Como se proteger de golpes e fraudes no crédito consignado
O aumento das fraudes no consignado exige atenção redobrada de aposentados, pensionistas e trabalhadores. Entenda os principais golpes e saiba como evitá-los
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Golpes no crédito consignado cresceram no Brasil e atingem sobretudo idosos, que muitas vezes descobrem a fraude apenas ao ver descontos indevidos no benefício ou salário | Foto: Getty Images
Os golpes no crédito consignado se multiplicaram nos últimos anos porque a modalidade reúne características que facilitam a ação de fraudadores. O público-alvo inclui aposentados, pensionistas e trabalhadores com menor educação financeira, o que amplia a vulnerabilidade.
Além disso, os descontos automáticos em folha reduzem a chance de o consumidor perceber rapidamente a fraude, enquanto o alto volume de contratos e a disputa pela margem consignável tornam o mercado especialmente atrativo para práticas ilegais.
Quais os principais golpes no crédito consignado?
Alguns indícios se repetem na maioria das fraudes. Promessas de aprovação garantida, cobrança de taxa antecipada, pressão para decidir rapidamente e pedidos de senha bancária devem sempre acender o sinal de alerta. Ofertas muito vantajosas, ausência de contrato formal e correspondentes sem credenciamento visível também indicam alto risco de golpe.
1. Empréstimo não solicitado
Nesse golpe, o consumidor nunca pede o crédito, mas passa a sofrer descontos mensais no benefício ou no salário. A fraude costuma envolver falsificação de assinatura ou uso indevido de dados pessoais. O primeiro sinal costuma ser a redução inesperada do valor líquido recebido. Ao identificar o problema, a orientação é registrar boletim de ocorrência, comunicar imediatamente a instituição financeira e formalizar reclamação no Banco Central.
2. Falsos correspondentes bancários
Fraudadores se apresentam como representantes de bancos em ligações, mensagens ou até abordagens presenciais. Prometem aprovação garantida e condições especiais, mas exigem pagamento de taxas antecipadas, prática ilegal no sistema financeiro. Segundo a Febraban, 38% dos golpes em consignado envolvem falsos correspondentes.
3. Refinanciamento fraudulento
O golpe começa com uma ligação em que o criminoso se passa pelo banco e informa que o cliente foi pré-aprovado para refinanciar a dívida. Em seguida, solicita dados pessoais, fotos de documentos ou até senhas, o que nunca ocorre em operações legítimas. O resultado costuma ser a contratação de um novo empréstimo sem consentimento.
4. Portabilidade não autorizada
Nesse caso, o contrato é transferido para outra instituição sem o conhecimento do cliente. Em vez de reduzir a taxa de juros, como previsto na portabilidade regular, a fraude gera aumento do custo total e cobrança de tarifas indevidas.
5. Phishing por WhatsApp, SMS e e-mail
Mensagens com links para simulações falsas induzem o consumidor a informar dados bancários e documentos. Esse tipo de ataque já responde por 22% das fraudes no consignado, segundo levantamento da Kaspersky, e cresce com a digitalização dos serviços financeiros.
Como se proteger de golpes no consignado?
A proteção começa pela verificação da credibilidade da instituição. Apenas bancos e financeiras autorizados pelo Banco Central podem oferecer crédito consignado, e essa informação está disponível no site do regulador. Nenhuma operação legítima exige pagamento antecipado ou compartilhamento de senhas.
Acompanhar mensalmente o holerite ou o extrato do benefício é uma das formas mais eficazes de detectar descontos não autorizados. Guardar todos os documentos do contrato e ler atentamente as cláusulas, incluindo CET, prazo e valor total a pagar, também reduz o risco de prejuízo.
Para quem busca crédito consignado com mais segurança e transparência, o Alfa, marca do Grupo Safra especializada na modalidade, oferece taxas competitivas e processo ágil. A instituição atende servidores públicos, aposentados e pensionistas do INSS, trabalhadores CLT elegíveis e operações de antecipação do saque-aniversário do FGTS.
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Crédito sujeito à análise e aprovação. CET e condições detalhadas na proposta.
Golpes específicos contra idosos
Idosos são o principal alvo dos criminosos. Dados do Ministério Público Federal mostram que 62% das vítimas de fraudes em consignado têm mais de 60 anos. Abordagens em filas de banco e em locais de pagamento de benefícios do INSS são comuns, assim como o uso de linguagem técnica para confundir o consumidor.
O Estatuto do Idoso classifica a exploração financeira como crime, e a família e os cuidadores têm papel fundamental na prevenção, ajudando no acompanhamento dos extratos e na conferência de contratos.
O que fazer se você foi vítima de golpe?
A primeira medida é registrar boletim de ocorrência. Em seguida, o consumidor deve contatar imediatamente a instituição financeira para suspender os descontos e abrir contestação. Também é importante registrar reclamação no Banco Central, acionar o Procon e recorrer à ouvidoria do banco. Em casos graves, o Ministério Público pode ser acionado. Plataformas como o Reclame Aqui ajudam a dar visibilidade ao problema.
Registrar o caso é essencial para interromper o golpe e ajudar as autoridades a rastrear os responsáveis.
Onde denunciar?
- Banco Central: formulário RDR
- Procon: 151
- Ouvidoria INSS: 135
- Polícia Civil: delegacia especializada
Seus direitos como consumidor
A legislação brasileira prevê ampla proteção ao consumidor de crédito. A Resolução BCB 4.949/2021 obriga as instituições a adotar procedimentos para prevenir fraudes. O Código de Defesa do Consumidor garante direito à informação clara e ao cancelamento do contrato em até sete dias. A Lei 14.181/2021 reforça a proteção contra o superendividamento, enquanto o Estatuto do Idoso criminaliza a exploração financeira de pessoas acima de 60 anos.
Cuidados essenciais antes de contratar
Antes de contratar crédito consignado, o consumidor deve consultar a lista oficial de instituições autorizadas pelo Banco Central e verificar se o correspondente bancário possui credenciamento válido, uma checagem simples que ajuda a evitar grande parte das fraudes.
Também é fundamental confirmar que não há cobrança de taxa antecipada, que toda a documentação do contrato está disponível e que as condições foram plenamente compreendidas, incluindo CET, prazo e valor total a pagar. Além disso, o consumidor deve assegurar que o empréstimo foi de fato solicitado e que nenhuma senha bancária foi fornecida durante o processo.
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