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Oncoclíncas renova conselho e busca novo CEO

Oncoclínicas confirmou a contratação de uma consultoria para avaliar e selecionar potenciais candidatos à posição de CEO

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Oncoclínicas

Oncoclínicas enfrenta cenário restritivo do ponto de vista financeiro, após eventos relacionados a Unimed Ferj e à liquidação do Banco Master | Foto: Getty Images

A Oncoclínicas (ONCO3) continua executando as ações de reorganização operacional, financeira e de governança, iniciada após a conclusão do aumento de capital e a entrada de novos acionistas em novembro de 2025.

Nesse contexto, a companhia promoveu recentemente a renovação do Conselho de Administração e iniciou a avaliação de um eventual processo de sucessão do CEO, por meio da contratação de consultoria especializada.

Esses movimentos se inserem nos esforços de ajuste da estrutura de governança e de fortalecimento da execução estratégica da companhia, que segue com cenário de cautela.

Apesar de sinais pontuais de estabilização operacional, o ambiente financeiro segue mais restritivo, com margens ressionadas por eventos relacionados à Unimed Ferj e à liquidação do Banco Master, instituição na qual a companhia mantinha parcela relevante de suas reservas financeiras.

Esses fatores continuam limitando a flexibilidade financeira e reforçam a necessidade de disciplina na gestão de caixa e execução do plano de turnaround.

Estrutura acionária da Oncoclínicas após o aumento de capital

Josephina III (18,31%), Latache (14,62%), BRB (8,68%), Lumen Fundo de Investimento (6,35%), Mak Capital (6,30%), Geribá Participações (5,90%), Bruno Ferrari (5,01%), Tesouraria (1,30%) e free-float (33,52%).

O que há de novo?

Em 7 de janeiro, os acionistas elegeram em Assembleia Geral Extraordinária (AGE) o novo Conselho de Administração da Oncoclínicas. A AGE, convocada pela Latache após a conclusão do aumento de capital, definiu sete membros, sendo cinco indicados pela Latache (com apoio de outros acionistas de referência) e dois eleitos pelo Goldman Sachs, maior acionista individual.

Permaneceram no conselho Bruno Ferrari, Marcelo Gasparini e Marcel Vieira, com a entrada de quatro novos membros. A renovação do Conselho se insere no processo de reorganização societária e de governança após o aumento de capital e a entrada de novos investidores.

Possível processo de sucessão do diretor presidente

Após notícias acerca de mudanças no comando da Oncoclínicas, em 9 de janeiro, a companhia confirmou a contratação de uma consultoria para avaliar e selecionar potenciais candidatos à posição de CEO.

Até o momento, não há definição de nome nem deliberação do Conselho sobre eventual substituição.

Segundo notícias veiculadas, a Oncoclínicas vem buscando nomes com histórico de atuação no setor de Saúde e com experiência em processos de reestruturação de companhias.

O processo sinaliza a continuidade do redesenho da governança dentro do plano de reorganização operacional iniciado pela companhia em 2025.

A eventual nomeação de um executivo com histórico sólido no setor pode reduzir incertezas e ancorar a trajetória operacional, segundo a avaliação do Banco Safra. Por outro lado, a companhia passa por um cenário restritivo do ponto de
vista financeiro, com margens pressionadas pelos eventos relacionados a Unimed Ferj e à liquidação do Banco Master.

Mercado secundário: Na primeira quinzena de janeiro, os títulos da Oncoclínicas movimentaram aproximadamente
R$ 7 milhões no mercado secundário, representando uma contração relevante em relação ao volume observado no
mesmo período de 2024 (R$40 milhões).

O desempenho mais fraco ocorre após o forte aumento de liquidez observado no 4T25, período em que as negociações foram impulsionadas pelo processo de conversão, favorecido pela possibilidade de troca dos títulos por ações no contexto do aumento de capital.

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