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ETF de IA ou fundo de IA: qual escolher?

ETFs de IA são negociados em bolsa, enquanto fundos de inteligência artificial podem oferecer gestão ativa e maior flexibilidade

4 minutos
ETF de IA ou fundo de IA

ETFs e fundos de IA permitem acessar empresas ligadas ao desenvolvimento da tecnologia, mas apresentam diferenças em custos, liquidez, estratégia e gestão | Foto: Getty Images

A inteligência artificial se tornou uma das principais tendências de longo prazo dos mercados globais. Assim, escolher entre ETF de IA ou fundo de IA é uma decisão que investidores que buscam exposição a empresas ligadas à tecnologia, à infraestrutura digital e à automação, enfrentam frequentemente.

Como funcionam os ETFs de IA

ETF é a sigla em inglês para exchange-traded fund. No mercado, esse tipo de produto geralmente acompanha um índice de referência e tem suas cotas negociadas em bolsa durante o pregão. O investidor compra uma cota e passa a ter exposição indireta a uma carteira de ativos.

Os ETFs de inteligência artificial podem reunir empresas de diferentes segmentos, como semicondutores, computação em nuvem, software, automação, armazenamento de dados e infraestrutura digital. Entre as companhias de grande porte que podem aparecer em índices temáticos estão Nvidia, Microsoft e Alphabet, sem que a presença ou o peso de cada uma represente recomendação de investimento.

Segundo a B3, os ETFs combinam a diversificação de um fundo com a facilidade de negociação de uma ação. A composição, contudo, depende da metodologia do índice seguido pelo produto. Por isso, dois ETFs relacionados à inteligência artificial podem apresentar carteiras e níveis de risco diferentes.

Como funcionam os fundos de IA

Os fundos de inteligência artificial podem adotar uma estratégia ativa. Nesse modelo, uma equipe de gestão seleciona empresas e setores com base em critérios como crescimento de receitas, capacidade de inovação, geração de caixa, posição competitiva e valuation.

A carteira pode mudar de acordo com as condições de mercado e com a avaliação dos gestores. Em períodos de valorização excessiva das ações de tecnologia, por exemplo, o fundo pode reduzir a exposição ao segmento. Também pode buscar empresas menos conhecidas que participem da cadeia de valor da inteligência artificial.

Além de ações, dependendo do regulamento, o fundo pode investir em renda fixa, moedas, derivativos e ativos internacionais. Dessa forma, a estratégia pode ser mais flexível do que a de um ETF, mas também exige uma análise mais cuidadosa da política de investimento, dos riscos e do histórico da gestão.

ETF e fundo de IA: principais diferenças

A forma de negociação é uma das diferenças mais importantes. As cotas de ETFs são compradas e vendidas em bolsa, com preços que variam ao longo do dia de acordo com a oferta e a demanda.

Nos fundos tradicionais, a aplicação e o resgate seguem os prazos estabelecidos no regulamento. O investidor deve observar o prazo de cotização, necessário para calcular o valor da cota, e o prazo de liquidação, quando os recursos são disponibilizados.

A gestão também segue modelos diferentes. O ETF busca acompanhar um índice de referência, enquanto o fundo de IA pode permitir que a equipe responsável altere a carteira de acordo com sua leitura do mercado.

Em relação à transparência, os ETFs costumam divulgar sua composição com frequência. Nos fundos, a periodicidade de divulgação varia conforme a regulamentação e as regras do produto.

Custos e liquidez

Os ETFs geralmente apresentam taxas de administração competitivas, sobretudo quando utilizam gestão passiva. Mesmo assim, o investidor deve considerar outros custos, como spread entre compra e venda, corretagem, taxas da instituição financeira e despesas cambiais em produtos negociados no exterior.

Nos fundos de IA, além da taxa de administração, pode existir taxa de performance. Esse mecanismo remunera o gestor quando o fundo supera determinado parâmetro de referência, conforme as condições previstas no regulamento.

A liquidez também merece atenção. ETFs podem ser negociados durante o pregão, desde que exista volume suficiente no mercado. Já os fundos seguem as condições de aplicação e resgate definidas pelo administrador.

Riscos dos investimentos em IA

Os produtos ligados à inteligência artificial estão sujeitos à volatilidade das ações de tecnologia e ao risco de concentração em determinados setores, países ou empresas. Mesmo com várias companhias na carteira, um ETF ou fundo pode manter exposição elevada a ações de crescimento.

Também é necessário considerar os riscos regulatório, cambial e tecnológico. Mudanças nas regras de uso da inteligência artificial podem afetar determinados modelos de negócio. Da mesma forma, novas tecnologias podem reduzir a vantagem competitiva de empresas consideradas líderes.

Outro ponto de atenção é o valuation. Quando as expectativas de crescimento ficam muito elevadas, uma revisão nas projeções pode provocar quedas relevantes nos preços dos ativos.

A diversificação oferecida por ETFs e fundos reduz a dependência de uma única empresa, mas não elimina os riscos do tema. Por isso, esses produtos devem ser avaliados como parte de uma carteira mais ampla.

Qual escolher?

