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Setor de vestuário mostra resultados fortes, apesar dos juros

Grupo Guararapes, dono das lojas Ricahuelo, e C&A Modas, primeiras empresas a divulgar resultados do trimestre, mostram alta de 13% e 15% nas vendas, apesar dos juros

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Ceab3 Guar3 vestuario

GUAR3 e CEAB3 são os primeiros a reportar resultados indicando vendas fortes e um trimestre positivo | Foto: Getty Images

O grupo Guararapes (GUAR3), dono das lojas Riachuelo, apresentou crescimento de vendas mesmas lojas (SSS) acima do esperado (13%) e margem bruta superior, mantendo um portfólio e precificação assertivos, além de continuar capturando eficiências em sua planta. A C&A Modas (CEAB3), que também divulgou dados do segundo trimestre, registrou crescimento de 15% nas vendas.

A divisão financeira da Guararapes segue entregando resultados sólidos (expansão de margem de +160 pontos-base ano a ano), enquanto reduz a inadimplência, segundo os especialistas do Banco Safra.

Embora a carteira de crédito da Midway – empresa financeira do Grupo Guararapes, responsável pelo cartão Riachuelo – com prazo de até 360 dias tenha crescido 8,3%, a inadimplência em novos empréstimos parece estar em seu menor nível histórico no segundo trimestre de 2025, considerando a taxa de inadimplência de 4,3% no primeiro pagamento.

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O resultado forte e a monetização bem-sucedida do estoque adquirido no primeiro trimestre levaram a uma alavancagem de 0,7x dívida líquida/EBITDA (abaixo da estimativa de 1,0x do Safra), caindo de 1,1x no 1T25.

GUAR3 tem recomendação de compra; para CEAB3 recomendação é neutra

Considerando a consistência da empresa em entregar resultados positivos e o múltiplo P/L de 2026 ainda barato de 7,9x (vs. 9,7x para CEAB e 11,9x para LREN), o Banco Safra mantém a recomendação de Compra.

A C&A Modas (CEAB3) manteve o forte ritmo de crescimento da receita (+15% SSS), conseguindo entregar crescimento de vendas de dois dígitos, embora a divisão Fashiontronics esteja atualmente impactando negativamente as vendas.

Por outro lado, Fashiontronics continua apresentando forte expansão de margem bruta (+800 pontos-base ano a ano), devido à mudança no mix de produtos.

A divisão financeira conseguiu entregar resultados saudáveis, surpreendendo com um lucro líquido positivo de aproximadamente R$22 milhões, apesar da queda na receita. Além disso, a empresa gerou forte caixa operacional de R$270 milhões (excluindo o desembolso pontual de R$650 milhões relacionado ao Bradescard), principalmente devido a ganhos de eficiência no capital de giro, levando a uma alavancagem de 0,3x dívida líquida/EBITDA (vs. expectativa de 0,6x do Safra).

Apesar do resultado forte, o Safra mantém uma visão neutra para a ação, principalmente devido à possibilidade de desaceleração no consumo no segundo semestre de 2025, o que nos leva a adotar uma postura mais cautelosa.

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