J. Safra Investment Conference debate IA, cibersegurança e investimentos
Programação prevista para 22 e 23 de setembro reúne autoridades, executivos e gestores para discutir tecnologia, economia global, eleições, energia, crédito e oportunidades estruturais para o Brasil
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Programação do encontro anual do Safra reúne debates sobre inteligência artificial, data centers, economia, política e tendências de investimento nos dias 22 e 23 de setembro de 2026 | Foto: Getty Images
A inteligência artificial deve ocupar o centro das discussões sobre crescimento, inovação e investimentos na J. Safra Investment Conference 2026, encontro anual mais importante do Banco Safra voltado a clientes e investidores. Considerada uma das principais tendências de expansão da economia global, a tecnologia vem impulsionando a demanda por infraestrutura, capacidade computacional, data centers e soluções de cibersegurança.
Programado para os dias 22 e 23 de setembro de 2026, o evento vai análisar os principais vetores que podem influenciar os mercados e a economia brasileira nos próximos anos. A agenda reúne autoridades públicas, empresários, gestores de recursos, economistas e especialistas de diferentes setores.
Entre os destaques estão os painéis sobre o impacto real da inteligência artificial, a evolução dos chamados hyperscale data centers e as oportunidades associadas à expansão da infraestrutura digital no Brasil.
Inteligência artificial deixa de ser promessa e entra no debate sobre alocação
No primeiro dia do evento, a inteligência artificial será abordada em diferentes perspectivas. O painel “Microsoft AI for Science” terá a participação de Peter Lee, presidente da Microsoft AI Science.
Na parte da tarde, o debate “Inteligência artificial, impacto real” reunirá Fathi-Alexandre Abid, COO da Rivio, e Mateus Costa-Ribeiro, cofundador e CEO da Enter.
Infraestrutura digital e cibersegurança ganham relevância
A expansão da inteligência artificial exige investimentos em capacidade de processamento, armazenamento, conectividade e segurança. Nesse contexto, os data centers de larga escala se tornam parte essencial da infraestrutura econômica, enquanto a cibersegurança passa a ocupar posição estratégica na proteção de dados, sistemas e operações.
A discussão prevista no evento conecta a transformação tecnológica a uma agenda concreta de investimentos. Para o Brasil, o avanço desse mercado envolve não apenas a instalação de estruturas físicas, mas também temas como disponibilidade de energia, conectividade, regulação, qualificação profissional e atração de capital.
Economia global e cenário brasileiro entram no centro da programação
O encontro também terá debates dedicados à política monetária, à agenda econômica e às relações internacionais. No dia 23 de setembro, Nilton David, diretor de Política Monetária do Banco Central do Brasil, participará de uma conversa moderada por Eduardo Yuki, economista-chefe do Banco Safra.
A programação inclui Nicholas Burns, embaixador dos Estados Unidos na República Popular da China entre 2021 e 2025. O painel será moderado por Marcos Troyjo, ex-presidente do Banco de Desenvolvimento dos Brics e ex-secretário especial do Ministério da Economia.
No mesmo dia, estão previstos debates com representantes da equipe econômica do Brasil. As discussões devem abordar as prioridades de política econômica, o papel do investimento público e os desafios para a expansão da economia.
Eleições de 2026 e impactos sobre os mercados
As eleições brasileiras de 2026 também fazem parte da agenda. O programa prevê o painel “O cenário eleitoral brasileiro”, com Lucas de Aragão, sócio-diretor da Arko Advice, e Andrei Roman, CEO da AtlasIntel. A mediação será de Raoni Scandiuzzi, consultor político.
A presença do tema eleitoral reforça a importância de acompanhar a relação entre ambiente político, política econômica, percepção de risco e decisões de investimento. Em ciclos de maior incerteza, a análise de cenários tende a ganhar peso na construção de estratégias de longo prazo.
Setores estratégicos aparecem como fontes de oportunidades
Além da tecnologia, o encontro terá painéis voltados a setores com impacto relevante na economia brasileira e no mercado de capitais.
Entre os temas estão:
- Construção civil, com a participação de executivos da Direcional Engenharia, Plano&Plano e Cury;
- Proteínas, com representantes da MBRF, JBS e Minerva;
- Energia, em painel com executivos da AXIA e da Copel;
- Biocombustíveis, com representantes da Inpasa e da Bosch Integrated Solutions;
- Agronegócio, em discussão com executivos da 3Tentos e da Scheffer;
- GLP-1 e saúde, com representantes da Cimed e da RD Saúde;
- Crédito privado, com gestores da Safra Asset, Vinland Capital e QI Tech;
- Mercado de ações, em painéis com gestores de casas como Truxt, Miles, Safra Asset, Capital Research, BlackRock e VanEck.
A diversidade de setores evidencia uma abordagem que combina tendências globais e características específicas da economia brasileira. O objetivo é discutir como empresas, gestores e investidores podem interpretar mudanças estruturais em diferentes cadeias produtivas.
Energia, agronegócio e clima ampliam o debate sobre crescimento
O programa também contempla temas relacionados à transição energética, à produção agropecuária e aos efeitos climáticos sobre a economia.
O painel “El Niño e suas consequências para a economia” terá a participação de Plinio Nastari, presidente da Datagro Group. A discussão deve explorar os efeitos de eventos climáticos sobre produção, preços, inflação e atividade econômica.
Em outra frente, o painel “O cenário do agronegócio para o País” reunirá João Marcelo Dumoncel, CEO da 3Tentos, e Guilherme Scheffer, acionista da Scheffer.
Já os debates sobre energia do futuro e biocombustíveis devem abordar oportunidades associadas à matriz energética brasileira, à transição para fontes de menor intensidade de carbono e à competitividade da indústria nacional.
Gestores discutem estratégias para os mercados
A programação inclui painéis dedicados à visão de gestores macroeconômicos e de ações. O objetivo é discutir como profissionais responsáveis pela alocação de recursos avaliam juros, inflação, atividade econômica, empresas e riscos globais.
Entre os participantes estão Rodrigo Azevedo, CIO da Ibiúna, Bruno Cordeiro, CIO da Kapitalo K10, e Vinícius Diniz, CIO da Safra Asset. Também estão previstos painéis com gestores de equities, além de uma conversa sobre a bolsa brasileira sob a perspectiva do investidor estrangeiro.
A presença de gestores locais e internacionais amplia o debate sobre o posicionamento do Brasil no portfólio global. A avaliação envolve fatores como crescimento, estabilidade institucional, fluxo de capitais, governança corporativa e capacidade de geração de valor das empresas.
Como o Safra apoia decisões de investimento em diferentes cenários
As discussões sobre inteligência artificial, infraestrutura, mercados globais e setores estratégicos mostram a importância de interpretar tendências antes de transformá-las em decisões de investimento. O Banco Safra atua nesse contexto com especialistas, análise macroeconômica e um portfólio diversificado do Brasil ao exterior, considerando diferentes perfis e objetivos.
Com mais de 180 anos de história e experiência em diferentes ciclos econômicos, o banco oferece atendimento dedicado e estratégias personalizadas. Para conhecer as alternativas disponíveis, acesse o site do Banco Safra.
Este material foi preparado e distribuído pelo Banco Safra S.A. O conteúdo disponibilizado em O Especialista possui caráter meramente informativo e educacional, não constituindo oferta, solicitação, recomendação ou aconselhamento de investimento. Antes de investir, verifique seu perfil de investidor, os riscos envolvidos e consulte os documentos dos produtos.
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