O ETF de IA pode ser mais adequado para quem busca uma exposição diversificada ao tema, prefere acompanhar um índice e valoriza a possibilidade de negociar as cotas durante o pregão. A estrutura também pode atender investidores que desejam conhecer com maior clareza a composição da carteira.

O fundo de IA pode fazer mais sentido para quem prefere delegar a seleção de ativos a uma equipe profissional e aceita prazos específicos para aplicação e resgate. A alternativa também pode ser interessante para quem valoriza uma estratégia ativa, com maior liberdade para ajustar a exposição ao mercado.

Nenhuma das alternativas é universalmente melhor. O ETF tende a oferecer simplicidade e exposição objetiva a um índice. O fundo pode proporcionar maior flexibilidade, mas exige atenção às decisões da gestão, às taxas e às regras de liquidez.

A melhor escolha depende do papel da IA na carteira

A comparação entre ETF de IA e fundo de IA não deve se limitar à busca pelo maior retorno histórico. O ETF pode oferecer uma forma prática de acompanhar um índice temático, enquanto o fundo pode permitir uma abordagem mais ativa e flexível.

Para quem deseja uma exposição ampla e objetiva, o ETF pode cumprir melhor esse papel. Já para quem prefere delegar decisões a uma equipe especializada, o fundo pode ser uma alternativa mais adequada.

Em qualquer dos casos, a inteligência artificial deve representar apenas uma parcela da estratégia de investimentos. A diversificação entre classes de ativos, a avaliação dos riscos e a compatibilidade com os objetivos financeiros continuam sendo os principais critérios de decisão.

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A principal diferença está na forma de negociação e gestão. Os ETFs de IA são negociados em bolsa como ações, com preços que variam durante o pregão, e seguem um índice de referência com gestão passiva. Os fundos de IA podem adotar gestão ativa, permitindo que a equipe de gestores altere a carteira conforme sua análise de mercado, e as aplicações e resgates seguem prazos específicos estabelecidos no regulamento.

Os ETFs de IA são fundos negociados em bolsa que acompanham um índice de referência temático. O investidor compra cotas que representam uma carteira diversificada de empresas ligadas à IA, como Nvidia, Microsoft e Alphabet, abrangendo segmentos como semicondutores, computação em nuvem, software e infraestrutura digital. As cotas podem ser compradas e vendidas durante o pregão, oferecendo liquidez e facilidade de negociação similar à de uma ação.

Os fundos de IA com gestão ativa permitem que uma equipe profissional selecione empresas e setores com base em critérios como crescimento de receitas, capacidade de inovação e valuation. A carteira pode ser ajustada conforme as condições de mercado, reduzindo exposição em períodos de valorização excessiva e buscando oportunidades em empresas menos conhecidas da cadeia de valor da IA. Além disso, podem investir em diferentes classes de ativos, oferecendo maior flexibilidade estratégica.

Os ETFs de IA geralmente apresentam taxas de administração competitivas, especialmente quando utilizam gestão passiva. Contudo, o investidor deve considerar custos adicionais como spread entre compra e venda, corretagem, taxas da instituição financeira e despesas cambiais em produtos negociados no exterior. Esses custos podem impactar significativamente o retorno final do investimento.

Além da taxa de administração, os fundos de IA podem cobrar taxa de performance, que remunera o gestor quando o fundo supera um parâmetro de referência estabelecido no regulamento. Essa estrutura de custos tende a ser mais elevada que a dos ETFs, especialmente quando há gestão ativa envolvida. É importante analisar essas taxas ao comparar o potencial de retorno do fundo.

Os produtos de IA estão sujeitos à volatilidade das ações de tecnologia, risco de concentração em setores, países ou empresas específicas, e risco de valuation elevado. Também existem riscos regulatório (mudanças nas regras de uso de IA), cambial (em produtos internacionais) e tecnológico (novas tecnologias podem reduzir vantagens competitivas). A diversificação oferecida reduz dependência de uma única empresa, mas não elimina os riscos do tema.

O ETF de IA é mais adequado para quem busca exposição diversificada ao tema com simplicidade, prefere acompanhar um índice de referência e valoriza a possibilidade de negociar as cotas durante o pregão. Também é ideal para investidores que desejam conhecer com clareza a composição da carteira e preferem uma abordagem passiva com custos mais previsíveis.

O fundo de IA faz mais sentido para quem prefere delegar a seleção de ativos a uma equipe profissional especializada e aceita prazos específicos para aplicação e resgate. É interessante também para investidores que valorizam uma estratégia ativa com maior liberdade para ajustar a exposição ao mercado conforme as condições econômicas e oportunidades identificadas pelos gestores.

Isabella Zanelli

Jornalista em formação pela Escola de Comunicações e Artes da Universidade de São Paulo (USP). LinkedIn

Este material foi preparado e distribuído pelo Banco Safra S.A. O conteúdo disponibilizado em O Especialista possui caráter meramente informativo e educacional, não constituindo oferta, solicitação, recomendação ou aconselhamento de investimento. Antes de investir, verifique seu perfil de investidor, os riscos envolvidos e consulte os documentos dos produtos.

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