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Comitê de Alocação do Banco Safra amplia peso do prefixado nas carteiras recomendadas e reforça diversificação para investidores ultraconservadores, conservadores, moderados e dinâmicos

3 minutos
Safra Report 2026 setembro

O Safra revisou a alocação recomendada para os quatro perfis de investidor, com destaque para o aumento da exposição a títulos prefixados em meio à expectativa de novos cortes na Selic | Foto: Getty Images

O Comitê de Alocação de investimentos do Banco Safra decidiu reduzir a exposição em ativos pós-fixados e ampliar a fatia destinada a papéis prefixados nas carteiras recomendadas para setembro. A mudança, detalhada no Safra Report, relatório mensal do Safra com recomendações para investidores, reflete a leitura do banco sobre o ciclo de afrouxamento monetário no Brasil e busca captar o prêmio identificado na curva de juros.

Segundo o relatório, a atividade econômica brasileira dá sinais de arrefecimento, enquanto o processo de desinflação ganha corpo. Essa combinação, na avaliação do banco, torna as taxas prefixadas mais atrativas, já que o mercado ainda demonstra ceticismo quanto ao ritmo dos cortes de juros.

O Safra projeta que o Banco Central prossiga reduzindo a taxa Selic ao longo deste ano e de 2027, o que tornaria o carrego dos ativos prefixados mais vantajoso do que o dos pós-fixados em um horizonte mais longo.

Dólar ganha função defensiva nas carteiras

Além do ajuste em renda fixa, o banco reforça a importância do dólar como instrumento de proteção patrimonial.

O discurso mais restritivo do presidente do Federal Reserve, Kevin Warsh, no simpósio de Jackson Hole, somado à proximidade das eleições presidenciais no Brasil, eleva a relevância da moeda americana como hedge cambial. Segundo o Safra, essa variável tende a ganhar peso progressivo nas próximas semanas, à medida que o calendário eleitoral avança.

As demais classes de ativos permanecem inalteradas nas carteiras recomendadas, movimento que o banco atribui à manutenção de um posicionamento equilibrado enquanto os cenários eleitoral, monetário e geopolítico seguem em processo de acomodação.

Perfil ultraconservador mantém 100% em renda fixa

Para o investidor ultraconservador, o Safra recomenda manutenção integral em renda fixa, sem alocação em multimercado, renda variável, ativos internacionais ou alternativos. O banco pondera, no entanto, que existe espaço para diversificação interna à própria renda fixa e para fundos multimercado, e que aplicações com prazos mais longos podem gerar retorno adicional, desde que os riscos permaneçam controlados.

Conservador amplia diversificação com fatia internacional

Já o perfil conservador segue com 76% da carteira em renda fixa, dividida entre 48% em pós-fixado, 19% em inflação e 9% em prefixado. Os 24% restantes se distribuem entre multimercado (7%), renda variável local (5%), ativos internacionais (8%) e alternativos (4%). Segundo o banco, a baixa tolerância a oscilações não impede uma diversificação moderada, que passa a incluir parcelas de bolsa brasileira e investimentos no exterior.

Moderado tem multimercado como peça central da estratégia

No perfil moderado, a renda fixa representa 53% da carteira, com destaque para a fatia de 27% em ativos atrelados à inflação, seguida por 14% em pós-fixado e 12% em prefixado. O restante da alocação inclui 14% em multimercado, 10% em renda variável local, 16% em ativos internacionais e 7% em alternativos.

O relatório do Safra destaca que os fundos multimercado podem assumir papel predominante nesse perfil, com o objetivo de potencializar o retorno esperado em uma perspectiva de longo prazo.

Dinâmico eleva peso de bolsa e ativos internacionais

O perfil dinâmico apresenta a maior diversificação entre os quatro grupos analisados. A renda fixa cai para 35% da carteira, concentrada principalmente em ativos de inflação (25%).

Em contrapartida, a exposição a ativos internacionais sobe para 26%, a renda variável local chega a 17%, o multimercado responde por 12% e os alternativos somam 10%.

De acordo com o Safra, esse perfil aceita oscilações significativas em busca de retornos diferenciados, com maior espaço para renda variável, fundos imobiliários e investimentos internacionais, sempre orientado por uma visão de longo prazo.

