Inteligência artificial lidera investimentos dos CEOs brasileiros
Pesquisa da EY-Parthenon mostra que 72% dos executivos pretendem ampliar recursos em IA, enquanto cibersegurança é o principal risco para os negócios
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CEOs brasileiros ampliam investimentos em inteligência artificial, mas mantêm atenção elevada aos riscos cibernéticos e à seletividade na alocação de capital | Foto: Getty Images
A inteligência artificial aparece como uma das principais frentes de investimento corporativo. Segundo pesquisa da EY-Parthenon, 72% dos CEOs brasileiros pretendem ampliar os recursos destinados à tecnologia nos próximos meses, enquanto 28% planejam manter os aportes nos níveis atuais.
Os impactos mais relevantes da IA são percebidos em operações e produção, atendimento e experiência do cliente, além de estratégia e tomada de decisões — áreas citadas por 42% dos executivos cada. Também aparecem cadeia de suprimentos e compras, com 38%, inovação de produtos e serviços e vendas e marketing, com 26% cada, e finanças e gestão de riscos, com 24%.
A confiança é ainda maior em relação às tecnologias emergentes: 90% dos CEOs se dizem otimistas com esses investimentos. O índice cai para 76% quando o foco são os aportes na infraestrutura tecnológica já existente.
Cibersegurança é principal preocupação
Apesar do avanço da inteligência artificial, as ameaças à segurança cibernética e à privacidade de dados são apontadas como o principal risco para os próximos 12 meses. O tema foi citado por 26% dos CEOs, à frente de tensões geopolíticas, instabilidade e conflitos, com 16%, e de incertezas regulatórias ou políticas, com 14%.
A regulamentação também preocupa. Para 46% dos executivos, as regras atuais ampliam os requisitos de conformidade e a complexidade operacional. Outros 30% consideram que as normas oferecem alguma clareza, mas ainda são fragmentadas ou estão em evolução.
Transações corporativas seguem no radar
A agenda de crescimento também sustenta o interesse por operações corporativas. Nenhum dos entrevistados afirmou que pretende permanecer inativo nos próximos 12 meses.
As joint ventures lideram as intenções, com 52% das citações, seguidas por fusões e aquisições, com 50%. Desinvestimentos foram mencionados por 32% dos CEOs e alianças estratégicas, por 24%.
Entre os executivos que planejam realizar operações de M&A, todos esperam ampliar o apetite por negócios em relação a 2025. Para 64%, o aumento será moderado; para 36%, significativo.
“Os CEOs continuam comprometidos com investimentos que apoiem o crescimento e a transformação dos negócios, mas com uma abordagem cada vez mais criteriosa diante do cenário de incertezas”, afirma Leandro Berbert, sócio de Estratégia e Transações da EY-Parthenon.
Desafio para a expansão da inteligência artificial
A falta de caminhos de carreira claros em organizações orientadas por IA é apontada como o principal obstáculo à geração de valor pela tecnologia, citada por 28% dos respondentes. A dificuldade de preservar a cultura empreendedora durante a transformação aparece em seguida, com 26%.
Para os próximos três anos, as prioridades incluem ampliar contratações em funções ligadas a IA e dados, citada por 22% dos CEOs, requalificar funcionários atuais e redesenhar funções para combinar capacidades humanas e tecnológicas, com 20% cada.
A pesquisa ouviu 50 CEOs de empresas brasileiras de diferentes setores em março e abril de 2026. A amostra é formada majoritariamente por executivos de companhias de grande porte.
Este material foi preparado e distribuído pelo Banco Safra S.A. O conteúdo disponibilizado em O Especialista possui caráter meramente informativo e educacional, não constituindo oferta, solicitação, recomendação ou aconselhamento de investimento. Antes de investir, verifique seu perfil de investidor, os riscos envolvidos e consulte os documentos dos produtos.
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