Nos EUA, os índices fecharam próximos à estabilidade, enquanto os Treasuries de 10 anos oscilaram para cima, tocando 4,14%.
No Brasil, o Ibovespa encerrou a semana praticamente estável, mas o pregão de sexta-feira (2) foi marcado por aversão ao risco advinda de tensões comerciais. Na contramão, o câmbio e a curva de juros trouxeram alívio. O dólar registrou forte correção após o fluxo de saída de fim de ano e encerrou a semana em queda expressiva a BRL 5,42/USD, e o DI jan/31 fechou 11,5 bps.
Agenda da semana
Para esta semana, a agenda econômica ganha tração com a divulgação de dados de atividade global. Nos EUA, as atenções estarão voltadas para o ISM de manufatura na segunda-feira (5), a minuta da reunião do FOMC e dados de emprego ADP na quarta-feira (7) e divulgação do relatório oficial de emprego (Payroll) na sexta-feira (9), decisivo para as apostas de juros do Fed.
Na Zona do Euro, investidores monitoram dados de vendas no varejo e desemprego ao longo da semana. Por fim, no Brasil, a semana começa com o Boletim Focus (5) e encerra com indicadores de peso na sexta-feira (9): Pesquisa Mensal de Comércio (varejo) e dados de inflação oficial (IPCA), essenciais para calibrar as expectativas para a próxima reunião do Copom.
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