Frigoríficos brasileiros avançam no mercado global de proteína animal
Dirigentes da JBS, MBRF e Minerva falam sobre os desafios do mercado e os planos de investimentos para garantir segunraça alimentar
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Representantes dos maiores frigoríficos do Brasil comentam os desafios globais de segurança alimentar | Foto: Divulgação
Representantes das maiores empresas de proteína animal do Brasil participaram do painel sobre o papel do Brasil como potência global do setor, durante a J. Safra Investment Conference, no Hyatt Horal, em São Paulo.
Gilberto Tomazoni, CEO da JBS, destacou o crescimento da renda e da população como vetores de crescimento do mercado globa e reforçou a importância da diversificação para enfrentar problemas conjunturais como as tarifas dos Estados Unidos e conflitos geopolíticos.
“A diversificação de produtos e mercados garante segurança para as empresas continuarem investindo sem ficarem expostas a determinados mercados”, comentou.
“A segurança alimentar virou prioridade para a maioria dos países após a pandemia e o agravamento os conflitos geopolíticos, o que explica o interesse dos fundos soberanos no setor de proteína animal”, afirnou Tomazoni. Segundo ele, o Brasil pode ser parceiro ideal para qualquer país que esteja investindo em segurança alimentar.
Os EUA vão continuar comprando carne na América do Sul
Sobre a situação do mercado dos Estados Unidos, diante da política tarifária do presidente Donald Trump, o executivo avaliou que o momento é desafiador, com redução da produção, mas citou que os spreads melhoraram diante da demanda que continua crescendo. “O mercado americano tende a se recuperar e voltar à normalidade”.
Ele comentou que a busca de maior valor agregado é uma estratégia da indústria, que consegue desenvolver produtos e marcas em parcerias com supermercados para garantir a expansão da oferta e a boa experiência do consumidor.
“O consumidor está mudando e valorizando cada vez mais a experiência de compra, buscando praticidade sem abrir mão da qualidade e do sabor”, disse.
Brasil avança no mercado global de proteína animal
Miguel Gularte, CEO da MBRF, destacou que o Brasil ocupa posição relevante no comércio global de proteína animal, e as empresas brasileiras estão capacitadas para atender à procura crescente por alimentação saudável e saborosa.
“Nosso setor é muito resiliente, e o mercado vive um momento de equilíbrio entre oferta e demanda. As empresas estão preparadas para as mudanças do mercado, com importações crescentes da China e maior abertura do mercado brasileiro”.
O executivo disse que o Brasil exporta tecnologia para países do Oriente Médio que investem em segurança alimentar. “O Brasil é um fornecedor confiável de produtos de qualidade, e as empresas investem em pesquisas para avaliar o que o consumidor deseja, em termos de qualidade e praticidade”.
“O consumidor está cada vez mais exigente, em qualquer mercado, e as empresas buscam desenvolver marcas e produtos que atendam às diferentes características de cada região”.
Mercado tende a continuar em expansão
Fernando Queiroz, CEO da Minerva, destacou que o crescimento do mercado é uma tendência que veio para ficar. Segundo ele, o custo de produção na América do Sul é vantajoso em relação ao Hemisfério Norte, o que favorece as empresas brasileiras.
“Na linha da diversificação de risco, os fundos soberanos, que pensam no longo prazo, são importantes na definição de projetos do furuto. E os Estados Unidos vão continuar comprando proteína da América do Sul, pois a tendência é de crescimento do consumo por uma questão de renda e de aumento populacional”.
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