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Fundo de investimento em inteligência artificial supera o CDI em mais de 600%

Fundo multimercado de IA do Banco Safra busca capturar crescimento estrutural da inteligência artificial com exposição internacional, estratégia de longo prazo e curadoria especializada

3 minutos

O fundo investe na cadeia global da inteligência artificial, de semicondutores a data centers, em uma estratégia que acompanha a expansão da infraestrutura digital | Foto: Getty Images

O fundo de inteligência artificial do Banco Safra ganhou relevância entre os investimentos temáticos ao oferecer acesso a uma das transformações mais importantes da economia global.

O fundo também se destaca pela rentabilidade: em 2026 até abril o fundo Safra de Inteligência Artificial rendeu mais de 600% do Certificado de Depósito Interbancário (CDI), taxa considerada como referência central do mercado de renda fixa no Brasil. Desde o lançamento, em 2024, o rendimento ficou acima de 400% do CDI.

A proposta do fundo multimercado do Banco Safra é dar ao investidor exposição a um portfólio internacional de soluções ligadas à inteligência artificial, com foco em valorização no longo prazo e gestão ativa.

Em vez de concentrar a aposta em uma única companhia, a estratégia distribui a alocação entre empresas, índices e segmentos que participam da expansão da IA em diferentes etapas da cadeia.

Essa abordagem dialoga com a leitura do Safra de que a inteligência artificial ainda está no início de um ciclo de desenvolvimento e monetização. Por isso, o produto se apresenta como uma alternativa para o investidor que quer acessar o tema de forma estruturada, sem depender da escolha direta de ações específicas.

Qual é o fundo?

O fundo Safra Inteligência Artificial é um fundo multimercado com exposição internacional e estratégia temática voltada ao universo de IA.

O fundo investe em empresas e índices diretamente ligados ao setor, contemplando toda a cadeia de produção. Isso inclui companhias de semicondutores, software, hardware, data centers e storage.

O investidor acessa uma carteira que combina inovação tecnológica, infraestrutura digital e demanda corporativa crescente por poder computacional. A seleção conta com curadoria especializada do Safra, o que reforça o produto como uma solução pronta para capturar o avanço do tema em escala global.

A tese de investimento

A tese do fundo parte de uma leitura macro e estrutural. O Safra avalia que investir em inteligência artificial hoje significa entrar cedo em um mercado com potencial de valorização nos próximos anos, com projeção do mercado de IA é de US$ 1,7 trilhão até 2032.

Esse racional amplia o horizonte da tese. Afinal, a inteligência artificial não depende apenas de softwares generativos ou plataformas conhecidas do público. Ela exige chips, memória, armazenamento, servidores, energia computacional e redes de dados. Com isso, o fundo busca capturar valor em vários pontos da cadeia e reduzir a dependência de um único vencedor.

Características do fundo

O Safra Inteligência Artificial foi estruturado para investidores que desejam diversificação temática com gestão profissional. Entre as características estão a exposição global ao setor e a curadoria ativa de especialistas do Safra.

Além disso, a estrutura do produto procura facilitar o acesso do investidor brasileiro a uma tese internacional já filtrada por uma gestão especializada, o que tende a simplificar a alocação em um segmento marcado por rápida inovação e elevada assimetria entre empresas.

Rentabilidade supera o CDI em mais de 600%

A rentabilidade mais recente mostra avanço de 18,01% em abril de 2026. Em 12 meses, a valorização chegou a 98,77%. No mesmo período, o CDI avançou 14,83% e o IMA-B, 12,35%. Isso equivale a 666,14% do CDI em 12 meses.

O dado chama atenção porque reforça o forte desempenho recente da tese. Ainda assim, a própria natureza do produto exige leitura de prazo mais longo.

Fundos temáticos e estratégias ligadas à tecnologia podem atravessar períodos de volatilidade maior, sobretudo em ciclos de reprecificação das empresas globais do setor. Essa é justamente uma das razões para a gestão ativa ganhar peso nesse tipo de alocação.

Por que a inteligência artificial segue no radar?

A inteligência artificial continua no radar porque combina dois vetores importantes para o mercado. De um lado, há a expansão da demanda empresarial por produtividade, automação e análise de dados.

De outro, cresce a necessidade de infraestrutura para sustentar essa evolução, o que beneficia fabricantes de chips, fornecedores de soluções corporativas e operadores de data centers.

Nesse contexto, o fundo de IA do Safra se posiciona como uma forma de transformar uma tendência tecnológica em estratégia de investimento.

