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Nvidia avança na IA e indica preço-alvo potencial de US$ 300 por ação

Especialista Guilherme Bellizzi, do Banco Safra, detalha por que a Nvidia segue no centro do ciclo global de inteligência artificial e como o investidor brasileiro pode acessar a tese de investimentos via BDRs

2 minutos

Nvidia consolidou sua liderança em inteligência artificial ao combinar chips, networking, software e acesso privilegiado à cadeia global de semicondutores

Safra destaca fundamentos da Nvidia em nova tese de investimento

A Nvidia deixou de ser apenas uma fabricante de placas gráficas para se tornar uma das principais empresas globais de infraestrutura para inteligência artificial. O especialista Guilherme Bellizzi, analista de tecnologia da Safra Corretora, afirma que a companhia reúne vantagens competitivas que sustentam sua liderança em computação acelerada e embasam a recomendação de compra, com preço-alvo de US$ 300.

Segundo o analista, a tese de investimento está ancorada na capacidade da Nvidia de manter crescimento robusto mesmo após a forte valorização recente das ações.

O foco, diz Bellizzi, está menos no movimento de curto prazo do papel e mais na solidez estrutural do negócio em um mercado que segue expandindo os investimentos em infraestrutura para IA.

Os quatro pilares da liderança da Nvidia

De acordo com o Safra, a Nvidia combina quatro diferenciais competitivos centrais. O primeiro é a cadência anual de lançamento de novas gerações de GPUs, com ganhos relevantes de desempenho e redução de custo para operadores de data centers.

Hardware, rede, suprimentos e software

O segundo pilar é a arquitetura de networking, essencial para integrar milhares de chips em sistemas de alto desempenho voltados a cargas intensivas de inteligência artificial.

O terceiro diferencial está no acesso prioritário a insumos críticos da indústria de semicondutores, incluindo memória e capacidade de fabricação da TSMC, em um ambiente ainda marcado por restrições de oferta em segmentos estratégicos.

Já o quarto ponto é o ecossistema de software da companhia. A plataforma CUDA, destacou Bellizzi, reúne cerca de 8 milhões de desenvolvedores, o que amplia a barreira de entrada para concorrentes e reforça a posição da Nvidia como referência tecnológica no setor.

Geração de caixa e retorno ao acionista entram no radar

Outro ponto enfatizado pelo Safra é o perfil operacional da companhia. Por demandar relativamente pouco capital fixo para crescer, a Nvidia é vista como uma empresa com forte capacidade de geração de caixa.

Segundo o especialista do Safra, a Nvidia pode gerar cerca de US$ 1,7 trilhão em caixa operacional nos próximos cinco anos. Parte relevante desse montante, segundo a análise, poderá ser destinada ao acionista por meio de dividendos e recompra de ações, em volume equivalente a aproximadamente 20% do valor de mercado atual.

Como investir em Nvidia a partir do Brasil

Para o investidor brasileiro, uma das formas de acessar a tese é por meio de BDRs negociados na B3, que replicam o desempenho das ações listadas nos Estados Unidos.

Segundo Bellizzi, esse caminho permite exposição à companhia sem necessidade de abertura de conta no exterior, além de incorporar a variação cambial ao investimento.

O episódio reforça a leitura de que a Nvidia permanece como um dos ativos mais estratégicos do setor global de tecnologia, apoiada pela expansão da demanda por inteligência artificial, pela evolução de sua arquitetura proprietária e por um ecossistema difícil de replicar.

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