Investimentos em BDRs: carteira recomendada prioriza TSMC e Eli Lilly
Carteira amplia a exposição a empresas ligadas à capacidade computacional e ao segmento de saúde, enquanto reduz posições em Google e no ETF do S&P 500
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Carteira recomendada amplia a exposição a TSMC e Eli Lilly, enquanto reduz posições em Google e no ETF do S&P 500 | Foto: Getty Images
A carteira recomendada Safra Top 10 BDRs passou por ajustes após o encerramento, em agosto, de mais uma forte temporada de resultados, marcada pelo crescimento do setor de tecnologia. A alocação em TSMC, a maior fabricante de semicondutores do mundo, foi elevada em 2 pontos percentuais, enquanto a participação em Eli Lilly também aumentou em 2 pontos percentuais.
Para acomodar as mudanças, a carteira reduziu levemente a exposição ao Google e ao índice S&P 500, por meio de ETF. As decisões consideram tanto as perspectivas de crescimento dos lucros quanto as incertezas relacionadas ao mercado de trabalho e à inflação nos Estados Unidos.
Os BDRs (Brazilian Depositary Receipts) são títulos emitidos e negociados no Brasil que representam ativos listados em bolsas internacionais. Na prática, permitem ao investidor acessar empresas globais sem a necessidade de abrir conta no exterior ou operar diretamente em mercados estrangeiros.
Revisão mensal busca conveniência e alinhamento com tendências globais
A Carteira Top 10 BDRs é revisada mensalmente pelos especialistas do Safra, permitindo que investidores acompanhem mudanças táticas e estruturais dos mercados globais sem a necessidade de realizar individualmente o monitoramento contínuo dos ativos.
A proposta da estratégia é combinar conveniência operacional, diversificação internacional e exposição a tendências de longo prazo, como inteligência artificial, computação em nuvem, transformação digital, inovação em saúde e expansão da infraestrutura energética.
Para investidores brasileiros interessados em acessar empresas globais por meio do mercado local, os BDRs seguem como uma alternativa para ampliar a diversificação geográfica do portfólio e reduzir a concentração exclusiva em ativos domésticos.
TSMC ganha espaço com demanda por capacidade computacional
A decisão de aumentar a alocação em TSMC está relacionada à posição da empresa em um segmento considerado estratégico para o investimento corporativo em capacidade computacional.
Segundo a avaliação apresentada no material, a companhia está posicionada em um setor que representa um gargalo para a expansão dessa capacidade. Além disso, a empresa reúne três características destacadas: demanda considerada previsível; capacidade de repassar custos aos preços e múltiplo abaixo da média dos últimos dez anos.
O aumento de 2 pontos percentuais na posição reforça a visão de que a demanda associada à infraestrutura tecnológica pode continuar sustentando o crescimento do setor.
O papel da tecnologia na carteira
Apesar das incertezas macroeconômicas, a avaliação é de que o setor de tecnologia deve apresentar o maior crescimento de lucros à frente.
Essa perspectiva ajuda a explicar a manutenção das demais posições relacionadas ao segmento. O material, entretanto, não informa a composição completa da carteira, os pesos individuais de todos os ativos ou o período exato de referência das projeções.
Google tem exposição reduzida diante da sensibilidade aos juros
Para abrir espaço à maior alocação em TSMC, a exposição ao Google foi reduzida levemente.
A justificativa apresentada pelos especialistas do Banco Safra é que a empresa pode ser mais sensível ao cenário de juros devido à sua exposição ao segmento de anúncios.
Em um ambiente de maior incerteza macroeconômica, mudanças nas condições financeiras podem afetar a percepção de risco e as expectativas relacionadas a empresas com forte dependência do ciclo econômico e da publicidade.
Saúde ganha espaço com Eli Lilly e perfil mais defensivo
A carteira também elevou em 2 pontos percentuais a participação em Eli Lilly. A mudança busca alinhar o peso do segmento de saúde ao seu peso relativo no índice S&P 500.
Além do caráter mais defensivo atribuído ao setor, a avaliação considera o dinamismo esperado para os resultados das empresas de saúde. Dois vetores se destacam: avanço dos medicamentos da classe GLP-1 (canetas emagrecedoras) e desenvolvimento tecnológico em vacinas e novos tratamentos.
A maior exposição a Eli Lilly, portanto, combina uma tentativa de reforçar a presença do setor de saúde com a expectativa de continuidade no crescimento de resultados.
ETF do S&P 500 é reduzido para acomodar as novas alocações
Para financiar o aumento de participação em Eli Lilly, a carteira reduziu a posição no índice S&P 500 por meio de ETF.
A alteração não representa, necessariamente, uma retirada completa da exposição ao mercado acionário americano. No recorte fornecido, o ajuste é descrito como uma redução da participação do índice para acomodar o aumento de alocação em uma empresa específica do setor de saúde.
Inteligência artificial favorece tecnologia e serviços financeiros
A manutenção das demais posições está relacionada a três teses principais:
- Tecnologia: expectativa de maior crescimento de lucros à frente.
- Serviços financeiros: possibilidade de se beneficiarem amplamente da adoção de inteligência artificial.
- Utilidades básicas: perspectiva de crescimento contínuo da demanda por energia elétrica.
A leitura apresentada sugere que os efeitos da inteligência artificial não se limitam às empresas diretamente associadas à tecnologia. Serviços financeiros também podem capturar ganhos decorrentes da utilização dessas ferramentas, embora o material não detalhe quais empresas ou subsegmentos seriam os principais beneficiários.
Demanda por energia sustenta exposição a utilidades básicas
A alocação em utilidades básicas está associada à expectativa de crescimento da demanda por energia elétrica.
O avanço da capacidade computacional e a expansão de aplicações de inteligência artificial são compatíveis com uma maior necessidade de infraestrutura energética.
Cenário macroeconômico nos Estados Unidos exige atenção
A temporada de resultados foi considerada forte, especialmente no setor de tecnologia. Ainda assim, permanecem incertezas no cenário macroeconômico dos Estados Unidos.
A combinação entre bons resultados corporativos e incertezas macroeconômicas ajuda a explicar a estratégia de realizar ajustes pontuais, sem alterar de forma ampla o restante da carteira.
Este material foi preparado e distribuído pelo Banco Safra S.A. O conteúdo disponibilizado em O Especialista possui caráter meramente informativo e educacional, não constituindo oferta, solicitação, recomendação ou aconselhamento de investimento. Antes de investir, verifique seu perfil de investidor, os riscos envolvidos e consulte os documentos dos produtos.
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