Petrobras bate recordes de produção e refino, com impulso do pré-sal
Companhia alcança máxima histórica de produção própria de 3,34 milhões de barris de óleo equivalente por dia e bate recorde de utilização das refinarias, fortalecendo exportações e reduzindo importações
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Plataforma P-79, no campo de Búzios, iniciou operação com três meses de antecedência em relação ao previsto no plano de negócios da Petrobras e contribuiu para os recordes de produção registrados no segundo trimestre de 2026 | Foto: Divulgação
A Petrobras (PETR4) encerrou o segundo trimestre de 2026 com uma série de recordes operacionais, consolidando o avanço de sua produção de petróleo e gás e a elevada utilização de seu parque de refino. Na avaliação dos especialistas do Banco Safra, “o desempenho operacional da companhia foi impulsionado pelo aumento da produção de petróleo e gás, pela forte utilização das refinarias e por um ambiente favorável de preços do petróleo no mercado internacional”.
Ainda segundo o Safra, “o principal motor desse desempenho foi o aumento da produção no pré-sal, que avançou 5% na comparação trimestral. O resultado reflete ganhos de eficiência operacional, menor impacto de paradas para manutenção e o avanço da produção em novas plataformas”.
A estatal informou que sua produção própria de óleo, líquidos de gás natural (LGN) e gás natural atingiu 3,34 milhões de barris de óleo equivalente por dia (boed) no período, alta de 3,4% em relação ao primeiro trimestre e de 14,1% na comparação anual. O resultado representa um novo recorde para a companhia.
Além disso, a produção total operada alcançou 4,87 milhões de boed, enquanto a produção própria no pré-sal chegou a 2,78 milhões de boed, ambos também em níveis históricos.
Pré-sal lidera expansão da produção
O crescimento da produção foi sustentado principalmente pelos ativos do pré-sal da Bacia de Santos. A produção de óleo nessa província atingiu 2,299 milhões de barris por dia, avanço de 5% frente ao trimestre anterior.
Entre os fatores que contribuíram para o resultado estão o aumento da eficiência operacional, o avanço do ramp-up dos FPSOs Maria Quitéria, Alexandre de Gusmão e P-78, além do início da produção da plataforma P-79, no campo de Búzios. A redução das perdas decorrentes de paradas para manutenção também favoreceu o desempenho.
Durante o trimestre, a Petrobras colocou em operação dez novos poços produtores, sendo seis na Bacia de Santos e quatro na Bacia de Campos.
Búzios amplia liderança entre os grandes campos produtores
O campo de Búzios voltou a concentrar alguns dos principais marcos operacionais da companhia. Em junho, as plataformas instaladas no ativo atingiram produção média diária de 1,1 milhão de barris de petróleo e, apenas três dias depois, superaram a marca de 1,2 milhão de barris por dia.
Pela primeira vez, o campo também registrou produção média mensal superior a 1 milhão de barris por dia. Segundo a Petrobras, o resultado foi alcançado apenas 8,2 anos após o início da produção comercial dos sistemas definitivos do campo, desempenho superior ao registrado anteriormente pelo complexo de Tupi.
A entrada da P-79 contribuiu para esse avanço. A unidade começou a operar em 1º de maio, três meses antes do cronograma previsto no Plano de Negócios 2026-2030. Com capacidade para produzir 180 mil barris de petróleo por dia e comprimir 7,2 milhões de metros cúbicos de gás diariamente, a plataforma elevou a capacidade instalada de Búzios para aproximadamente 1,33 milhão de barris por dia.
Outro destaque foi o FPSO Almirante Tamandaré, que registrou produção média mensal de 253 mil barris por dia em junho, mantendo-se como a plataforma de maior produção do país.
Refinarias operam em nível histórico
No segmento de Refino, Transporte e Comercialização, a Petrobras registrou o maior fator de utilização de refinarias de sua história. O índice atingiu 101,2% no segundo trimestre, superando o recorde anterior de 101,1%, registrado em 2014.
Nos meses de abril e maio, o parque de refino operou com utilização média de 102,5%, o maior patamar mensal já registrado pela companhia.
A produção total de derivados alcançou 1,918 milhão de barris por dia, crescimento de 5,6% em relação ao trimestre anterior e de 10,9% na comparação anual. O desempenho foi impulsionado principalmente pela produção de diesel e querosene de aviação (QAV).
A Petrobras estabeleceu novos recordes trimestrais para o diesel S10, com produção de 509 mil barris por dia, e para o QAV, que atingiu 109 mil barris por dia.
Exportações avançam e importações recuam
O aumento da produção também fortaleceu a posição exportadora da companhia. As exportações de petróleo alcançaram 996 mil barris por dia no trimestre, alta de 12,2% frente ao primeiro trimestre e de 44,3% na comparação anual.
Ao mesmo tempo, as importações totais recuaram 41,8% em relação aos três primeiros meses do ano, para 156 mil barris por dia. As compras externas de petróleo caíram 43,3%, enquanto as importações de diesel recuaram 63,3%.
Como resultado, as exportações líquidas chegaram a 1,075 milhão de barris por dia, avanço de 26,2% na comparação trimestral.
A China permaneceu como principal destino das exportações de petróleo da Petrobras, respondendo por 35% do total embarcado, seguida por Índia (22%), Europa (18%) e demais países asiáticos (14%).
Eficiência operacional sustenta crescimento
A Petrobras destacou que os ganhos de eficiência operacional tiveram papel central nos resultados. Segundo a companhia, a melhoria dos indicadores permitiu adicionar cerca de 70 mil barris por dia à produção em relação ao mesmo período de 2025, volume equivalente à capacidade produtiva do FPSO Anna Nery, no campo de Marlim.
Além do avanço operacional, a estatal também reportou iniciativas ligadas à transição energética, incluindo testes para ampliação da produção de combustíveis sustentáveis, certificação de SAF (combustível sustentável de aviação) e novos investimentos em diesel renovável e matérias-primas de menor intensidade de carbono.
Com a combinação de maior produção no pré-sal, utilização recorde das refinarias e redução da dependência de importações, a Petrobras encerra o segundo trimestre de 2026 reforçando sua capacidade de geração operacional em um cenário internacional marcado por volatilidade geopolítica e preços favoráveis do petróleo.
Este material foi preparado e distribuído pelo Banco Safra S.A. O conteúdo disponibilizado em O Especialista possui caráter meramente informativo e educacional, não constituindo oferta, solicitação, recomendação ou aconselhamento de investimento. Antes de investir, verifique seu perfil de investidor, os riscos envolvidos e consulte os documentos dos produtos.
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