Mercado de capitais cresce e supre demanda por crédito
Painel sobre crédito privado no Brasil, no primeiro dia da J.Safra Investment Conference, destacou a evolução do mercado de capitais no Brasil
16/09/2025 2 minutos
Especialistas debatem papel dos bancos no processo de estruturação de crédito via mercado de capitais | Foto: Divulgação
O mercado de capitais brasileiro cresceu e está suprindo a dificuldade de oferta de financiamento bancário para as empresas, segundo o especialista Alessandro Vedrossi, sócio-diretor de ativos reais da Valora. Ele foi um dos participantes do painel sobre crédito privado no Brasil, durante o primeiro dia da J.Safra Investment Conference – Don’t Stop Thinking About Tomorrow, evento que reúne autoridades públicas e alguns dos principais nomes do mercado financeiro e empresarial do Brasil e do exterior.
“Cada vez mais cresce a importância de outras fontes e que hoje representam parcela importante do financiamento imobiliário”, afirmou Alessandro Vedrossi. “As companhias têm um pouco mais de dificuldade para tomar dinheiro, além do preço, que ficou mais caro, e claramente as estruturas de mercado de capitais têm sido a grande alternativa para financiar a produção, desde a compra de terrenos.”
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Rafael Garcia, chefe da área de emissões de dívida do J. Safra Investment Banking, lembrou que desde 2020 a poupança, principal fonte de financiamento do crédito imobiliário, não tem captação positiva, com a carteira de empréstimos quase do tamanho do funding.
A conexão entre gestoras de recursos com emissores permitiu a criação de produtos iguais ou até mais eficientes para financiar as empresas, segundo o sócio-diretor da Valora
Vedrossi citou que os bancos brasileiros também participam do processo de estruturação de crédito via mercado de capitais para distribuir para as carteiras das assets.
Mercado de capitais cresce no Brasil
Arturo Profili, sócio-fundador da Capitânia Investimentos, lembrou que o mercado de capitais saiu de R$ 1 trilhão para R$ 5 trilhões em quatro anos, crescendo a uma taxa de 35% a 40% ao ano.
“Neste contexto, existe uma grande oportunidade de crescimento para os gestores de recursos na interação com o mercado de capitais e adequação às necessidades das empresas, no mínimo dá para buscar um tamanho similar à soma dos dez principais bancos”, afirmou Profili.
Rafael Quintas, executivo-chefe de investimentos (CIO) de crédito e alternativos do Safra, lembrou que no mercado de capitais existe exigência de maior abertura das empresas não só no mercado primário.
“Há todo um rito a seguir de oferta pública pela CVM que faz com que as companhias deem passos na evolução da sua governança, com maior transparência e diligência de números”. O monitoramento, segundo ele, não se limita a emissores e gestores, mas se estende aos prestadores de serviços como securitizadoras e agentes fiduciários.
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