IA lidera as oportunidades de investimentos para 2027
Pesquisa com investidores que participaram da J. Safra Investment Conference aponta tecnologia global, renda fixa indexada à inflação e ações brasileiras como oportunidades para 2027
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Investidores mantêm interesse por tecnologia global e setores defensivos no Brasil, mas colocam a situação fiscal brasileira no centro dos riscos para 2027 | Foto: Divulgação
A tecnologia global foi apontada como a principal oportunidade de investimento até o fim de 2027, com 36,2% das indicações em pesquisa realizada pelo Safra durante a J. Safra Investment Conference 2026, dias 21 e 22 de setembro.
O levantamento mostra que 55,3% dos participantes apontaram o tema como o maior risco para os mercados no próximo ano. O resultado reforça a percepção de que a transformação promovida pela inteligência artificial seguirá como uma das principais forças de geração de valor nos mercados internacionais.
Entre os segmentos mais associados a esse movimento, as big techs lideram as apostas para capturar os ganhos da inteligência artificial, com 45,2% das respostas. Semicondutores ficaram em segundo lugar, com 23,4%, seguidos por energia, com 18,1%, e software, com 10,1%.
A preferência sugere interesse por toda a cadeia de inteligência artificial, desde infraestrutura computacional e energia até plataformas digitais e aplicações corporativas e cibersegurança.
A situação fiscal brasileira é o principal temor dos investidores para 2027. A preocupação com as contas públicas supera, com ampla margem, os riscos globais. A geopolítica ficou em segundo lugar, citada por 22,3% dos respondentes. Em seguida aparecem recessão global, com 11,7%, política monetária, com 5,9%, e guerra comercial, com 4,3%.
A predominância do risco fiscal ajuda a explicar o tom da pesquisa: os investidores preservam uma visão positiva para determinados ativos, mas adotam uma estratégia mais criteriosa na definição de exposição e risco.
J. Safra Investment Conference debate cenário para investimentos
Principal evento anual do Safra voltado a clientes e investidores, a J. Safra Investment Conference 2026 reuniu mais de 2 mil participantes no Hyatt Hotel, em São Paulo. Foram 25 painéis com 48 palestrantes entre empresários, executivos, gestores e especialistas para discutir as transformações da economia, os negócios e o cenário para investimentos no Brasil e no mundo.
Entre os convidados, autoridades como o ministro do Planejamento e Orçamento, Bruno Moretti, o diretor de Política Monetária do Banco Central, Nilton David, a presidente da Petrobras Magda Chambriard e o presidente do BNDES, Aloizio Mercadante. O evento contou com os convidados internacionais Nicholas Burns, embaixador dos Estados Unidos na China entre 2021 e 202, e Peter Lee, presidente da Microsoft AI Science.
Principais oportunidades de investimentos em 2027
| Classe de ativo ou tema | Participação dos respondentes |
| Tecnologia global | 36,2% |
| Renda fixa indexada à inflação | 21,8% |
| Ações brasileiras | 17,6% |
| Títulos prefixados | 13,3% |
| Bolsa norte-americana | 8,5% |
| Crédito privado | 2,7% |
Renda fixa e ações brasileiras completam o ranking
A renda fixa indexada à inflação aparece como a segunda maior oportunidade para 2027, citada por 21,8% dos participantes. A alternativa ganha relevância em um ambiente no qual a maior parte dos investidores espera inflação entre 4% e 5% e Selic em patamar de dois dígitos ao fim do próximo ano.
As ações brasileiras ocupam a terceira posição, com 17,6% das indicações. No mercado local, commodities e serviços financeiros lideram as preferências setoriais, com 33,5% e 32,4% das respostas, respectivamente.
A busca por esses segmentos reflete a valorização de empresas com geração de caixa, maior previsibilidade de resultados, exposição ao dólar e potencial de distribuição de dividendos. Utilidades básicas, consumo e varejo e construção e shoppings aparecem na sequência.
Setores apontados como maiores vencedores na era da intelligência artificial
| Setor ou segmento | Participação dos respondentes |
| Big techs | 45,2% |
| Semicondutores | 23,4% |
| Energia | 18,1% |
| Software | 10,1% |
| Outros | 3,2% |
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Bolsa brasileira mantém potencial, mas exige seletividade
A pesquisa mostra uma percepção construtiva para a bolsa brasileira, embora distante de uma tomada generalizada de risco. Cerca de 71,8% dos participantes projetam o Ibovespa entre 180 mil e 220 mil pontos ao fim de 2027. Outros 18,1% esperam o índice acima de 220 mil pontos.
A expectativa de fluxo estrangeiro também contribui para esse cenário. Para 44,1% dos respondentes, a bolsa deve receber recursos de investidores internacionais no segundo semestre de 2026 e em 2027. Outros 35,6% veem estabilidade.
Ainda assim, 56,9% pretendem manter a alocação em ações brasileiras e 63,3% devem preservar o nível de risco dos portfólios. A mensagem é clara: os investidores identificam oportunidades, mas privilegiam qualidade, diversificação e resiliência diante de um cenário macroeconômico ainda exigente.