O produto organiza essa exposição em um veículo único, com gestão especializada e leitura setorial, o que pode fazer diferença em um mercado que muda rapidamente e premia quem acompanha a cadeia completa, e não apenas os nomes mais populares do momento.

O que o investidor deve observar?

Embora a tese tenha apelo estrutural, o investimento não elimina risco. Como todo fundo com exposição a tecnologia e mercado internacional, o produto pode registrar oscilações relevantes em janelas curtas. Por isso, a estratégia tende a fazer mais sentido como parte de uma carteira diversificada e com horizonte de longo prazo.

Também vale lembrar que rentabilidade passada não representa garantia de retorno futuro. A decisão de investimento deve considerar o perfil de risco, os objetivos patrimoniais e o papel que a exposição temática deve ocupar dentro da alocação total do investidor.

O fundo Safra de Inteligência Artificial é um fundo multimercado com exposição internacional e estratégia temática voltada ao universo de IA. Ele investe em empresas e índices diretamente ligados ao setor, contemplando toda a cadeia de produção, incluindo companhias de semicondutores, software, hardware, data centers e storage. A proposta é oferecer ao investidor acesso a um portfólio diversificado de soluções ligadas à inteligência artificial com gestão ativa especializada.

Em 2026 até abril, o fundo Safra de Inteligência Artificial rendeu mais de 600% do CDI, com avanço de 18,01% apenas em abril. Em 12 meses, a valorização chegou a 98,77%, equivalente a 666,14% do CDI, enquanto o CDI avançou 14,83% e o IMA-B 12,35% no mesmo período. Desde o lançamento em 2024, o rendimento ficou acima de 400% do CDI.

O fundo distribui a alocação entre empresas, índices e segmentos que participam da expansão da IA em diferentes etapas da cadeia para reduzir a dependência de um único vencedor. Essa estratégia reconhece que a inteligência artificial exige chips, memória, armazenamento, servidores, energia computacional e redes de dados, não dependendo apenas de softwares generativos. Assim, o fundo busca capturar valor em vários pontos da cadeia, oferecendo uma exposição mais estruturada e diversificada.

A tese parte de uma leitura macro e estrutural de que investir em inteligência artificial hoje significa entrar cedo em um mercado com potencial de valorização nos próximos anos. O Safra projeta que o mercado de IA chegará a US$ 1,7 trilhão até 2032. A estratégia reconhece que a IA exige infraestrutura completa e combina dois vetores importantes: a expansão da demanda empresarial por produtividade e automação, e a crescente necessidade de infraestrutura para sustentar essa evolução.

O fundo foi estruturado com exposição global ao setor de IA, curadoria ativa de especialistas do Safra, e gestão profissional para investidores que desejam diversificação temática. A estrutura procura facilitar o acesso do investidor brasileiro a uma tese internacional já filtrada por gestão especializada, simplificando a alocação em um segmento marcado por rápida inovação. O fundo oferece uma solução pronta para capturar o avanço do tema em escala global sem depender da escolha direta de ações específicas.

O fundo é recomendado para investidores com horizonte de longo prazo, pois fundos temáticos e estratégias ligadas à tecnologia podem atravessar períodos de volatilidade maior, sobretudo em ciclos de reprecificação das empresas globais do setor. A estratégia tende a fazer mais sentido como parte de uma carteira diversificada e com horizonte de longo prazo. Embora a tese tenha apelo estrutural, o investimento não elimina risco e rentabilidade passada não representa garantia de retorno futuro.

A inteligência artificial continua no radar porque combina dois vetores importantes: a expansão da demanda empresarial por produtividade, automação e análise de dados, e a crescente necessidade de infraestrutura para sustentar essa evolução. Isso beneficia fabricantes de chips, fornecedores de soluções corporativas e operadores de data centers. O mercado de IA está no início de um ciclo de desenvolvimento e monetização, com projeção de crescimento significativo nos próximos anos.

Como todo fundo com exposição a tecnologia e mercado internacional, o produto pode registrar oscilações relevantes em janelas curtas. A natureza do setor, marcado por rápida inovação e elevada assimetria entre empresas, implica em volatilidade maior. A decisão de investimento deve considerar o perfil de risco, os objetivos patrimoniais e o papel que a exposição temática deve ocupar dentro da alocação total do investidor.

Isabella Zanelli

Estudante de jornalismo na Escola de Comunicações e Artes da Universidade de São Paulo (USP). LinkedIn

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