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Investimentos recomendados para tempos de turbulência eleitoral

Carteiras do Safra para setembro combinam defesa, dividendos, receitas em dólar e exposição global diante da volatilidade eleitoral

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volatilidade

Carteiras recomendadas ampliam a seletividade em ações brasileiras e mantêm ativos internacionais para equilibrar proteção e crescimento | Foto: getty Images

A proximidade das eleições levou o Banco Safra a reforçar a seletividade nas carteiras recomendadas de investimentos para setembro de 2026. A estratégia reduz a exposição a empresas mais sensíveis ao crédito e aos juros, mas preserva crescimento e geração de caixa.

Na Carteira Safra Top 10 Ações, Itaúsa (ITSA4), Porto (PSSA3) e Motiva (MOTV3) deram lugar a BTG Pactual (BPAC11), Caixa Seguridade (CXSE3) e Gerdau (GGBR4). O Safra elevou WEG (WEGE3) e Equatorial (EQTL3), enquanto reduziu Vale (VALE3) e Copel (CPLE3).

Crédito perde espaço

O BTG Pactual (BPAC11) mantém a exposição financeira, mas com negócios diversificados e menor dependência do crédito tradicional. A Caixa Seguridade (CXSE3) acrescenta uma alternativa defensiva, com dividend yield estimado superior a 7% em 2027.

A Gerdau (GGBR4) amplia as receitas em dólar, apoiada pela operação de aço na América do Norte. WEG (WEGE3) se beneficia da demanda externa e dos investimentos em data centers. Petrobras (PETR4), Multiplan (MULT3) e Direcional (DIRR3) continuam na seleção.

Dividendos e diversificação

Na Carteira Dividendos, Aura Minerals (AURA33) e Porto (PSSA3) saíram, enquanto BradSaúde (SAUD3) e Caixa Seguridade (CXSE3) entraram. Com dez ativos e peso de 10% para cada posição, o portfólio tem dividend yield estimado de 8,5%.

A carteira também reúne Petrobras (PETR4), Taesa (TAEE11), CPFL Energia (CPFE3), Copel (CPLE3), Vale (VALE3), Itaúsa (ITSA4), Allos (ALOS3) e Cury (CURY3), combinando renda recorrente, setores regulados e diversificação setorial.

BDRs ampliam exposição global

Na Carteira Safra Top 10 BDRs, o banco elevou as posições em Taiwan Semiconductor Manufacturing Company, ou TSMC (TSM), e Eli Lilly (LLY). Para acomodar os ajustes, reduziu a exposição a Alphabet (GOOGL), controladora do Google.

Eli Lilly (LLY) reforça a exposição à saúde, com perspectivas ligadas aos medicamentos GLP-1 e a novos tratamentos. A estratégia mantém tecnologia, inteligência artificial e infraestrutura de energia.

Seletividade antes das eleições

As três carteiras recomendadas mantêm exposição a risco, mas priorizam ativos com fundamentos mais resistentes. No Brasil, o Safra combina dividendos, empresas menos dependentes do crédito, negócios regulados, commodities e receitas em dólar. No exterior, mantém tecnologia, saúde e infraestrutura.

A Top 10 Ações acumulava alta de 11,63% em 2026 até agosto, acima do Ibovespa, que subia 10,11%. O desempenho passado não garante resultados futuros. As carteiras são revisadas mensalmente e não substituem a análise do perfil de risco de cada investidor.

Cley Scholz

Editor do portal O Especialista. LinkedIn

Este material foi preparado e distribuído pelo Banco Safra S.A. O conteúdo disponibilizado em O Especialista possui caráter meramente informativo e educacional, não constituindo oferta, solicitação, recomendação ou aconselhamento de investimento. Antes de investir, verifique seu perfil de investidor, os riscos envolvidos e consulte os documentos dos produtos.

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