Eleições têm leitura favorável, mas fiscal segue decisivo
As eleições de 2026 são vistas como um evento positivo para a bolsa brasileira por 47,9% dos participantes da pesquisa. Para outros 31,4%, o impacto tende a ser neutro. Apenas 20,7% esperam efeito negativo.
Mesmo com essa leitura mais favorável, o mercado mantém o foco na evolução das contas públicas. A trajetória fiscal deverá influenciar as expectativas para juros, inflação, câmbio e atividade econômica, além de determinar o espaço para uma valorização mais consistente dos ativos locais.
O cenário para 2027, portanto, combina oportunidades relevantes em tecnologia global, renda fixa indexada à inflação e setores defensivos da bolsa brasileira com uma cautela central: a capacidade do país de endereçar seus desafios fiscais.
Fonte: Safra, Pesquisa de Sentimento de Mercado realizada durante a J. Safra Investment Conference 2026, com 188 participantes. Conteúdo informativo e não constitui recomendação de investimento.
Principais riscos para o mercado em 2027
| Risco apontado | Participação dos respondentes |
| Situação fiscal brasileira | 55,3% |
| Geopolítica | 22,3% |
| Recessão global | 11,7% |
| Política monetária | 5,9% |
| Guerra comercial | 4,3% |
| Preço de commodities | 0,5% |
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A tecnologia global foi apontada como a principal oportunidade de investimento até o fim de 2027, com 36,2% das indicações na pesquisa realizada pelo Safra durante a J. Safra Investment Conference 2026. Entre os segmentos mais associados a esse movimento, as big techs lideram as apostas para capturar os ganhos da inteligência artificial, com 45,2% das respostas, seguidas por semicondutores (23,4%), energia (18,1%) e software (10,1%).
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Além da tecnologia global como oportunidade primária, a pesquisa identifica a renda fixa indexada à inflação como segunda maior oportunidade (21,8%) e as ações brasileiras como terceira (17,6%). No mercado local, commodities e serviços financeiros lideram as preferências setoriais. O cenário para 2027 combina oportunidades em tecnologia, renda fixa e setores defensivos, com cautela central na capacidade do país de endereçar seus desafios fiscais.
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A situação fiscal brasileira é o principal temor dos investidores para 2027, citada por 55,3% dos participantes da pesquisa. A preocupação com as contas públicas supera com ampla margem os riscos globais. Em seguida aparecem geopolítica (22,3%), recessão global (11,7%), política monetária (5,9%) e guerra comercial (4,3%). A trajetória fiscal deverá influenciar as expectativas para juros, inflação, câmbio e atividade econômica.
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A pesquisa mostra uma percepção construtiva para a bolsa brasileira, embora distante de uma tomada generalizada de risco. Cerca de 71,8% dos participantes projetam o Ibovespa entre 180 mil e 220 mil pontos ao fim de 2027, enquanto 18,1% esperam o índice acima de 220 mil pontos. Para 44,1% dos respondentes, a bolsa deve receber recursos de investidores internacionais no segundo semestre de 2026 e em 2027, com expectativa de estabilidade para outros 35,6%.
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Os investidores preservam uma visão positiva para determinados ativos, mas adotam uma estratégia mais criteriosa na definição de exposição e risco. Cerca de 56,9% pretendem manter a alocação em ações brasileiras e 63,3% devem preservar o nível de risco dos portfólios. A mensagem é clara: os investidores identificam oportunidades, mas privilegiam qualidade, diversificação e resiliência diante de um cenário macroeconômico ainda exigente.
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A transformação promovida pela inteligência artificial seguirá como uma das principais forças de geração de valor nos mercados internacionais. Os investidores mostram interesse por toda a cadeia de inteligência artificial, desde infraestrutura computacional e energia até plataformas digitais, aplicações corporativas e cibersegurança. Esse movimento reflete a percepção de que a IA continuará sendo um dos principais drivers de retorno nos mercados globais até 2027.
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As eleições de 2026 são vistas como um evento positivo para a bolsa brasileira por 47,9% dos participantes da pesquisa, enquanto 31,4% esperam impacto neutro e apenas 20,7% esperam efeito negativo. Mesmo com essa leitura mais favorável, o mercado mantém o foco na evolução das contas públicas, que deverá determinar o espaço para uma valorização mais consistente dos ativos locais.
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Segundo a pesquisa do Safra, a melhor oportunidade depende do perfil do investidor. Para aqueles com visão global, a tecnologia oferece o maior potencial de retorno. Para investidores mais conservadores, a renda fixa indexada à inflação (21,8%) é atrativa em um ambiente com expectativa de inflação entre 4% e 5% e Selic em patamar de dois dígitos. As ações brasileiras em setores defensivos como commodities e serviços financeiros também apresentam bom potencial com menor risco.
Este material foi preparado e distribuído pelo Banco Safra S.A. O conteúdo disponibilizado em O Especialista possui caráter meramente informativo e educacional, não constituindo oferta, solicitação, recomendação ou aconselhamento de investimento. Antes de investir, verifique seu perfil de investidor, os riscos envolvidos e consulte os documentos dos produtos.
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