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Neoenergia controla custos e tem resultado melhor que o esperado

Resultados da Neoenergia foram bons na avaliação do Safra, graças a um bom controle de custos e dados melhores do que o esperado da unidade de renováveis

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Neoenergia

O Safra tem recomendação de Compra para Neoenergia, principalmente por motivos de valuation | Foto: Getty Images

O EBITDA da Neoenergia, de R$ 2,963 bilhões (-8,0% a/a), foi 11,5% acima da estimativa do Banco Safra. EBITDA ajustado
de R$ 2,485 bilhões (-5,1% a/a), que exclui a atualização financeira da RAB (-R$ 211 milhões) e as margens de construção dos
projetos de transmissão (-R$ 267 milhões), foi 6,0% acima da estimativa do Safra e 8,2% acima do consenso do mercado.

O lucro líquido divulgado foi de R$ 841 milhões (-45,6% no ano), 40% acima da estimativa do Safra e 42% acima do consenso. Os resultados regulatórios foram ligeiramente acima das estimativas do Safra, refletindo o bom controle de custos no braço de distribuição e melhores resultados da unidade de renováveis.

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Resultados da Neoenergia no terceiro trimestre de 2024

As receitas da Neoenergia foram impulsionadas por:

  • (i) desempenho total em volume da unidade Distribuição, que cresceu 6,2% ano-a-ano mas diminuiu 3,4% ano-a-ano no mercado cativo (6,2% abaixo de nossas estimativas) e
  • (ii) resultados fracos do Termopernambuco devido ao menor despacho térmico. Os custos gerenciáveis consolidados atingiram R$ 1,364 bilhão (+2,2% a/a vs. inflação de 4,4% dos últimos 12 meses), refletindo um bom controle de custos no braço da Distribuição.

As despesas operacionais do segmento de Distribuição atingiram R$998 milhões, com crescimento de 2,3% vs. inflação de 4,4% nos últimos 12 meses, já que as despesas com PMSO (pessoal, material, serviços e outros) ficaram 6,0% abaixo da estimativa do Safra.

As perdas consolidadas de energia diminuíram t/t (38bps), principalmente devido ao desempenho de Cosern, Elektro e Coelba (-53bps, – 42bps e -39bps respectivamente), enquanto a Celpe conseguiu reduzir suas perdas em 34bps em média, mas ainda estão acima dos níveis regulamentares de 15,29%.

A delinquência na Distribuição atingiu 1,25% das receitas consolidadas vs. 1,22% no 2T24, ligeiramente melhor do que a estimativa do Safra de 1,33%.

Como resultado, o EBITDA ajustado do ramo Distribuição atingiu R$ 2,63 milhões (ex VNR) e foi 4,5% acima da estimativa do Safra.

O EBITDA regulatório da Transmissão ficou em R$ 55 milhões (vs. R$ 53 milhões na estimativa do Safra). Na unidade de Renováveis, o EBITDA ajustado de R$ 412 milhões foi 15,3% acima da estimativa do banco.

Por fim, o EBITDA do braço Liberalizado de -R$36 milhões esteve em linha com a estimativa principalmente na geração de
Termopernambuco menor que a esperada.

Alavancagem aumentou o t/t para 3,43x dívida líquida/ EBITDA (vs. 3,27x no último trimestre). Por último, os resultados também beneficiaram de taxas efetivas mais baixas do que o esperado.

Avaliação do safra

No geral, os resultados das operações da Neoenergia foram bons na avaliação do Safra, beneficiando-se de um bom controle de custos e de resultados melhores do que o esperado da unidade de renováveis.

O Safra nota que os volumes no mercado cativo foram fracos, mostrando uma redução no ano, principalmente devido às condições difíceis do ano passado, que compensaram parcialmente o bom controle de custos.

Por fim, os benefícios do início antecipado da Thermopernambuco devem se refletir nos resultados do quarto trimestre da empresa, pois os termos desse contrato foram estabelecidos em outubro.

O Safra tem recomendação de Compra para Neoenergia, principalmente por motivos de valuation.

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