Petrobras (PETR4) vai pagar mais dividendos do que os acionistas esperavam
Remuneração aos acionistas da Petrobras (PETR4) supera estimativas e vai somar US$ 2,3 bilhões a serem pagos em fevereiro e março de 2026
07/11/2025 2 Minutos
A Petrobras reportou lucro líquido de US$ 6,0 bilhões, superando a estimativa do Safra de US$ 4,5 bilhões; no trimestre anterior, lucro foi de R$ 4,7 bilhões | Foto: Getty Images
A Petrobras (PETR4) apresentou resultados sólidos, com o EBITDA ajustado recorrente crescendo 17% t/t (+3% vs. estimativa do Banco Safra), impulsionado pelo bom desempenho dos segmentos de exploração, extração, transporte, armazenamento e refino (segmentos upstream e midstream), refletindo aumento na produção, nos preços do Brent e nas vendas de derivados, além de margens mais amplas.
Esses efeitos mais do que compensaram os números fracos do segmento de gás e energias de baixo carbono. A Petrobras reportou lucro líquido de US$ 6,0 bilhões (vs. estimativa do Safra de US$ 4,5 bilhões), ante R$ 4,7 bilhões no trimestre anterior, já que os resultados operacionais mais fortes foram parcialmente compensados por maiores despesas financeiras e tributos.
A petroleira reportou fluxo de caixa livre (FCF) de US$ 5,0 bilhões no 3T, alta de 44% t/t, impulsionado pela combinação de resultados operacionais mais fortes e aumento de 19% t/t no capex de caixa, para US$ 4,9 bilhões.
O FCF superou a previsão do Safra em 39%, principalmente devido a pagamentos de impostos menores do que o esperado.
Consequentemente, a remuneração aos acionistas também superou a estimativa do banco, com a companhia anunciando pagamento de US$ 2,3 bilhões versus projeção de US$ 1,6 bilhão e consenso de US$ 2,1 bilhões.
O EBITDA ajustado de E&P de US$ 11.023 milhões (em linha com nossa estimativa) cresceu 14% t/t, impulsionado
principalmente por maiores níveis de produção e preços do Brent.
Esses fatores foram parcialmente compensados por maiores taxas governamentais e aumento de 6% t/t no custo de extração, para US$ 6,3/bbl, refletindo custos mais altos no pré-sal, maiores despesas de integridade (incluindo intervenções intensificadas em poços de Tupi), expansão das inspeções submarinas em Búzios, Tupi e Sapinhoá, e maiores gastos com manutenção de plataformas — principalmente em Búzios, Atapu e Tupi.
A valorização do real e o aumento da participação de campos em águas profundas na produção consolidada também contribuíram para os custos mais altos.
O EBITDA ajustado de refino, transporte e comercialização atingiu US$ 1.410 milhões (+18% vs. estimativa), alta
de 30% t/t, resultando em margem de 6%.
Resultados refletem aumento de exportações e margens maiores
Esse resultado reflete maiores exportações de petróleo, margens mais amplas em diesel e querosene de aviação, e crescimento de 5% t/t nas vendas de derivados.
O custo unitário de refino permaneceu estável t/t em US$ 2,97/bbl, já que o maior processamento nas refinarias foi compensado pela valorização do real.
O EBITDA ajustado de gás e energias de baixo carbono, de US$ 181 milhões, caiu 23% t/t devido ao impacto de menores
preços médios de venda de gás, ajustes trimestrais atrelados ao Brent, efeitos cambiais e maior concorrência nas vendas diretas a consumidores livres.
Vale (VALE3) pagará dividendos em fevereiro e março de 2026
O conselho de administração da Petrobras aprovou pagamento de dividendos totalizando US$ 2,3 bilhões (vs. estimativa do Banco safra de US$ 1,6 bilhão) no trimestre.
Esse valor equivale a R$ 0,94/ação e um rendimento de 3,0%. O pagamento será feito em duas parcelas iguais em 20 de fevereiro e 20 de março, e as ações serão negociadas exdireitos a partir de 23 de dezembro.
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