NVIDIA: a aposta direta na infraestrutura de IA
Com crescimento acelerado em data centers, lançamento da plataforma Vera Rubin e forte geração de caixa, a Nvidia (NVDA) segue entre as principais escolhas do Banco Safra no setor de tecnologi
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Plataforma Vera Rubin amplia a atuação da Nvidia (NVDA) em GPUs, CPUs, redes e sistemas integrados para data centers voltados ao treinamento e à inferência de modelos de inteligência artificial | Foto: Getty Images
A Nvidia (NVDA) é uma empresa multinacional americana de tecnologia, conhecida por criar e fabricar unidades de processamento gráfico (GPUs), conhecidas popularmente como placas de vídeo.
Fundada em 1993, a empresa hoje é uma das mais valiosas do mundo por ser a principal fornecedora dos chips avançados que movimentam a Inteligência Artificial (IA), além de atuar em mercados como jogos de videogame, data centers e carros autônomos.
A empresa ocupa uma posição estratégica no fornecimento de GPUs, redes e sistemas usados no treinamento e na inferência de modelos de inteligência artificial. A companhia também amplia sua atuação em CPUs, software e soluções completas para data centers.
No segundo trimestre do ano fiscal de 2027, a Nvidia (NVDA) registrou receita de US$ 96,2 bilhões, alta de 106% em relação ao mesmo período do ano anterior. O resultado superou em 4,6% o consenso do mercado. A divisão de Data Center respondeu por US$ 89 bilhões, crescimento anual de 117%, enquanto o lucro por ação ajustado chegou a US$ 2,22, 6,2% acima da projeção média dos analistas.
Para o terceiro trimestre fiscal, a companhia projetou receita de US$ 108 bilhões, com margem de variação de 2%. Embora a projeção esteja abaixo da estimativa do Banco Safra, ela supera o consenso do mercado e já considera o início da contribuição da nova plataforma Vera Rubin.
Segundo a administração da Nvidia (NVDA), a demanda dos clientes poderia sustentar crescimento próximo de 100% caso houvesse capacidade suficiente para atender aos pedidos. Na avaliação do Safra, o comentário indica que o principal limitador da companhia passou a ser a expansão da oferta, e não a procura por seus produtos.
Vera Rubin amplia o valor dos projetos
Sucessora da arquitetura Blackwell, a arquitetura Vera Rubin representa uma nova etapa na estratégia da Nvidia (NVDA). A plataforma combina GPUs, CPUs, componentes de rede e sistemas de armazenamento em uma arquitetura integrada para data centers.
As entregas começaram em agosto de 2026, e a solução já conta com pedidos de grandes provedores de nuvem, empresas especializadas em inteligência artificial e fabricantes de sistemas. A expectativa do Safra é que a Vera Rubin represente aproximadamente 20% da receita de Data Center no terceiro trimestre fiscal de 2027.
A arquitetura foi desenvolvida para elevar a capacidade de processamento dentro de limites mais restritos de energia, uma preocupação crescente entre os operadores de data centers. De acordo com a Nvidia (NVDA), a solução pode oferecer rendimento cerca de 30 vezes maior por megawatt e reduzir em aproximadamente 35% o custo por token em relação à geração GB300.
A plataforma também aumenta a receita potencial por gigawatt de capacidade instalada. Segundo as estimativas do Safra, esse valor pode passar de aproximadamente US$ 18 bilhões com a arquitetura Hopper para US$ 25 bilhões com a Blackwell e US$ 40 bilhões com a Vera Rubin.
A tese de investimento, portanto, não depende apenas do crescimento do volume de GPUs vendidas. A Nvidia (NVDA) busca capturar uma parcela maior de cada “fábrica de IA”, conceito que reúne processamento, redes, software e armazenamento.
Base de clientes se diversifica
Os grandes provedores de computação em nuvem continuam entre os principais compradores da Nvidia (NVDA), mas a demanda vem se espalhando para neoclouds, governos, empresas e companhias especializadas em inteligência artificial.
Segundo a administração, esses clientes poderão responder por aproximadamente metade da receita de Data Center no futuro. No segundo trimestre, a receita relacionada a empresas, governos e integradores de infraestrutura alcançou cerca de US$ 40 bilhões, alta de 138% em um ano.
