Estudo do Instituto Brasileiro de Executivos de Varejo & Mercado de Consumo (IBEVAR) em parceria com a FIA Business School mostra que a folia não reduz o consumo agregado, mas redistribui gastos, impulsiona turismo e pressiona a saúde financeira das famílias
Muito além da festa, o Carnaval exerce um papel estrutural no calendário econômico brasileiro. De acordo com um estudo inédito do IBEVARl, o evento provoca uma reorganização significativa do consumo, transferindo renda do varejo de bens para o setor de serviços e turismo. O efeito líquido, no entanto, é positivo: o volume de negócios do varejo deve crescer 4,9% em 2026 em relação a 2025.
A análise, que abrange o período de 2020 a 2025, mostra que o Carnaval atua principalmente como um mecanismo de realocação de gastos, e não como um fator de destruição do consumo.
Estudo mostra efeito do Carnaval no consumo
Enquanto segmentos ligados ao lazer e ao consumo imediato registram forte expansão, o varejo de bens duráveis e semiduráveis sofre retração relevante durante o período carnavalesco.
O estudo avalia também os efeitos do Carnaval sobre o comportamento financeiro das famílias. A análise do período 2020-25 para duas modalidades: cartão rotativo e parcelado indica claramente aumento da inadimplência após o Carnaval.
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