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Preço da cerveja acelera puxado pelo consumo fora de casa

Os preços da cerveja aceleraram em janeiro, puxados pelo consumo fora de casa, enquanto as bebidas não alcoólicas mantiveram tendência de desaceleração

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Inflação da cerveja

A cerveja acelerou para 4,8% em 12 meses até janeiro, principalmente por conta do aumento de preços no consumo fora de casa | Foto: Getty Images

Os preços da cerveja aceleraram, enquanto a maior parte das proteínas subiu menos que os demais itens de Alimentos e Bebidas (A&B) na comparação anual, exceto o frango.

O IBGE divulgou o IPCA de janeiro, mostrando que os preços dos componentes de alimentos e bebidas ficaram, em sua maioria, abaixo da inflação geral (+0,3% m/m), com algumas exceções, como bebidas, biscoitos e margarinas. A inflação do grupo alimentação e bebidas desacelerou a 0,23% em janeiro. Foi a menor alta dos preços do segmento em um mês de janeiro em duas décadas, desde 2006.

Preço da cerveja acelera em janeiro

Os preços da cerveja aceleraram em janeiro, puxados pelo consumo fora de casa, enquanto as bebidas não alcoólicas mantiveram tendência de desaceleração.

Já os preços das proteínas foram mistos: aumentaram mês a mês para carne bovina e suína, enquanto carnes processadas
e cortes de frango registraram deflação.

Além disso, as margens domésticas caíram 5% para aves e suínos, enquanto as margens da carne bovina ficaram estáveis no mês.

Os preços da cerveja aceleraram em janeiro, impulsionados pelo segmento fora de casa, enquanto os preços de refrigerantes mantiveram tendência de desaceleração.

A cerveja subiu 4,8% a/a em janeiro, acima dos 4,5% a/a de dezembro, principalmente por conta do aumento de preços no consumo fora de casa (+1,0% m/m e +4,2% a/a).

A inflação no consumo em casa caiu 0,1% m/m, mas segue em alta de dígito médio a/a. Os preços nos dois canais parecem estar gradualmente convergindo, segundo a análise do Banco Safra.

Nos refrigerantes, a inflação em casa subiu apenas 0,1% m/m (+5,2% a/a), enquanto o consumo fora de casa aumentou 0,5% m/m (+4,6% a/a), mantendo a tendência de desaceleração iniciada em agosto de 2025.

Preços das proteínas convergem para a média do índice de alimentos e bebidas

Em janeiro, apenas carne bovina e suína subiram m/m (+0.9% e +0.1%, respectivamente), enquanto frango e carnes processadas recuaram 0,2% m/m e 1,4% m/m.

No ano, bovinos, frango e processados registraram inflação de 2,1%, 1,5% e 3,1%, respectivamente, enquanto carne suína
caiu 0,8% a/a.

A dinâmica de preços no mercado doméstico vem perdendo força, com a inflação das proteínas convergindo para a média de A&B e ficando abaixo do IPCA geral.

Além disso, as margens domésticas de aves e suínos pioraram em janeiro (–5% m/m), enquanto as margens da carne bovina ficaram praticamente estáveis, próximas ao topo do intervalo de cinco anos.

Arroz, feijão e massa tiveram deflação, com queda expressiva do arroz no ano. Entre os itens selecionados de alimentação, apenas biscoitos e margarina registraram inflação de 0,5% e 1,1% m/m, respectivamente.

No acumulado de 12 meses, esses são os únicos componentes que subiram acima da inflação geral (+8,0% a/a para biscoitos e +11,0% a/a para margarina).

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