Nobel de Economia defende energia renovável para inteligência artificial
Daron Acemoglu, professor do MIT e vencedor do Nobel de Economia de 2024, falou sobre o futuro da inteligência artificial no J.Safra Macro Day
30/03/2026 2 minutos
“A inteligência artificial vai deixar para trás muitas das economias emergentes, enquanto os EUA e China estão avançando muito”, afirma Daron Acemoglu | Foto: Divulgação
O Brasil tem grandes oportunidades de aumento da produtividade com a utilização da tecologia de inteligência artificial, segundo o Daron Acemoglu, professor do MIT e vencedor do Nobel de Economia de 2024. Ele destaca o potencial de oferta de energia, mas defende que o país precisa priorizar as energias renováveis.
“Vejo usos mais produtivos de IA para aqueles que trabalham com tecnologia, aumentando a capacidade humana de solução de problemas. Mas a IA é diferente de um humano, por isso é importante a combinação das duas coisas”, afirmou o especialista durante o J.Safra Macro Day.
Segundo ele, as empresas mais bem sucedidas são as que utilizam os recursos humanos de maneira mais produtiva. Ele citou o exemplo da Ford, que revolucionou a forma de produção de veículos. “Com a inteligência artificial, precisamos também de criatividade combinada a produtividade”, disse.
Corrida pela inteligência artificial
O economista afiou que nos EUA, a maioria das empresas está seguindo o caminho da automação, o que aumenta a produtividade. Mas observou que esse caminho não significará grande transformação, embora deva contribuir para um acréscimo de um quarto no potencial de crescimento do PIB ao longo de oito anos.
Na China, o maior problema atual é a falta de mão de obra. Por isso a IA tende a favorecer mais a China do que os EUA, ajudando a resolver o problema com aumento da produtividade, afirma Acemoglu.
“Os líderes de negócios precisam entender como aproveitar a tecnologia para serem mais criativos e produticos, e se preocupar menos em reduzir custos”, disse.
Falta colaboração internacional
“A inteligência artificial vai deixar para trás muitas das economias emergentes, enquanto os EUA e China estão avançando muito. Os países em desenvolvimento têm mão de obra abundante, e precisam estar na vanguarda, trabalhando em consórcio entre eles. Um país como o Brasil ou a Índia, se tiverem uma visão unificada, podem aproveitar melhor a tendência”, comentou.
Segundo ele, a corrida de IA entre EUA e China reduz espaço para a colaboração internacional: “É uma corrida perigosa, e a administração atual dos EUA exacerbou esse problema. O ideal seria uma maior colaboração internacional”, disse.
O debate sobre IA teve moderação de Mário Mello, VP de Marketing e Inovação do Banco Safra.
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