Carregar no pulso e mais recentemente no dedo um dispositivo vestível (wearable) capaz de monitorar frequência cardíaca, pulsação, sono, níveis de oxigênio no sangue, passos dados, gasto calórico, estresse e vários outros indicadores, dependendo do modelo, é uma boa maneira de investir no autocuidado de saúde e bem-estar, acompanhar a evolução rumo a metas estabelecidas, identificar quais mudanças de hábitos e comportamentos contribuirão para controlar pontos de fragilidade ou melhorar a performance esportiva, por exemplo.
Os modelos se multiplicam, assim como o número de usuários de smartwatches e smart rings. A primeira dúvida costuma ser como escolher entre um tipo e outro. Algumas diferenças básicas devem ser consideradas. Os smartwatches, além dos recursos associados à saúde e a facilidade de visualizar os dados gerados diretamente na tela do dispositivo, acumulam outras funcionalidades, como exibição de alertas de chamadas, mensagens e aplicativos (como e-mails e redes sociais).
Os smart rings captam apenas dados de saúde, os quais são enviados para aplicativos específicos para serem visualizados no smartphone. Segundo alguns, teriam maior precisão, já que os sensores ficam em contato direto com a pele do dedo. Outros aspectos têm de ser levados em conta. Por exemplo, se monitoramento do sono é algo relevante, pode ser mais confortável dormir com um anel inteligente do que com a pulseira e o dispositivo mais robusto de um smartwatch.
Nenhuma dessas opções é melhor que a outra. Tudo depende do uso que se pretende fazer. No entanto, reduzir essas tecnologias a um acessório de moda ou símbolo de status é desperdício. Por isso, antes de investir em um desses dispositivos, é importante se perguntar: quais os meus objetivos de saúde e bem-estar? Reduzir o sedentarismo, perder peso, monitorar o sono, melhorar o condicionamento físico, controlar o estresse… A lista pode incluir diferentes aspectos e, depois que você tiver a resposta, daí, sim, pense na alternativa que parece mais confortável e adequada ao seu gosto estético e perfil de atividades.
Essas tecnologias abrem uma oportunidade imensa de observar aspectos do nosso organismo, antes só possíveis com alguns exames laboratoriais ou de imagem. Mas relógios e pulseiras inteligentes não são capazes de cuidar da nossa saúde. Quem cuida somos nós. Tecnologia, por mais avançada que seja, é meio, não é fim.
O verdadeiro valor desses dispositivos está em usar os dados que eles nos fornecem para perceber padrões, identificar fragilidades, corrigir hábitos e apoiar escolhas mais saudáveis. Smart rings e smartwatches só fazem sentido quando transformamos suas informações em autocuidado e seus dados em saúde e bem-estar reais.
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