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Mudança climática pode forçar deslocamento de 216 milhões de pessoas até 2050

Relatório do Banco Mundial alerta para migração interna em países da África Subsaariana, do Sul Asiático e da América Latina

2 minutos
Aérea de área alagada por furacão, alusiva à mudança climática

Em 2018, a previsão era de que 143 milhões de pessoas migrariam internamente em todo o mundo devido à mudança climática | Foto: Getty Images

A mudança climática pode forçar 216 milhões de pessoas a migrar dentro de seus próprios países até 2050.

O potencial cada vez mais potente da crise do clima sobre a migração foi apontado pelo relatório Groundswell, atualizado e publicado pelo Banco Mundial nesta segunda-feira, 13.

Em 2018, a previsão era de que 143 milhões de pessoas migrariam internamente no Sul Asiático, na América Latina e na África Subsaariana.

Agora, a região do Pacífico, Leste e Centro da Ásia, o Norte da África e a Europa Central foram incorporados ao estudo.

A escala de migração pode ser reduzida em até 80%, a 44 milhões de pessoas até 2050, desde que ações imediatas e certeiras sejam tomadas para reduzir as emissões de gases de efeito estufa (GEE), afirma o Banco Mundial.

Apoio ao desenvolvimento “verde, inclusivo e resiliente” também é necessário.

Segundo a publicação, pontos críticos de migração podem surgir já em 2030 e aumentar ao longo de duas décadas.

Até 2050, no pior dos cenários, a África Subsaariana lidaria com 86 milhões de migrantes internos por causa do clima.

O Leste e Pacífico Asiático, com 49 milhões; o Sul Asiático, com 40 milhões; o Norte da África, com 18 milhões; a América Latina, com 17 milhões; e a Europa Oriental e a Ásia Central, com 5 milhões.

A população mais pobre do mundo é a mais atingida pelas consequências da mudança climática e a que menos contribui para suas causas, relembra o vice-presidente de Desenvolvimento Sustentável do Banco Mundial, Juergen Voegele.

“O relatório Groundswell é um lembrete gritante do aspecto humano da mudança climática”, disse.

Ele ainda pontuou que, desde a versão anterior do estudo, o mundo foi impactado pela pandemia da covid-19 e reverteu um progresso de décadas na redução da pobreza.

Além disso, a década mais quente já registrada acaba de ser vivenciada, com eventos de clima extremo ao redor do globo. (AE)

Este material foi preparado e distribuído pelo Banco Safra S.A. O conteúdo disponibilizado em O Especialista possui caráter meramente informativo e educacional, não constituindo oferta, solicitação, recomendação ou aconselhamento de investimento. Antes de investir, verifique seu perfil de investidor, os riscos envolvidos e consulte os documentos dos produtos.

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