Inflação oficial medida pelo IPCA fecha o ano abaixo do teto da meta
Mercado financeiro reduz expectativas de inflação (IPCA) pela sétima semana consecutiva, para 4,32%, abaixo do teto de 4,5% fixado pelo Conselho Monetário Nacional
29/12/2025 2 minutos
O início do ciclo de cortes na Selic deve ser um dos principais vetores para a valorização do Ibovespa em 2026 | Foto: Getty Images
Na última semana útil de 2025, a avaliação do mercado financeiro é a de que a inflação oficial medida pelo IPCA vai ficar em 4,32%, o que significa que o resultado se encaixa dentro da margem de tolerância da meta fixada pelo conselho Monetário Nacional (CMN).
Pela projeção do Boletim Focus, produzido pelo Banco Central, o ano termina com a inflação abaixo do teto da meta. Há uma semana, a previsão estava em 4,33%; e há quatro semanas, em 4,43%.
Definida pelo Conselho Monetário Nacional (CMN), a meta de inflação para 2025 é de 3%, com intervalo de tolerância de 1,5 ponto percentual para cima ou para baixo. Ou seja, o limite inferior é 1,5%, e o superior, 4,5% (acima, portanto, do resultado estimado, de 4,32%).
Projeções do mercado para o PIB e taxa de juros
Com relação ao crescimento do país, manteve a expectativa da semana com o Produto Interno Bruto (PIB) em 2,26%.
A taxa básica de juros (taxa Selic) situa-se atualmente em 15% ao ano, maior nível desde julho de 2006, quando estava em 15,25% ao ano. Após chegar a 10,5% ao ano em maio do ano passado, a taxa começou a ser elevada em setembro de 2024. A Selic chegou a 15% ao ano na reunião de junho, sendo mantida nesse nível desde então.
O início do ciclo de cortes na Selic deve ser um dos principais vetores para a valorização do Ibovespa em 2026, segundo os especialistas do Banco Safra, que projetam o início dos cortes no primeiro trimestre do ano.
Segundo o relatório do Safra, em todos os nove ciclos anteriores de redução de juros, o índice avançou nos seis meses seguintes ao primeiro corte, com ganho médio de 22,6%, e acumulou alta média de 38,6% em 12 meses.
Inflação em 2026
As variações na última pesquisa Focus do ano foram mínimas tanto para a inflação como para o câmbio. No caso do Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA, a inflação oficial do país), o mercado financeiro reduziu as expectativas pela sétima semana consecutiva.
Em novembro, a alta no preço das passagens aéreas fez a inflação chegar a 0,18%. Em outubro, o IPCA havia sido de 0,09%. Com o resultado, a inflação acumulada em 12 meses é 4,46%, também dentro da meta do Conselho Monetário Nacional – CMN.
Para 2026, a expectativa do mercado financeiro é de que o IPCA fique em 4,05%; e para 2027 é de que o índice seja de 3,8%.
Câmbio e PIB
No caso do câmbio, o mercado projeta que o dólar feche o ano cotado a R$ 5,44, projeção ligeiramente maior que a da semana passada que estava em R$ 5,43; e inferior à projeção apresentada há quatro semanas, que estimava o dólar cotado em R$ 5,40.
Com relação ao PIB, estável segundo as expectativas do mercado em 2,26%, o Boletim Focus manteve também as estimativas anteriores para 2026, com um crescimento projetado de 1,80% – mesma projeção para 2027.
Puxada pelas expansões dos serviços e da indústria no segundo trimestre deste ano, a economia brasileira cresceu 0,4%. Em 2024, o PIB fechou com alta de 3,4%. O resultado representa o quarto ano seguido de crescimento, sendo a maior expansão desde 2021, quando o PIB alcançou 4,8%.
(Com Agência Brasil)
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