O que muda na prática para o investidor

A revisão da alocação recomendada pelo Safra reforça uma tendência observada em boa parte do mercado financeiro: o aproveitamento da janela de juros prefixados elevados antes de uma eventual aceleração no ciclo de cortes da Selic.

Para o investidor, a mensagem central do banco é a manutenção da diversificação como pilar de proteção, independentemente do perfil de risco, especialmente diante de um cenário que combina eleições no Brasil, incertezas sobre a trajetória do Federal Reserve e uma atividade econômica doméstica em desaceleração.

O Safra Report identifica quatro perfis de investidores: ultraconservador, conservador, moderado e dinâmico. Cada perfil possui uma alocação específica de ativos conforme sua tolerância ao risco e objetivos financeiros. O ultraconservador mantém 100% em renda fixa, enquanto o dinâmico apresenta a maior diversificação com exposição significativa a renda variável e ativos internacionais.

Segundo o Safra, os ativos prefixados tornaram-se mais atrativos devido ao ciclo de afrouxamento monetário no Brasil e à desinflação em andamento. O banco projeta que o Banco Central continuará reduzindo a taxa Selic ao longo de 2026 e 2027, o que torna o carrego dos ativos prefixados mais vantajoso do que o dos pós-fixados em um horizonte mais longo, permitindo capturar o prêmio identificado na curva de juros.

O perfil conservador recomendado pelo Safra mantém 76% em renda fixa (dividida entre 48% pós-fixado, 19% inflação e 9% prefixado) e aloca os 24% restantes entre multimercado (7%), renda variável local (5%), ativos internacionais (8%) e alternativos (4%). Essa diversificação moderada permite aproveitar oportunidades de retorno sem comprometer a segurança esperada por esse perfil.

O dólar ganhou função defensiva nas carteiras recomendadas pelo Safra, funcionando como instrumento de proteção patrimonial e hedge cambial. Essa relevância aumenta especialmente pela proximidade das eleições presidenciais no Brasil e pelo discurso mais restritivo do Federal Reserve, tendências que devem ganhar peso progressivo nas próximas semanas.

O perfil moderado recomendado pelo Safra aloca 53% em renda fixa (com destaque para 27% em ativos de inflação, 14% pós-fixado e 12% prefixado) e distribui o restante entre multimercado (14%), renda variável local (10%), ativos internacionais (16%) e alternativos (7%). Os fundos multimercado assumem papel predominante nesse perfil, com objetivo de potencializar retornos em perspectiva de longo prazo.

O perfil dinâmico apresenta a maior diversificação, com renda fixa reduzida a 35% (principalmente em ativos de inflação com 25%), enquanto aumenta a exposição a ativos internacionais (26%), renda variável local (17%), multimercado (12%) e alternativos (10%). Esse perfil aceita oscilações significativas em busca de retornos diferenciados, com maior espaço para renda variável, fundos imobiliários e investimentos internacionais.

A diversificação é recomendada pelo Safra como pilar de proteção independentemente do perfil de risco, especialmente diante de um cenário que combina eleições no Brasil, incertezas sobre a trajetória do Federal Reserve e desaceleração da atividade econômica doméstica. Essa estratégia permite equilibrar riscos e aproveitar oportunidades em diferentes classes de ativos.

O Comitê de Alocação de Investimentos do Safra reduziu a exposição em ativos pós-fixados e ampliou a fatia destinada a papéis prefixados nas carteiras recomendadas. Além disso, reforçou a importância do dólar como instrumento de proteção patrimonial. As demais classes de ativos permaneceram inalteradas, mantendo um posicionamento equilibrado enquanto cenários eleitoral, monetário e geopolítico seguem em processo de acomodação.

Cley Scholz

Editor do portal O Especialista. LinkedIn

Este material foi preparado e distribuído pelo Banco Safra S.A. O conteúdo disponibilizado em O Especialista possui caráter meramente informativo e educacional, não constituindo oferta, solicitação, recomendação ou aconselhamento de investimento. Antes de investir, verifique seu perfil de investidor, os riscos envolvidos e consulte os documentos dos produtos.

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