A capacidade instalada dos neoclouds pode avançar de aproximadamente 3 gigawatts no fim de 2025 para 8 gigawatts até o fim de 2026. Para o Safra, essa diversificação favorece o modelo integrado da Nvidia (NVDA), pois muitos desses clientes não possuem capacidade própria para desenvolver semicondutores, redes e sistemas completos.
Em vez de comprar apenas aceleradores individuais, esses consumidores tendem a adquirir plataformas mais amplas. Esse movimento pode elevar o valor médio dos projetos e ampliar a participação da companhia em diferentes etapas da infraestrutura.
A expansão dos modelos de pesos abertos, utilizados por empresas, startups e governos, também pode estimular a demanda por infraestrutura própria. A projeção do Safra para o ano fiscal de 2028, contudo, não considera receitas de computação em data centers provenientes da China.
Margens sofrem pressão, mas caixa sustenta a tese
O principal ponto de atenção para a Nvidia (NVDA) está nas margens. A margem bruta foi de 75% no segundo trimestre, mas a companhia espera que o indicador recue para uma faixa entre 71% e 72% no quarto trimestre fiscal de 2027. Para o ano fiscal de 2028, a projeção é de estabilização entre 72% e 73%.
A pressão decorre principalmente da alta dos preços de memória, impulsionada pela corrida global para construir infraestrutura de inteligência artificial. A Nvidia (NVDA) ampliou antecipadamente seus contratos de fornecimento para sustentar o lançamento da Vera Rubin, o que elevou os custos.
A companhia pretende começar a implementar aumentos de preços dos sistemas a partir do primeiro trimestre fiscal de 2028. Na avaliação do Safra, o crescimento mais forte da receita deve compensar amplamente a redução das margens em termos absolutos de lucro.
A geração de caixa continua sendo um diferencial. No segundo trimestre, a Nvidia (NVDA) devolveu aproximadamente US$ 26 bilhões aos acionistas, sendo US$ 20 bilhões em recompras de ações e US$ 6 bilhões em dividendos. O fluxo de caixa livre trimestral foi de US$ 21,3 bilhões.
Com base em uma estimativa de crescimento de aproximadamente 70% da receita no ano fiscal de 2028, o Safra projeta faturamento próximo de US$ 720 bilhões e lucro por ação de US$ 16,60. O banco também estima fluxo de caixa livre entre US$ 360 bilhões e US$ 375 bilhões no período.
Safra mantém visão positiva para a Nvidia
Para o Banco Safra, mais importante do que o resultado passado será a projeção da Nvidia (NVDA) para o terceiro trimestre fiscal de 2027. O banco estima receita de US$ 112,1 bilhões, aproximadamente 7,7% acima do consenso, e lucro por ação ajustado de US$ 2,59, ante US$ 2,36 na média das estimativas.
A orientação da companhia deverá indicar a continuidade dos investimentos dos grandes provedores de nuvem, a força da demanda por GPUs diante do avanço dos ASICs e o ritmo de contribuição da Vera Rubin para as receitas.
Os resultados dos provedores de nuvem também começaram a apresentar sinais mais claros de retorno sobre os investimentos em inteligência artificial. A aceleração das receitas de nuvem, a expansão das margens e o crescimento dos contratos futuros sugerem que os gastos iniciais com infraestrutura começam a se converter em monetização.
Segundo o Safra, o backlog e o RPO combinados dos principais provedores de nuvem alcançariam aproximadamente US$ 1,7 trilhão. Essa dinâmica reduz o risco de que o ciclo de inteligência artificial seja apenas uma corrida por capacidade sem retorno econômico.
A visão positiva do Safra está baseada no crescimento dos data centers, na diversificação da base de clientes, na demanda por networking, na contribuição da Vera Rubin, no avanço do negócio de CPUs e na forte geração de fluxo de caixa.
Os principais riscos são uma desaceleração dos investimentos em inteligência artificial, maior participação de ASICs na inferência, pressão sobre os custos de memória, problemas de execução na transição tecnológica e preocupações relacionadas ao financiamento dos clientes.
Ainda assim, na avaliação do Safra, o desconto da Nvidia (NVDA) em relação ao mercado não reflete adequadamente o ritmo de crescimento da companhia e a expansão estrutural da demanda por infraestrutura de inteligência artificial. A ação permanece, assim, como uma aposta direta na expansão dos data centers, no aumento do conteúdo por projeto e na geração de caixa do ecossistema de IA.
