close

Abra sua conta

Museu da Língua Portuguesa renasce das cinzas na Estação da Luz

Destruído em um incêndio em 2015, espaço na Estação da Luz reabre ao público com agendamento e compra prévia de ingressos

3 minutos
Museu da Língua Portuguesa

Reforma após incêndio na Estação da Luz custou R$ 85 milhões | Foto: Getty Images

Após seis anos, o Museu da Língua Portuguesa será reaberto ao público a partir do próximo domingo, 1º, na cidade de São Paulo.

A reabertura acontece dentro dos protocolos de segurança para evitar a disseminação da covid-19, com a necessidade de agendamento prévio das visitas e restrição de público.

O museu abrirá sempre de terça-feira a domingo, das 9h às 18h. Aos sábados, a entrada é gratuita. Nos demais dias, os valores são de R$ 20 a inteira e R$ 10 para a meia entrada. A compra de ingressos podem ser vistas na página da instituição.

Reconstrução trouxe ao Museu da Língua Portuguesa novos espaços ao projeto original, assinado pelo arquiteto Paulo Mendes da Rocha | Foto: Rovena Rosa/Agência Brasil
Reconstrução trouxe ao Museu da Língua Portuguesa novos espaços ao projeto original, assinado pelo arquiteto Paulo Mendes da Rocha | Foto: Rovena Rosa/Agência Brasil

O Museu da Língua Portuguesa fica na Estação da Luz, um edifício do final do século 19 centro da capital paulista, e foi destruído por um incêndio em dezembro de 2015.

Foram investidos cerca de R$ 85 milhões nas obras de reconstrução por meio de apoiadores privados, além das esferas estadual e federal.

No sábado, 31, será feita uma cerimônia de abertura com autoridades de países falantes da língua portuguesa e ex-presidentes do Brasil.

Processo de reconstrução do Museu da Língua Portuguesa

As obras começaram em 2017 e foram divididas em três fases:

  • Restauro do interior e das fachadas;

  • Reconstrução da cobertura destruída no incêndio;

  • Intervenções de ampliação e melhoria.

Conteúdo do museu foi desenvolvido com a colaboração de linguistas, estudiosos e artistas | Foto: Governo do Estado de São Paulo
Conteúdo do museu foi desenvolvido com a colaboração de linguistas, estudiosos e artistas | Foto: Governo do Estado de São Paulo

A partir de 2019, foi realizada a implantação do conteúdo e das experiências, assim como a iluminação externa e a contratação da equipe.

A reconstrução trouxe novos espaços ao projeto original, assinado pelo arquiteto Paulo Mendes da Rocha (1928-2021).

Entre as novas intervenções está um terraço com vista para o Jardim da Luz e para a torre do relógio, símbolo da estação.

Também foi criado um centro de referência de estudos da língua portuguesa, para receber fóruns e permitir a aproximação de pesquisadores.

Conteúdo

Em quase dez anos de funcionamento – de março de 2006 a dezembro de 2015 -, o museu recebeu cerca de 4 milhões de visitantes e promoveu mais de 30 exposições temporárias.

Entre os homenageados com exposições estiveram escritores como Guimarães Rosa, Clarice Lispector, Machado de Assis e Fernando Pessoa, além do cantor e compositor Cazuza.

Após a reforma, o museu manteve o conceito de exposições imersivas e interativas, com conteúdo desenvolvido com a colaboração de linguistas, estudiosos e artistas do Brasil e outros países lusófonos.

Entre os nomes de destaque estão o músico José Miguel Wisnik, os escritores José Eduardo Agualusa, Mia Couto, Marcelino Freire e Antônio Risério, a slammer Roberta Estrela D’Alva e o documentarista Carlos Nader.

O Museu apresentará nesta nova fase experiências inéditas, como as novas instalações “Línguas do Mundo”, “Falares” e “Nós da Língua Portuguesa”.

No térreo, a edificação foi aberta à estação, com o objetivo de estreitar a comunicação entre o espaço cultural e o público.

As pessoas vão receber uma caneta especial para poderem interagir com os vídeos e jogos com tecnologia touch screen.

“A gente tem todo um restauro muito bonito desse edifício, com a ativação de novos espaços com ocupação de serviços de café e loja e também um saguão com uma programação cultural que faz o diálogo com esses diferentes públicos do entorno”, diz a diretora-executiva, Renata Motta. (Com Agência Brasil e AE)

Abra sua conta