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FGC: como funciona a proteção para investimentos de renda fixa

O Fundo Garantidor de Créditos protege aplicações de renda fixa em caso de quebra de instituições financeiras e ajuda o investidor a aplicar com mais segurança

2 minutos
Como funciona a garantia do FGC na renda fixa

Estratégia de diversificação entre bancos ajuda investidores a ampliar a proteção do FGC em aplicações de renda fixa | Foto: Getty Images

O Fundo Garantidor de Créditos (FGC) é uma entidade privada sem fins lucrativos criada para proteger investidores e correntistas em casos de intervenção, liquidação ou falência de instituições financeiras associadas ao sistema.

O mecanismo funciona como uma camada adicional de segurança para aplicações de renda fixa emitidas por bancos. O objetivo é preservar a confiança no sistema financeiro e reduzir perdas dos investidores em situações extremas.

O FGC é mantido pelas próprias instituições financeiras participantes, que contribuem regularmente para o fundo.

Quais investimentos o FGC cobre

O FGC cobre produtos de renda fixa emitidos por bancos e instituições financeiras associadas. Entre os principais investimentos protegidos estão:

  • CDBs
  • LCIs
  • LCAs
  • Letras de Câmbio (LC)
  • Contas poupança
  • RDBs

Por outro lado, alguns produtos não possuem cobertura do FGC. É o caso de debêntures, CRIs, CRAs, fundos de investimento, ações, ETFs e Tesouro Direto. No caso do Tesouro Direto, a garantia vem do próprio Tesouro Nacional, considerado o emissor soberano do País.

Qual é o limite de cobertura do FGC

A regra mais conhecida do FGC estabelece cobertura de até R$ 250 mil por CPF ou CNPJ, por instituição financeira ou conglomerado financeiro.

Além disso, existe um limite global de R$ 1 milhão por CPF a cada período de quatro anos.

Isso significa que um investidor pode distribuir recursos entre diferentes bancos para ampliar a proteção total da carteira.

Como diversificar entre bancos para ampliar a proteção

A diversificação entre instituições financeiras é uma estratégia importante para investidores que desejam ampliar a cobertura do FGC sem abrir mão da renda fixa.

Ao distribuir aplicações entre bancos diferentes, o investidor consegue aumentar o valor total protegido, reduzir risco de concentração, aproveitar oportunidades de rentabilidade e construir uma carteira mais equilibrada

Além da proteção, a análise da qualidade da instituição financeira e da liquidez do investimento também deve fazer parte da decisão.

O que acontece se um banco quebrar

Quando uma instituição financeira associada ao FGC sofre intervenção ou liquidação, o fundo inicia o processo de ressarcimento dos investidores elegíveis.

O procedimento costuma seguir as seguintes etapas:

  1. O Banco Central decreta intervenção ou liquidação.
  2. O FGC identifica investidores e valores cobertos.
  3. O investidor recebe instruções de pagamento.
  4. O ressarcimento ocorre dentro dos limites de cobertura.

O pagamento normalmente acontece em poucos dias úteis após a validação das informações, embora o prazo possa variar conforme o caso.

FGC ou Tesouro Direto

A comparação entre FGC e Tesouro Direto é comum entre investidores conservadores.

Os produtos cobertos pelo FGC dependem da solidez da instituição emissora, embora contem com a proteção do fundo dentro dos limites estabelecidos.

Já o Tesouro Direto possui garantia do Tesouro Nacional, considerado o emissor de menor risco do mercado brasileiro.

Por isso, o Tesouro costuma ser visto como referência máxima em segurança de crédito no País. Ainda assim, CDBs, LCIs e LCAs cobertos pelo FGC seguem amplamente utilizados por investidores em busca de rentabilidade e previsibilidade.

Como usar de forma estratégica

O FGC pode ser uma ferramenta importante para investidores conservadores e moderados que buscam previsibilidade e proteção patrimonial.

A combinação entre diversificação, análise de emissores e atenção aos limites de cobertura ajuda a construir uma carteira mais eficiente no longo prazo.

Além disso, entender quais produtos possuem garantia permite tomar decisões mais conscientes em momentos de maior volatilidade econômica.

Isabella Zanelli

Jornalista em formação pela Escola de Comunicações e Artes da Universidade de São Paulo (USP). LinkedIn

Este material foi preparado e distribuído pelo Banco Safra S.A. O conteúdo disponibilizado em O Especialista possui caráter meramente informativo e educacional, não constituindo oferta, solicitação, recomendação ou aconselhamento de investimento. Antes de investir, verifique seu perfil de investidor, os riscos envolvidos e consulte os documentos dos produtos.

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