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Mercado de capitais cresce 30% e tem melhor janeiro da história

A renda fixa concentrou a maior parte do volume captado no mercado de capitais em janeiro, com destaque para as debêntures, segundo dados da Anbima

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Anbima

Notas comerciais apresentaram desempenho recorde em janeiro, totalizando R$ 6,4 bilhões | Foto: Getty images

O mercado de capitais começou 2026 com o maior volume já registrado para um mês de janeiro, alcançando R$ 59,9 bilhões. O resultado representa um crescimento de 30,5% em relação ao mesmo período do ano anterior, segundo dados da Anbima (Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais).

A renda fixa concentrou a maior parte desse volume captado no mês, totalizando R$ 46,2 bilhões, com destaque para as debêntures, que somaram R$ 26,9 bilhões em 53 operações.

Desse total, as debêntures corporativas atingiram R$ 17,5 bilhões, com 43,3% dos recursos destinados à gestão ordinária, enquanto as debêntures incentivadas alcançaram R$ 9,4 bilhões, com 98,1% direcionados a investimentos em infraestrutura.

As notas comerciais também apresentaram desempenho expressivo, com o maior volume para um mês de janeiro, totalizando R$ 6,4 bilhões. O montante mais do que quadruplicou em relação ao observado em janeiro do ano anterior (R$ 1,5 bilhão).

Na subscrição das debêntures, os fundos de investimento responderam por 49,9%, seguidos por intermediários e participantes ligados à oferta (46,9%), com menor participação de investidores institucionais e pessoas físicas.

Mercado de capitais cresce em diferentes modalidades

No segmento de títulos híbridos, o volume totalizou R$ 5,8 bilhões em janeiro. Os Fundos de Investimento Imobiliário (FIIs) captaram R$ 4,8 bilhões, registrando crescimento de 18,9% na comparação anual. Já os Fiagros somaram R$ 955 milhões, apresentando queda de 8,6% em relação ao mesmo período do ano anterior.

Para os instrumentos de securitização, por sua vez, os Fundos de Investimento em Direitos Creditórios (FIDCs) atingiram R$ 7,0 bilhões, o maior patamar já registrado para meses de janeiro, quase o dobro do volume observado em 2024.

Em contrapartida, os Certificados de Recebíveis Imobiliários (CRIs) totalizaram R$ 3,2 bilhões, enquanto os Certificados de Recebíveis do Agronegócio (CRAs) somaram R$ 908 milhões, ambos com retração anual.

O desempenho observado no segmento de renda variável ao longo do mês se destaca, impulsionado pela realização de duas operações de follow-on, que totalizaram R$ 7,9 bilhões em janeiro.

O resultado contrasta com o mesmo período de 2025, quando não foram registradas ofertas, e reflete um ambiente de expectativas mais favoráveis para o mercado de ações, com atenção à possível trajetória de queda dos juros e à realocação de fluxos globais para economias emergentes, o que tem contribuído para a retomada das emissões no mercado doméstico.

No mercado externo, empresas brasileiras realizaram emissões de bonds no montante de US$ 1,5 bilhão em janeiro de 2026.

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