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Para onde vai a economia do Brasil e do mundo em 2026

Crescimento do PIB do Brasil deve cair de 2,3% em 2025 para 1,6% em 2026, e a estabilidade no preço das commodities deve desacelerar a inflação para 3,7% em 2026

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Economia

Estabilidade no preço das commodities deve desacelerar a inflação de 4,4% ao ano este ano para 3,7% em 2026 | Foto: Getty Images

Segundo o time de macroeconomia do Banco Safra, a economia mundial deve desaquecer com moderaçãoem 2026, contribuindo para a desinflação no Brasil.

Nos EUA, apesar da expansão do investimento, sobretudo no setor tecnológico, o arrefecimento do consumo das famílias será acompanhado de estabilidade no mercado de trabalho e desaquecimento do lucro corporativo. Na China, observa-se tendência de retração do mercado imobiliário, prejudicando a riqueza das famílias e a demanda doméstica.

No Brasil, a demanda doméstica segue moderada sob o contracionismo monetário e o comprometimento da renda das famílias com o serviço da
dívida (29% no fim do 3T25).

O crescimento do PIB deve cair de 2,3% em 2025 para 1,6% em 2026. Isso, somado ao arrefecimento nos custos de produção e estabilidade no preço das commodities, deve desacelerar a inflação de 4,4% ao ano este ano para 3,7% em 2026.

Assim, a convergência para a meta permitirá o início do corte na Selic no primeiro trimestre de 2026. A taxa deve cair para 11,5%ao ano até
o final de 2026.

O déficit primário pode se limitar a 0,5% do PIB em 2026, mas, mesmo com o cumprimento da meta, a dívida pública deve sair de 79% do PIB para 84% do PIB em 2026.

O saldo comercial pode sair de um superávit de R$65 bilhões neste ano para R$71 bilhões em 2026 e a Conta Corrente continuará sendo financiada pelo investimento estrangeiro direto.

Setor Externo em novembro

O balanço de pagamentos apresentou déficit de US$4,9 bilhões em nov/2025, superior ao déficit de US$4,4 bilhões registrado em nov/2024. A balança comercial registrou superávit de US$5,1 bilhões, em razão das exportações de US$28,7 bilhões (+2,3% a/a), combinadas com as importações de US$23,6 bilhões (+7,1% a/a).

Já os investimentos diretos no país (IDP) totalizaram US$9,8 bilhões em novembro, contra US$5,7 bilhões no ano anterior. No acumulado de 12
meses, o IDP totaliza US$84,3 bilhões (3,76% do PIB), ante US$80,2 bilhões (3,62% do PIB) em outubro e US$71,9 bilhões (3,25% do PIB) em nov/2024.

Mercado secundário

Os spreads dos títulos IPCA+ da Enel SP abriram 61 bps na última quinzena, período em que a concessionária tem enfrentado intensos questionamentos sobre sua atuação na cidade de São Paulo e sobre a possibilidade de renovação do contrato de concessão, cujo término está
previsto para 2028.

Como base comparativa, os títulos IPCA do setor de distribuição de energia variaram +4,2 bps no mesmo período, com destaque para Equatorial (+3,8 bps), CPFL (+19,1 bps) e Energisa (estável), empresas dentre as cotadas para substituir a Enel.

A abertura dos spreads IPCA+ do setor TI e Telecom foram puxados pelos papéis de Giga+ Fibra, que variaram 162 bps na quinzena, após
rebaixamento de rating de brA+ para brA- pela S&P.

Já o setor de locação de veículos sofreu influência da abertura dos papéis de Vamos (+52,7 bps) e Movida (+31,4 bps) no período.

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