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IBC-Br: prévia do PIB mostra desaceleração menor que a esperada

Queda de 0,2% do IBC-Br em dezembro confirma a desaceleração da economia e reforça tendência de queda dos juros; indicador aponta crescimento de 2,5% no PIB de 2025

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Agropecuária

A agropecuária foio destaque do IBC-Br em dezembro, com alta de 2,3% | Foto: Getty Images

O IBC-Br recuou 0,2% em dezembro de 2025 em relação a novembro de 2025, na série com ajuste sazonal, com variações de 2,3% na agropecuária, 0,3% na indústria e -0,3% em serviços. O IBC-Br excluindo a agropecuária recuou 0,3% no mês.

No trimestre encerrado em dezembro de 2025 ante o trimestre terminado em setembro de 2025, o IBC-Br apresentou alta de 0,4%. Nos últimos 12 meses, o indicador avançou 2,5%, informou o Banco Central.

A desaceleração do índice foi menor do que o esperado pelo mercado, mas confirma a desaceleração da economia brasileira. O Banco Safra projetava retração de 0,40% da atividade em dezembro. Tendo em vista a desaceleração da atividade econômica, o Safra projeta um corte de 0,5 ponto porcentual na taxa Selic em março.

“No conjunto, os dados de dezembro reforçam a percepção de que a economia brasileira fechou 2025 em trajetória de crescimento moderado, com pouca tração dos segmentos cíclicos. Assim, o resultado do IBC‑Br de dezembro segue compatível com um cenário de expansão abaixo do potencial no quarto trimestre”, destaca a análise do Safra. O banco mantém a projeção de crescimento real do PIB de 2,3% em 2025 e 1,6% em 2026.

IBC-Br antecipa resultados do PIB

O IBC-Br (Índice de Atividade Econômica do Banco Central) é um indicador criado para acompanhar o desempenho da economia brasileira de forma mais rápida e frequente.

Ele funciona como um termômetro da atividade econômica, reunindo dados da indústria, comércio, serviços e agropecuária. É divulgado mensalmente, permitindo uma leitura mais ágil da evolução econômica do país, por isso é considerado uma prévia dos resultados do Produto Interno Bruto (PIB), divulgado trimestralmente pelo IBGE.

As aberturas setoriais do IBC-Br e uma versão do IBC-Br sem a agropecuária também estão disponíveis, o que permite análises desagregadas da atividade econômica.

Embora utilize um conjunto mais restrito de informações do que o PIB medido pelo IBGE, o IBC-Br se destaca por sua frequência mensal e divulgação mais rápida, cerca de 45 dias após o mês de referência.

O IBC-Br é, portanto, um indicador complementar ao PIB, segundo o Banco Central. Enquanto o PIB oferece uma visão consolidada da economia, o IBC-Br ajuda a entender o “agora” da atividade econômica.

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