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A Nvidia é uma empresa multinacional americana de tecnologia fundada em 1993, conhecida por fabricar unidades de processamento gráfico (GPUs) ou placas de vídeo. Atualmente, é uma das empresas mais valiosas do mundo e a principal fornecedora de chips avançados que movimentam a inteligência artificial, ocupando uma posição estratégica no fornecimento de GPUs, redes e sistemas usados no treinamento e inferência de modelos de IA. A empresa também atua em mercados como jogos de videogame, data centers e carros autônomos.
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No segundo trimestre do ano fiscal de 2027, a Nvidia registrou receita de US$ 96,2 bilhões, representando um crescimento de 106% em relação ao mesmo período do ano anterior, superando o consenso do mercado em 4,6%. A divisão de Data Center respondeu por US$ 89 bilhões, com crescimento anual de 117%, enquanto o lucro por ação ajustado chegou a US$ 2,22, 6,2% acima da projeção média dos analistas.
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A Vera Rubin é a sucessora da arquitetura Blackwell e representa uma nova etapa na estratégia da Nvidia. A plataforma combina GPUs, CPUs, componentes de rede e sistemas de armazenamento em uma arquitetura integrada para data centers, com entregas iniciadas em agosto de 2026. A solução oferece rendimento cerca de 30 vezes maior por megawatt e reduz aproximadamente 35% o custo por token em relação à geração anterior, sendo esperado que represente cerca de 20% da receita de Data Center no terceiro trimestre fiscal de 2027.
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Segundo as estimativas do Banco Safra, a receita potencial por gigawatt de capacidade instalada pode passar de aproximadamente US$ 18 bilhões com a arquitetura Hopper para US$ 25 bilhões com a Blackwell e US$ 40 bilhões com a Vera Rubin. Essa expansão ocorre porque a Nvidia busca capturar uma parcela maior de cada 'fábrica de IA', conceito que reúne processamento, redes, software e armazenamento, não dependendo apenas do crescimento do volume de GPUs vendidas.
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Os grandes provedores de computação em nuvem continuam sendo os principais compradores da Nvidia, mas a demanda vem se espalhando para neoclouds, governos, empresas e companhias especializadas em inteligência artificial. Segundo a administração, esses clientes poderão responder por aproximadamente metade da receita de Data Center no futuro. No segundo trimestre, a receita relacionada a empresas, governos e integradores de infraestrutura alcançou cerca de US$ 40 bilhões, com alta de 138% em um ano.
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A margem bruta foi de 75% no segundo trimestre, mas a companhia espera que o indicador recue para uma faixa entre 71% e 72% no quarto trimestre fiscal de 2027, com projeção de estabilização entre 72% e 73% para o ano fiscal de 2028. A pressão decorre principalmente da alta dos preços de memória, impulsionada pela corrida global para construir infraestrutura de inteligência artificial, além dos custos elevados pela antecipação de contratos de fornecimento para sustentar o lançamento da Vera Rubin.
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A geração de caixa continua sendo um diferencial da Nvidia. No segundo trimestre, a empresa devolveu aproximadamente US$ 26 bilhões aos acionistas, sendo US$ 20 bilhões em recompras de ações e US$ 6 bilhões em dividendos, com fluxo de caixa livre trimestral de US$ 21,3 bilhões. Com base em uma estimativa de crescimento de aproximadamente 70% da receita no ano fiscal de 2028, o Banco Safra projeta faturamento próximo de US$ 720 bilhões e fluxo de caixa livre entre US$ 360 bilhões e US$ 375 bilhões no período.
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Os principais riscos incluem desaceleração dos investimentos em inteligência artificial, maior participação de ASICs na inferência, pressão sobre os custos de memória, problemas de execução na transição tecnológica e preocupações relacionadas ao financiamento dos clientes. As oportunidades estão baseadas no crescimento dos data centers, na diversificação da base de clientes, na demanda por networking, na contribuição da Vera Rubin, no avanço do negócio de CPUs e na forte geração de fluxo de caixa do ecossistema de IA.
Este material foi preparado e distribuído pelo Banco Safra S.A. O conteúdo disponibilizado em O Especialista possui caráter meramente informativo e educacional, não constituindo oferta, solicitação, recomendação ou aconselhamento de investimento. Antes de investir, verifique seu perfil de investidor, os riscos envolvidos e consulte os documentos dos produtos.
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