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Oportunidades limitadas em varejo de alimentos e farmacêutico

Oportunidades no varejo: especialistas do Banco Safra indicam novos preços-alvo para ações do setor de alimentos e farmácias

3 minutos

O Safra acredita que o setor de bens de consumo continua oferecendo algumas oportunidades de crescimento interessantes | Foto: Getty Images

O Banco Safra introduziu novos preços-alvo e estimativas para as companhias de bens de consumo em 2025, e destaca as preferências para o restante do ano, após incorporar os resultados recentes das companhias e as novas premissas macroeconômicas.

O banco acredita que o setor de bens de consumo continua oferecendo algumas oportunidades de crescimento interessantes, com risco limitado relacionado a crises econômicas.

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Oportunidades no varejo: confira as preferências do Safra

(i) Hypera (HYPE3) – Compra reiterada (preço-alvo inalterado em R$ 25 por ação), pois o Safra vê a companhia sendo negociada a um P/L atrativo de 6x para 2026 vs. sua média histórica de 19x, já incorporando os riscos potenciais da reestruturação em curso, que vem avançando mais rapidamente do que o esperado; e

(ii) (Panvel (PNVL3)– Compra reiterada (PA R$12 por ação, de R$11,5) devido ao seu P/L atrativo de 10x em 2025 vs. sua média histórica de 15x, corroborada pelas perspectivas de crescimento da companhia (receita bruta: +12% a/a em 2025), juntamente com ganhos de lucratividade (EBITDA: +21% a/a).

Varejistas de alimentos

O Safra considera as novas premissas macroeconômicas levemente mais difíceis, bem como as consequentes implicações para a renda disponível e para os balanços das companhias (despesas financeiras), para manter a recomendação Neutra para ASAI (PA R$9 por ação, de R$8), pois vê a companhia sendo negociada a um P/L de 15x em 2025, o que representa um prêmio alto em relação à média do setor (excluindo RADL, 11x), com potencial de valorização limitado (9%). Para 2026, o Safra projeta um P/L de 8x, em linha com a média do GMAT (8x) e do setor (excluindo RADL, 7x). GMAT tem recomendação Neutra reiterada (PA R$8,5 por ação, de R$7,5), pois o Safra estima que a companhia será negociada a um P/L de 10x em 2025, com potencial de valorização limitado (14%). O Pão de Açúcar (PCAR) – tem recomendação de venda reiterada (PA R$3,8 por ação, de R$2,5), pois o Safra continua acreditando que a avaliação mais descontada da companhia é justa devido à diferença entre o seu retorno sobre capital investido (1%) e o do ASAI e GMAT (16% para ambos), além do potencial de valorização de 3% – embora reconheçamos as recentes melhoras operacionais e no balanço da companhia. Por fim, para CRFB, o banco reitera a recomendação Neutra, pois considera justo o preço de R$8,5 por ação (preço da oferta de fechamento).

Farmacêuticas

O Safra ainda considera o setor de farmácias resiliente, com boas perspectivas de crescimento corroboradas pelo bônus demográfico e pela maior adoção de hábitos saudáveis. Além disso, os dados recentes do Sindusfarma e os resultados do 4T24 reforçam a perspectiva positiva, especialmente para varejistas.

No entanto, o Safra ressalta que o ajuste nos preços de medicamentos autorizado pela CMED, que veio abaixo das expectativas, deve impactar negativamente o crescimento e as margens das vendas das mesmas lojas no curto prazo.

Quanto à HYPE, após incorporar os resultados do 4T24 e um ajuste mais rápido do que o esperado no capital de giro, vemos a companhia sendo negociada a um P/L de 6x para 2026, com um P/L implícito de 7x ao preço-alvo, o que representa um desconto de 63% em relação à sua média histórica de dois anos, resultando em um potencial de valorização de 26%.

Portanto, o Safra considera que a avaliação descontada atual mais do que incorpora os riscos potenciais para sua reestruturação. Portanto, o Safra mantpem a recomendação de
Compra para a HYPE3.

Em relação à BLAU, seus resultados recentes apontam para um cenário mais favorável para o mercado de imunoglobulinas, o que leva o Safra a revisar para cima as estimativas para o lucro líquido.

No entanto, o banco mantém uma postura conservadora em relação às margens de longo prazo e, portanto, reafirma a recomendação Neutra. Por fim, o Safra mantém a recomendação Neutra para RADL (PA R$24,5 por ação, de R$23,5), pois vê a companhia sendo negociada a um prêmio alto de 35x em comparação com o P/L médio de 11x do setor em 2025 e devido à revisão para baixo nos lucros (as estimativas do Safra estão 13% abaixo do consenso da Bloomberg).

O Safra mantém a recomendação de Compra também para PGMN (PA R$4,5 por ação, inalterado) devido ao seu considerável potencial de valorização, às boas perspectivas de crescimento da receita e aos ganhos de margem, que devem continuar dando suporte à desalavancagem da companhia e ao crescimento do LPA.

Riscos: (i) cenário macroeconômico; (ii) execução (integração de fusões e aquisições, expansão da presença geográfica, reestruturação, desenvolvimento de produtos (BLAU e HYPE); e (iii) concorrência.

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